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Caiado e Lúcio Flávio discutem segurança pública e crise do sistema penitenciário

Os desafios da segurança pública e a crise do sistema penitenciário em Goiás foram os principais temas debatidos nesta terça-feira (16/01) pelo senador Ronaldo Caiado (Democratas) e o presidente da seccional goiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Lúcio Flávio Paiva. A reunião foi acompanhada por membros da OAB, pelo presidente do PMN, Eduardo Macedo, e pelo presidente do Democratas de Catalão, Luiz Gustavo Sampaio. “Tive a honra de receber hoje o senador Ronaldo Caiado para debater pautas importantes da sociedade goiana. A principal foi sobre o sistema prisional, que hoje é a questão que mais nos preocupa. Acredito na necessidade de se construir uma ampla frente nacional que envolva os governos e o Congresso para recuperar este sistema, que está caótico e causando tanta insegurança. Disse em outra ocasião e repito: precisamos recuperar a soberania dos presídios”, resumiu. Para o senador, é importante que esta discussão seja maior no Congresso e que este acelere as pautas que tratam da segurança pública. “Aproveitei para cumprimentar a OAB neste caso específico de Goiás, por sua posição de destaque e relevância. A Ordem não se omitiu em momento algum, opinando e exigindo que nada fosse para debaixo do tapete”, frisou. Além destas discussões, o senador também procurou sensibilizar a Ordem sobre a importância de ter representatividade no Congresso. “Acredito que os sensibilizei para que reflitam sobre a representatividade política da classe. É importante que ela participe dos debates no Congresso e discuta os temas da sociedade. A OAB daria um bom exemplo de exercício de cidadania indicando candidatos que representam a classe”, afirmou.
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Caiado vai destinar emenda de bancada para o Polo de Inovação do IF Goiano em Rio Verde

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, vai destinar emenda de bancada este ano para as obras do Polo de Inovação de Rio Verde do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano. O compromisso foi feito nesta terça-feira (16/01) ao reitor Vicente Pereira Almeida, que esteve no escritório político do senador acompanhado do prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale (PMDB), e de diretores e pró-reitores do IF Goiano. As obras de construção da sede do Polo de Rio Verde já estão em andamento e a primeira etapa deve ser entregue em março deste ano. A segunda etapa está em processo de licitação e compreende a execução de redes de esgoto, energia elétrica, drenagem, reservatório elevado, calçamento e pavimentação de 100 mil metros quadrados. Segundo o reitor, o valor que será destinado pelo senador será usado na construção de laboratórios de última geração, referentes à terceira etapa do projeto. “A Prefeitura de Rio Verde já tem nos ajudado enormemente. Agora faltam os recursos para podermos construir. Esta contribuição que o senador vai nos dar será muito importante para iniciarmos as obras dos laboratórios”, afirmou o reitor. O prefeito Paulo do Vale, que doou a área para o Polo de Inovação, afirmou que o senador Ronaldo Caiado tem auxiliado sempre o município especialmente nas demandas da Educação. “Foi um encontro extremamente positivo hoje. O senador sempre nos recebe muito bem e se preocupa em correr atrás das nossas demandas”, elogiou. IF de Morrinhos O senador também recebeu representantes do IF Goiano de Morrinhos, que foram agradecer pelo recurso de R$ 1 milhão que o senador viabilizou no fim do ano passado. Segundo o diretor Gilberto Silvério, Ronaldo Caiado tem demonstrado força no Ministério da Educação, pasta comandada pelo ministro Mendonça Filho (Democratas), nas demandas de Goiás. “Esses novos recursos vão ser utilizados para novos equipamentos para o Campus, que vão auxiliar na melhoria do ensino”, explicou. O diretor aproveitou a passagem pelo escritório para falar também que acredita na candidatura de Ronaldo Caiado ao governo e que deseja contribuir neste processo. “É um nome forte que tem vigor, que nunca esteve envolvido em nada errado. O momento é dele”, afirmou.
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Candidato ao governo deve ter respaldo popular e condições de implantar novo projeto de gestão, diz Caiado

