Caiado e seu adesivo para Twitter

Candidato à reeleição pela quinta vez, o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) foi o primeiro em Goiás a disponibilizar adesivo virtual para ser colado na foto de quem está no Twitter. A inovação foi disponibilizada ontem. “Ao amigo que me apoia, sugestão para adicionar adesivo em sua foto do Twitter. Conto com você!”, postou. O internauta que se interessa coloca uma adesivo com o nome e o número de Caiado embaixo de sua foto. Com quase 12 mil seguidores, o deputado Ronaldo Caiado é um dos poucos que inovam no uso do Twitter. Se mostra um político que sempre busca se renovar e reformular. Sem deixar a coerência e a ética, marcas que sempre o acompanharam.

Fonte: Café da Manhã

O balanço de Caiado

O deputado Ronaldo Caiado, um dos 100 parlamentares “cabeças” mais influentes do Congresso, fez um balanço exclusivo à coluna da atuação do Congresso este semestre para a coluna.

Ficha Limpa – “Com o apoio da população, conseguimos aprovar o projeto. Grande parte da base governista não queria, mas com o uso dos veículos de comunicação, da internet, especialmente o Twitter, mobilizamos a população. A pressão popular pesou e o projeto foi aprovado. É o abre-alas da reforma política. Acredito que ém 2011, o projeto virá com força, alçado pela população.”

Aposentados – “Nos últimos 15 anos, levantamento feito pela Confederação e Associação dos Aposentados de Goiás, 13 milhões ganhavam acima de um salário. Com FHC, erderam 26%. No governo Lula, perderam 44%. São 220 mil aposentados por ano, a cada reajuste, que saem da categoria de mais de um salário. Hoje são 4,5 milhões que caíram para o patamar de um salário. Os 8,5 milhões que restam não suportarão cinco ou seis reajustes. Este ano, governo deu 7,7% de reajuste, bem menos que os 9,58% do salário mínimo. E esse reajuste só saiu por pressão da oposição, pois o governo queria dar menos ainda.

PEC 300 – “Nós nos empenhamos em aprovar a criação do piso salarial para PMs e Bombeiros. O governo sempre manobrou contra o projeto, que dá dignidade a quem nos dá segurança. Aprovamos em primeiro turno a
proposta de criação de um piso salarial para os policiais dos estados (PECs 446/09 e 300/08). A criação do piso nacional ainda precisa ser analisada em segundo turno antes de seguir para o Senado. De acordo com uma emenda, uma lei federal definirá o piso salarial dos policiais civis e militares e dos bombeiros dos estados, que passarão a receber na forma de subsídio. A mesma lei criará um fundo para ajudar os estados a cumprir o novo piso, disciplinando o funcionamento do fundo e os recursos a ele destinados. A lei também definirá o prazo de duração desse fundo.”

Ronaldo Caiado pede ações para garantir renda da agropecuária

O deputado federal Ronaldo Caiado (foto -DEM) disse ontem que a criação da Agência de Regulação do Agronegócio garantiria a renda do setor no Brasil. “Funcionaria para equilibrar o preço e garantir lucro ao produtor e preços justos ao consumidor”, disse, após participar de audiência pública na Câmara que discutiu o tema. Autor do requerimento da audiência pública,Caiado disse que, apesar de gerar receitas para o Brasil, o setor primário ainda sofre com a falta de políticas de renda. “É inaceitável, até o momento, que o setor rural não tenha nenhum mecanismo de proteção da renda da atividade agrícola. É a atividade produtiva de maior risco, mas que apresenta excelentes resultados, os quais o governo se beneficia e, com frequência, se vangloria.

Entretanto, eventuais prejuízos causados por fatores como condições climáticas, de câmbio ou crédito, são repassados integralmente ao produtor rural.” “Se por um lado somos avançados em tecnologia agrícola, que nos permite ter uma das mais competitivas agriculturas do mundo, sofremos uma brutal atraso na legislação voltada para a política de garantia de renda”, explicou o parlamentar.Caiado ainda disse que o governo federal faz propaganda e marketing com número que nunca saem do papel. “Em Goiás, por exemplo, 70% dos produtores não conseguem ter acesso ao crédito.” Ele citou a safra deste ano, 143,4 milhões de toneladas de grãos. São 8,6% a mais do que 2009. “Mas tivemos perdas de R$ 11,5 bilhões no preço negociado.

