Abril verde x abril vermelho

No debate que fiz hoje com o deputado Dr. Rosinha (PT-PR), na CBN, ficou clara uma total dicotomia entre o que foi dito por ele e a realidade. Existe uma distancia secular entre a tese levantada pelo petista e o dia-a-dia. O abril vermelho é um momento de inquietação do campo, onde os produtores ficam a mercê de pessoas que se sentem acima da lei, que se acham no direito de matar, sequestrar, invadir, não respeitar regras nem leis. É algo que choca o Brasil. A reforma agrária não se faz pelas mãos do MST, que não tem uma estrutura reconhecida.

Os líderes do MST se utilizam de pessoas mais pobres, que são usadas como massa de manobra, num ato cruel e desumano. Um exemplo disso é uma pesquisa rececente feita em assentamentos rurais emancipandos, que já deveriam estar prontos para produzir. 83% deles não têm qualificação, 47% não produzem nem o suficiente para a família, apenas 27,7% produz o suficiente. Nos emancipados, só 35% consegue renda acima de um salário mínimo para o trabalhador, 52% até um salário mínimo, 37% num estado de extrema pobreza. Cerca de 77 milhões de hectares de terra foram destinados para os assentamentos no Brasil. As lavouras que produzem arroz e milho, por exemplo, contam com 55 milhões de hectares, 22 milhões a menos. Falta investimento e preocupação com os assentamentos.

Existe um desespero na argumentação. Estamos de acordo com os índices de produtividade para o setor rural, mas o MST não quer para os assentamentos. Eles prescrevem a medicação, mas não querem tomar. Quando usam a tese de que estamos dificultando a PEC do trabalho escravo, mentem. Ninguém de mente sã vai dificultar essa proposta e ser a favor de trabalho escravo. O que existe nisso é a intenção de alguns de penalizar o Brasil no exterior. Temos uma safra de 146 milhões de toneladas de grãos, o Brasil bateu recorde. Enquanto isso, o produtor recebe R$ 12 num saca de milho, R$ 27 numa de soja, 42 centavos no litro do leite. O produtor rural fez o abril verde, com a safra recorde de 146 milhões de toneladas. O MST veio com o abril vermelho: mortes, invasões, ataques e desrespeito às leis.

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