O senador Ronaldo Caiado (Democratas) afirmou nesta segunda-feira (16/01) à Rádio 820 que o candidato ao governo de Goiás da oposição deve ser competitivo, ter respaldo popular e condições de implantar um novo modelo político em Goiás. O líder do Democratas no Senado disse que a união das oposições é “chave-mestra” para se alcançar a vitória e que o sucesso no pleito acontecerá se os partidos não cometerem erros do passado, quando a divisão de alianças levou à derrota. Na entrevista o parlamentar também falou sobre a situação da segurança, saúde e finanças do Estado, bem como da sua trajetória como representante de Goiás no Congresso Nacional. “O momento político de Goiás é de não cometermos erros primários que levem a divisão das oposições. A chave-mestra de 2018 é termos a unidade. É o que vai consolidar o processo de perspectiva real da vitória, do início de um novo modelo político para Goiás. Tenho buscado a todo momento essa unidade da oposição para termos uma candidatura única ao governo e uma chapa forte, competitiva de deputados federais e estaduais. Precisamos buscar com critérios um candidato. Projeto de eleição majoritária não é sedimentado na vontade de A ou de B. Está embasada na capacidade de competitividade e no respaldo popular do candidato”, disse. O senador destacou a importância de pavimentar esse entendimento nesse momento, já que em 2018 a campanha eleitoral será mais curta. E anunciou que no início de fevereiro mais dois partidos políticos irão se unir ao projeto das oposições. “Não podemos repetir o que não deu certo no passado. Sou pré-candidato com muita humildade. Conheço vitória e derrota. Se tive a oportunidade de ser eleito senador é porque tive a humildade de construir uma aliança e me comunicar com a população. Tive a humildade de mostrar que a base da candidatura não é o interesse pessoal. O que vale é interesse coletivo. Eu trabalho em equipe. Aprendi com um professor meu, cirurgião, que ninguém brilha sozinho no firmamento. Por isso que todas as reuniões que fazemos com a oposição tem como base a união. São várias as lideranças do MDB que compartilham desse tese de termos candidato único desde o 1º turno”. Situação de Goiás Na entrevista, Ronaldo Caiado recebeu perguntas de ouvintes sobre Goiás. Sobre as contas públicas, o senador afirmou que está finalizando um levantamento, mas comentou que tem conhecimento do relatório do Tesouro Nacional e do Tribunal de Contas do Estado. “A realidade é de um Estado que não cumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal. Goiás fez um empréstimo recente de R$ 600 milhões com a Caixa Econômica Federal descumprindo as regras de endividamento. O governo comprometeu todos os ativos do Estado, vendeu a Celg por valor irrisório, fez concessões a JBS no mesmo valor da venda da empresa de energia. Sabemos do sucateamento da Saneago. Em nome do projeto de poder, Goiás foi dilapidado. O dinheiro público foi usado de forma eleitoreira e não para atender o interesse do cidadão”, enumerou. “A forma de gestão deve ser mudada e é o que faremos se chegarmos ao governo. A situação é grave, mas sabemos da capacidade e potencial de reagir do estado”, acrescentou. O parlamentar lembrou das cerca de 400 obras inacabadas do governo Marconi Perillo e da crise de abastecimento de energia e de água que o Estado vive. Sobre segurança pública, o presidente regional do Democratas falou sobre o clima de terror que a população convive com guerra de facções criminosas e ausência do Estado e ainda contou alguns de suas ações para a área, caso chegue ao governo. “O PCC está disputando território com o Comando Vermelho dentro das prisões. Cadê o Estado? Não podemos deixar que ele seja governado por duas facções criminosas. O cidadão goiano tem medo de denunciar. Em várias cidades, as pessoas não fazem boletim de ocorrência por medo, porque são ameaçadas pela bandidagem. Nós, se chegarmos ao governo, em primeiro lugar, não vamos perder verba federal. Foram repassados pela União R$ 44 milhões e só R$ 7 milhões foram utilizados pela total falta de gestão, dito pelo próprio ministro da Justiça. Sei da realidade difícil que vamos enfrentar, temos que ter prioridades. Vamos buscar sim uma maior sintonia com o empresariado, por meio de parceiras público-privadas”, apontou. Ronaldo Caiado enfatizou que é possível implantar um modelo de gestão no Estado sem promessas ilusórias. “Não podemos é ter projetos fictícios, dizer que vamos resolver tudo da noite para o dia. O cidadão precisa saber que um novo modelo de gestão não terá promessas ilusórias, e não terá o avanço no seu bolso com a máfia das placas, com multas, com aumento de carga tributária”, garantiu. Durante a entrevista, ele lembrou da polêmica acerca do emplacamento de placas pelo Detran. “O governo descumpre lei federal ao querer colocar apenas uma empresa para emplacar os carros e uma para vistoriar. A lei federal diz que o Detran pode credenciar empresas, mas não dar concessão para uma empresa apenas fazer o serviço. Credenciamento é diferente de concessão. Estão cobrando R$ 215 pela placa em mais R$ 149 pela vistoria. A denúncia é que essa máfia das placas é um caixa paralelo que pode chegar a R$ 9 milhões. São 50 mil placas por mês em Goiás”, denunciou. Com relação à saúde do Estado, o senador enumerou a série de obras de hospitais paradas, caso de Santo Antonio do Descoberto, de Valparaíso, Novo Gama e Uruaçu. Também comentou a preocupante fila de 50 mil goianos que aguardam uma cirurgia eletiva. Caiado ainda criticou as concessões recentes de rodovias no estado feitas “na calada da noite”, sem critérios, apenas para ampliar a arrecadação do caixa do governo. Além disso, o senador goiano menciona um pouco da sua trajetória política e do seu orgulho de ser político e de representar os goianos. “Na minha trajetória na política sempre agi com transparência, não fiz projeto pessoal. Sempre atuei em defesa do meu estado e não decepcionei meu eleitor. Todos assistiram. Quando iniciou a questão da venda da Celg fui árduo defensor da empresa. Quando queriam cassar os incentivos fiscais de Goiás que ia tirar competitvidade do estado, consegui derrubar a sessão. Na saúde, tenho uma luta para aprovarmos a carreira de médico de Estado, - projeto de minha autoria, - para termos estabilidade na carreira e levarmos profissionais para o interior. A todo momento, participei de discussões sobre negociações de dívidas agrícolas no Congresso, setor vital para Goiás. Esse é o ponto que temos que enaltecer na política”, finalizou.