Aumentamos a produção e o valor foi reduzido. O produtor não suporta essa carga”, disse. A última renegociação de dívidas ocorreu em 2000. Eram R$ 28 bilhões em dívidas e hoje ultrapassam R$ 100 bilhões. “Isso ocorre porque não existe agência reguladora.”

FONTE: DM

A apoteose de Ronaldo Caiado

A mulher dele permanecia ali, ao seu lado, solidária, em postura marcial, altiva, o rosto afogueado banhado em lágrimas que desciam copiosamente. As filhas dele, misturadas ao povo na platéia, também solidárias, contemplavam-no igualmente com os rostos molhados por copiosas lágrimas. Mulheres orgulhosas do marido e do pai que têm.

Da tribuna do auditório Jayme Câmara, superlotado na tarde-noite desta quarta-feira, ele transformava um revés político no mais glorioso triunfo moral jamais visto na política goiana. Vencido, mas não derrotado. Ele, Ronaldo Caiado, o presidente do DEM de Goiás.

Ao final do discurso, ele deixa o recinto carregado nos ombros de seus correligionários, debaixo de aplausos ensurdecedores. Por um momento, veio-me a lembrança de Vercingentórix depondo sua espada, seu escudo e sua vida nas mãos de Júlio César, o conquistador das Gálias. O grande guerreiro Gaulês se rendia voluntariamente para encerrar uma guerra perdida e, com isto, poupar milhares de vidas, ainda que isto fosse custar a sua própria.

Logo depois da retirada apoteótica do grande Caiado, adentra ao recinto o pequeno Marconi, este pequeno César da política goiana, para colher das mãos do senador Torres o fruto da vitória. Marconi ali estava para anexar o DEM aos seus domínios, concluindo, assim, a sua obra de depredação dos partidos goianos. Mas Caiado, que dali saiu muito maior do que quando entrou, não ficou para o beija-mão. O susserano, trajando sua indefectível camisa azul, vinha para receber as homenagens de seus vassalos, também vestidos de azul, mas não encontrou entre eles Ronaldo Caiado, que trajava camisa preta.

Ronaldo Caiado foi o último a falar aos convencionais do DEM. Assomou a tribuna após transferir a presidência dos trabalhos ao senador Torres. Começou sereno, firme. Enunciou o princípio diretor de sua argumentação: em primeiro a consciência; em segundo a pátria; em terceiro lugar o partido. Ele não era outro senão Ronaldo Caiado, com seus defeitos, suas idiossincracias, suas qualidades. Jactou-se de ter estilo próprio. Acima de tudo, seria sempre fiel a si mesmo.

Falando de si na terceira pessoa, proclamava em voz trovejante: “Caiado não mente, Caiado não trai, Caiado não rouba”. Definia-se como um político agressivo, combativo, desses que prefere a luta mais renhida à acomodação indigna, à rendição sem combate. Um homem que, segundo ele mesmo, cresce na adversidade e que, destituído de sua coerência, fica reduzido a nada.

O neto mais velho do lendário Totó Caiado revelou que Getúlio Vargas havia oferecido ao arrogante oligarca goiano a interventoria do Estado, através do General Caiado, seu parente. Totó, segundo seu neto, teria respondido: “Diga a Getúlio que caí com Washington Luiz”.

O subtexto é este: Caiado não quer, por que dele não precisa, o poder pelo poder. Caiado não é cortesão. Caiado não é súdito; é companheiro.

Toda gente sabe que Ronaldo Caiado foi aliado de primeira hora de Marconi Perillo em l998. Toda gente sabe que Caiado afastou-se do Esmeraldas logo depois da posse de Marconi, por não aceitar que o novo governador, valendo-se do poder de coerção que o cargo lhe assegurava, iniciasse uma campanha de destruição do partido de Caiado, o então PFL. Marconi aliciou lideranças pefelistas sem a menor cerimônia. Nada cedeu ao PFL, apenas prodigalizou alguns cordatos pefelistas com as benesses do poder. O PFL não foi chamado a compartilhar o governo. Caiado observou que sempre é lembrado para ajudar nos esforços de guerra, mas esquecido na hora de se distribuir o butin. Bom para fazer oposição – inadequado para ajudar a governar.