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No DM, Caiado diz que incompetência e omissão alimentaram rebeliões

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, publicou artigo nesta quarta-feira (10/01) no Diário da Manhã em que aponta incompetência e omissão da gestão do governador Marconi Perillo (PSDB) em relação ao sistema penitenciário em Goiás e a segurança pública. Ao listar uma série de fatos anteriores que indicavam a chance de ocorrer uma rebelião, o senador cobrou a responsabilidade do governador. “A tática lulista do “não sabia” está fazendo escola no Palácio das Esmeraldas. No primeiro dia do ano, 99 presos escaparam, nove foram assassinados e 14 ficaram feridos no presídio de Aparecida de Goiânia. A reação do governador? Transferir a responsabilidade para o governo federal e agir como se não soubesse do quadro gravíssimo do sistema prisional do Estado, enquanto “descansava” em uma praia do Nordeste. Dados do próprio governo de Goiás mostram que 392 detentos fugiram das prisões goianas em 2017. E os goianos em choque diante de um governo acéfalo com Perillo de férias e o vice-governador afastado”, afirmou. Ronaldo Caiado lembrou que ainda em 2014 o governo foi alertado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) do caráter precário do sistema prisional do estado. “Desconhecimento do assunto, omissão e a transferência de responsabilidades não se justificam”, afirmou. O democrata lembrou que, como legislador, tem se preocupado em apresentar projetos que têm impacto direto na segurança pública, dois deles relacionados ao financiamento do setor. “O primeiro amplia o volume de recursos do fundo de segurança pública dos estados ao destinar 2% da arrecadação bruta mensal das loterias federais para este fim, o que representa R$ 250 milhões a mais para esta finalidade. Outra proposta libera os repasses das transferências voluntárias da União para os estados investirem em diversas áreas, como segurança pública, mesmo que estes tenham alguma pendência com o governo federal - queixa constante de governadores”, disse. Leia o artigo na íntegra. ------------ Omissão e incompetência: combustíveis da crise penitenciária em Goiás A tática lulista do “não sabia” está fazendo escola no Palácio das Esmeraldas. No primeiro dia do ano, 99 presos escaparam, nove foram assassinados e 14 ficaram feridos no presídio de Aparecida de Goiânia. A reação do governador? Transferir a responsabilidade para o governo federal e agir como se não soubesse do quadro gravíssimo do sistema prisional do Estado, enquanto “descansava” em uma praia do Nordeste. Dados do próprio governo de Goiás mostram que 392 detentos fugiram das prisões goianas em 2017. E os goianos em choque diante de um governo acéfalo com Perillo de férias e o vice-governador afastado. Mas a crise penitenciária em Goiás não começou em 2018 nem em 2017. Ao menos desde 2014 o governo vem sendo alertado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) do caráter precário do sistema prisional do estado. Desconhecimento do assunto, omissão e a transferência de responsabilidades não se justificam. Como legislador, apresentei e tenho hoje tramitando no Senado seis projetos que têm impacto direto na segurança pública, dois deles relacionados ao financiamento do setor. O primeiro amplia o volume de recursos do fundo de segurança pública dos estados ao destinar 2% da arrecadação bruta mensal das loterias federais para este fim, o que representa R$ 250 milhões a mais para esta finalidade. Outra proposta libera os repasses das transferências voluntárias da União para os estados investirem em diversas áreas, como segurança pública, mesmo que estes tenham alguma pendência com o governo federal - queixa constante de governadores. Além disso, sempre fui um defensor incansável de quaisquer projetos que representem combate à criminalidade e melhoria das estruturas da segurança pública de estados e municípios. Ano passado, por exemplo, apoiei e aprovamos no Senado um projeto que cria a polícia penitenciária, igualando as carreiras dos agentes penitenciários à policial. Conheço e me preocupo com a gravidade da situação da segurança pública em Goiás e, diante disso, venho me pronunciando e batalhando pela aprovação de projetos muito antes dessa crise que assistimos agora após os casos de rebeliões, fugas, assassinatos, flagrantes de armas e consumo de drogas e álcool no presídio de Aparecida de Goiânia. O que não posso prever e administrar é a incompetência e omissão do governo de Goiás. Dizer que se trata de um problema nacional não justifica. Falar que faltaram recursos federais é uma falácia. Em dezembro de 2016, o governo goiano recebeu R$ 32 milhões do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para construir e ampliar seu sistema prisional. Usou apenas R$ 5,6 milhões, ou seja, 18% do total. O motivo? Projetos apresentados pelo governador não estavam qualificados, nas palavras do próprio ministro da Justiça, Torquato Jardim. O ministro também denunciou descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, já que Perillo não abriu contas específicas em bancos públicos para operar os recursos federais. Ilícito passível de gerar improbidade administrativa. Até calote o governador deu ao receber dinheiro federal para enviar agentes às Olimpíadas de 2016. Pegou o dinheiro e não enviou os profissionais. Em 2014, o CNJ já alertava para o risco de rebeliões e fugas no prédio da Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto de Aparecida e pedia a sua desativação. Nada foi feito. Em 2017, novo documento do Conselho denunciava terem sido encontradas nove armas e 22 aparelhos celulares no local. O órgão recomendava a instalação de um bloqueador de sinal. Nenhuma ação foi tomada. A situação está tão grave que autoridades do Judiciário recomendaram que a presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmén Lúcia, suspendesse a vistoria prevista para esta semana, no presídio de Aparecida de Goiânia, por absoluta falta de segurança. O Tribunal de Justiça de Goiás, por meio de seu presidente, Gilberto Marques Filho, afirmou que a corregedoria do órgão apresentou ao Poder Público informações de que o sistema estava para entrar em colapso. O Ministério Público goiano chegou a denunciar que em algumas unidades existiam mais celulares do que presos e declarou que o Estado "não tem controle sobre seus presos". A OAB entrou com uma ação civil pública pedindo a intervenção do presídio. Só o governador que não sabia de nada? Há pouco mais de um mês, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), do Ministério da Justiça, publicou um extenso relatório após visitar todos os estabelecimentos penais de Goiás. O documento é público e pode ser acessado pela internet. O relatório apresentou 28 recomendações diretas ao Governo do Estado e à Secretaria de Segurança Pública como: padronização das regras prisionais; a instituição de uma Corregedoria do Sistema Penitenciário; a criação de uma política de capacitação para os agentes; a realização de concurso público e a substituição de todos os terceirizados que atuam na área de custódia e segurança nas unidades. Também recomenda ações simples, mas importantes na questão da segurança, como a reativação de guaritas e de reforço na iluminação externa como forma de evitar a entrada de drogas, bebidas e outros objetos nos presídios. Se Marconi Perillo tivesse lido o relatório e as recomendações do CNCPC, se tivesse tido a competência para apresentar projetos qualificados e para executar os recursos repassados pelo governo federal, se não apenas transferisse suas responsabilidades para terceiros, poderia ter evitado a crise que se anunciava. Não o fez. Por sua omissão, Goiás está hoje refém de bandidos dentro e fora dos presídios.
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Temer posa de reformista para desviar atenção de governo fisiologista, diz Caiado na Folha

  Em artigo publicado neste sábado (16/12) pela Folha de S. Paulo, o senador Ronaldo Caiado (Democratas) afirmou que o presidente Michel Temer (PMDB) presta um desserviço à democracia ao repetir o mesmo modo de agir do grupo petista que o antecedeu no Planalto. Para o senador, as ações do presidente reforçam a tese que o PT quer defender de que todos políticos são corruptos. “O desserviço do governo Temer à democracia é enorme, pois fornece aos petistas o argumento que buscavam: o de que todos os políticos são corruptos e a bandidagem do PT não era exceção, senão regra. Mudou-se para não mudar”, disse. Sem condições de entregar um governo que a sociedade exigia, Michel Temer decidiu investir em outra frente. “Encurralado pelas denúncias que atingem membros de seu governo e ele próprio, resolveu posar de “presidente reformista”. É uma forma de desviar a atenção do povo e buscar espaço na mídia para tentar explicar o inexplicável: a prática continuada da corrupção, do fisiologismo e das negociatas”, enumerou. Para Ronaldo Caiado, a pauta da sociedade permanece a mesma: reforma moral da política, cujo pressuposto é a redução do Estado a padrões de eficiência, transparência e racionalidade. Para ele, 2018 será um ano que vai definitivamente marcar as mudanças que a sociedade espera. “A eleição de 2018 será um grande divisor de águas – e seus efeitos hão de marcar o destino do país pelas próximas gerações. Por isso, conclamo a todos que reflitam com critério, patriotismo e responsabilidade antes de definir o seu voto”, disse. ------------------- O desserviço de Temer à democracia brasileira O ano de 2017 chega ao fim sem que a herança maldita do PT tenha sequer sido equacionada. Os problemas permanecem os mesmos de 2016, com um agravante: a desilusão decorrente dessa inércia. Mais que isso, conivência com o governo anterior. A pauta que levou o povo às ruas naquela oportunidade não foi priorizada por Temer, cuja ascensão à Presidência deve-se apenas e tão somente à reação popular que depôs o governo petista. O presidente não percebeu o momento histórico que o contemplou, nem a natureza da delegação que recebeu. Em vez de se investir de institucionalidade, um clamor do povo, optou por governar como pessoa física, nos termos daquilo que Ruy Barbosa classificava de "política com pê minúsculo". Talvez pelos anos de convivência e participação nos governos petistas —e por ser conhecido como político, embora habilidoso, sem votos, expert na escola do "é dando que se recebe"—, Temer usa a instituição Presidência da República para blindar amigos e apaniguados, garantindo-lhes foro privilegiado. Mas não apenas: preserva a conduta petista de leiloar ministérios, cargos, obras, liberação de emendas, endossando um padrão de governo que trai a pauta das ruas, diametralmente oposta a esta: combater a corrupção e reduzir a máquina pública. Encurralado pelas denúncias que atingem membros de seu governo e ele próprio, resolveu posar de "presidente reformista". É uma forma de desviar a atenção do povo e buscar espaço na mídia para tentar explicar o inexplicável: a prática continuada da corrupção, do fisiologismo e das negociatas. Daí a frustração da sociedade, que se sente usada diante da permanência do modus operandi que rejeitou nas ruas. Sente-se por isso perdida, desorientada, sem saber em quem confiar para as verdadeiras mudanças que precisam ser feitas, a começar pela reforma do Estado e a do próprio conceito de governar. O desserviço do governo Temer à democracia é enorme, pois fornece aos petistas o argumento que buscavam: o de que todos os políticos são corruptos e a bandidagem do PT não era exceção, senão regra. Mudou-se para não mudar. Não se pode esquecer que Temer era peça acessória do PT, seu segundo escalão, eleito vice com os votos de Dilma. Tudo isso repercutirá nas eleições do ano que vem, que se prenunciam atípicas, com novas regras de financiamento e uma ferramenta nova, as redes sociais, que terão (já têm) influência muito maior que os horários eleitorais do rádio e da TV. A pauta da sociedade não mudou. Ela quer uma reforma moral da política, cujo pressuposto é a redução do Estado a padrões de eficiência, transparência e racionalidade. Isso exige um estadista, que lhe fale com frequência, sem truques de marketing, sem teleprompter, olho no olho; que tenha vida pregressa que o credencie a tratar dos temas mais sérios e complexos e a lhe pedir apoio para as mudanças necessárias, mesmo as impopulares, indispensáveis para corrigir distorções cristalizadas. Como um médico diante de um paciente politraumatizado —e é a tanto se assemelha hoje o país—, terá de compor uma equipe de profissionais competentes para salvá-lo, um primeiro escalão em condições de resgatar a respeitabilidade da figura institucional de um ministro de Estado, hoje banalizada, escolhida para resolver não os problemas nacionais, mas os dos partidos e dos grupos de pressão. A eleição de 2018 será um grande divisor de águas —e seus efeitos hão de marcar o destino do país pelas próximas gerações. Por isso, conclamo a todos que reflitam com critério, patriotismo e responsabilidade antes de definir o seu voto.  
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Caiado diz na Tribuna do Planalto que Goiás vive “faroeste fiscal”

O senador Ronaldo Caiado (Democratas) afirmou em artigo publicado neste sábado (09/12) pelo jornal Tribuna do Planalto sobre a situação das finanças em Goiás. Segundo o parlamentar, o governador Marconi Perillo (PSDB) promove um verdadeiro “faroeste fiscal” no Estado. “O Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) apontou que as secretarias de Saúde e Educação receberam uma provisão de R$ 602.697.094,76 sem fundos - ou seja, o governo deu a elas um cheque “borrachudo”. As análises de técnicos do Senado dos relatórios de prestação de contas do Executivo goiano mostraram que elas estão superestimadas em 112,98%. Em suma, o orçamento tem sido uma mera peça de teatro. Goiás vive uma espécie de “faroeste fiscal”, citou como exemplo. Leia o artigo na íntegra. --------------- Faroeste fiscal do governo deixa goianos na escuridão Por Ronaldo Caiado Há um esforço notório para fortalecer a falsa imagem de que a economia de Goiás está em alta. Segundo dados do Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais divulgado no último quadrimestre, Goiás obteve nota C na classificação que avalia quais Estados e municípios que podem obter garantia da União de contratação de novos empréstimos. Em razão de recentes mudanças nas regras do Tesouro, Goiás perdeu o governo federal como fiador em operações de crédito, onde os juros são mais baixos. Com isso a situação fiscal de Goiás, que já é de penúria, tende a se aprofundar ainda mais.   Goiás está entre os nove Estados brasileiros com gastos com pessoal acima do que é permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O boletim divulgado em 2016 classificou o Estado com a nota D+ no ranking de capacidade de solvência. É um dado assustador: a nota D é a pior dentro do ranking citado. Considerando o desempenho fiscal obtido em 2015, Goiás ocupou a quinta pior posição do País em matéria de descontrole das contas públicas. É explícito o descompromisso e a incompetência do governo diante de dificuldades.   Goiás fez o terceiro maior corte de investimentos do País em 2016 (44%). Paralelamente a este quadro, o governador Marconi Perillo criou o programa Goiás na Frente para tentar criar clima positivo das finanças estaduais, com vistas às eleições de 2018. Não convenceu.   Matérias recentes mostraram que o programa, lançado em março deste ano, cumpriu até agora apenas 8% das obras, sendo que 38% dos trabalhos iniciados estão em execução. Foram investidos R$ 293 milhões, mas a promessa era de R$ 6,195 bilhões.   Ao final do último exercício financeiro, o Tesouro Estadual acumulava um saldo negativo total de R$ 1,5 bilhões. Chegou-se ao limite de simular a emissão de Ordens de Pagamentos Extraorçamentárias para atingir artificialmente os investimentos mínimos em saúde e educação.   O Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) apontou que as secretarias de Saúde e Educação receberam uma provisão de R$ 602.697.094,76 sem fundos - ou seja, o governo deu a elas um cheque “borrachudo”. As análises de técnicos do Senado dos relatórios de prestação de contas do Executivo goiano mostraram que elas estão superestimadas em 112,98%. Em suma, o orçamento tem sido uma mera peça de teatro. Goiás vive uma espécie de “faroeste fiscal”.   Mais do que nunca é preciso haver um choque de gestão na política fiscal do Estado. Temos de avançar na modernização da política de recuperação do estoque da dívida ativa, garantir a  empregabilidade, manter o crescimento dos gastos correntes atrelados à inflação para brecar a trajetória ascendente da dívida e trazer para a administração tributária e financeira medidas de boas práticas fiscais.   O mais importante, contudo, é sairmos da escuridão - que é a regra do atual governo - para a transparência. Os dados abertos, não mascarados, são a melhor solução para se restabelecer o equilíbrio das finanças públicas. Cada cidadão goiano deve ser um fiscal pró-ativo do seu esforço como contribuinte. Essa é a mudança que todos desejam.  

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Projeto de Caiado que impede contrabandistas de participar de licitações é aprovado

Foi aprovado projeto de lei do líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), que impede empresas condenadas por pirataria, descaminho ou contrabando de participar de licitações públicas. A proposta foi analisada em plenário e aprovada por unanimidade. A intenção do senador é tornar mais rígida a punição para crimes que geram, de acordo com a Receita Federal, prejuízos da ordem de R$ 100 bilhões por ano ao país.

Caiado recebe de movimentos civis a Medalha Patriótica

  O senador Ronaldo Caiado (Democratas-GO) recebeu, nesta terça-feira (25/04), a Medalha Patriótica, uma condecoração criada por movimentos populares para personalidades que se destacaram na defesa do país. O evento contou com a participação de vários grupos da sociedade civil organizada que destacaram o papel atuante do senador nas manifestações de rua e na Comissão do Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Aprovado projeto de Caiado que reduz burocracia para empresas

O Senado aprovou nesta terça-feira (25/4) projeto do líder do Democratas, Ronaldo Caiado (GO), que reduz a burocracia para um universo maior de Sociedades Anônimas realizar seus negócios. O PLS 286/2015 estende o benefício do sistema simplificado para empresas com patrimônio líquido de até R$ 10 milhões. Hoje, a regra funciona para S/As com patrimônio máximo de R$ 1 milhão. O senador acredita que o projeto, aprovado em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Econômicos, vai estimular mais negócios ao reduzir o custo operacional dessas empresas.

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