Toda gente sabe que Ronaldo Caiado nunca concordou com a coligação do DEM com o PSDB de Marconi Perillo. Nada pessoal. Caiado apenas não admite os métodos marconistas de fazer política, passando por cima das lideranças reconhecidas para, solapando as bases dos demais partidos, seduzir os fisiológicos com promessas de vantagens.

Tudo que Caiado fez foi pelo DEM.Caiado quis proteger o seu partido, transformá-lo em uma agremiação respeitável. Ele quis limpar do DEM as nódoas deixadas por anos e anos de fisiologismo, oportunismo e corrupção. Ele quis soerguer o DEM da condição de partido quase-nanico, para restituir-lhe a glória de outros tempos, quando era a UDN do lenço branco, a UDN do Lacerda e do Brigadeiro, a UDN do Hélio de Brito e do Chico de Brito. A UDN dos varões de Plutarco, não aquela que se perdeu servilismo da Arena e que traiu seu ideário moralista no fisiologismo do PFL.

Mas o DEM ainda é a encarnação do PFL, o partido que não segura em alça de caixão alheio, que não dá pulo em galho seco, que aprecia servir a qualquer governo e se sente fora do seu elemento quando é forçado à oposição. De nada valeu a pregação de Caiado. De nada serviu a briga dele com Marconi. De nada serviu ele ter se destacado na Câmara Federal e de ser apontado como um dos maiorais do Congresso. Pouco lhe adiantou, no alto clero, usar chapéu de cardeal.

De nada serviu mostrar aos pefelistas do DEM goiano que um partido só se afirma quando prefere a estrada espinhosa da luta à via larga da submissão, que leva à perdição. Um partido se engrandece quando busca o poder por seus próprios meios, o que é diferente de cavar sinecuras em governos sobre os quais não têm influência.

De nada, enfim, serviu a Caiado todo esse esforço doutrinador. O DEM goiano jamais teve a verdadeira compreensão do que um partido político, digno desse nome, deve realmente ser. Um partido político, como bem disse Wilmar Rocha aos convencionais, não é um clube de damas, não é um grêmio literário, não é uma reunião de senhoras na hora do chá. Mas faltou dizer que um partido político, digno desse nome, não importa qual seja a sua cor ideológica, deve ser, antes de tudo, um movimento de opinião pública e um instrumento de ação coletiva daqueles que representa. O DEM goiano não merece Ronaldo Caiado.

Coisa comum nos partidos goianos é o chefe mandar e desmandar. Nada mais fictício do que a “democracia interna”. De um modo geral, os partidos se relacionam unicamente por meio de seus presidentes. Quanto menor a sigla, maior o predomínio do seu presidente ou do “líder maior”. Por exemplo. O PSDB faz o que Marconi Perillo manda. Convenção do PSDB não é para decidir, é para ratificar o que Marconi decidiu. No PMDB, quando Iris decide, a questão está encerrada. No PTB, Jovair Arantes falou, água parou. Muitos pensavam que, no DEM, o que Ronaldo Caiado resolvesse o partido acolheria submisso. Poderia ser assim, se ele quisesse usar os extraordinários poderes que lhe conferem o cargo de presidente. Ele não quis.

Os motivos não importam. Ele não quis. Primus inter pares. Preferiu exercitar a democracia interna. Sustentou seu ponto de vista. Assegurou aos discordantes o direito de livremente manifestar discordância. E finalmente, ante a insistência de todos em caminhar para o abismo, aquiesceu que fossem.

Mas ele não segue para o abismo. Ele falou, do alto da tribuna, que seguirá solitário o seu caminho. Fará campanha sozinho – ele, seus amigos, seus familiares. Não fará o papel do mal perdedor, que se rebela contra a maioria e busca o caminho que lhe convêm. Caiado não subirá no palanque de qualquer candidato a governador. Guardará neutralidade. Mas, advertiu, se os tucanos afrontarem as suas bases, ele romperá a neutralidade. Não foi uma simples advertência; foi uma ameaça clara, aberta. Que o deixem em paz se não quiserem guerra, já que ele está por tudo.

Um antigo provérbio – meio piegas, até – diz que o fogo prova o ouro e a adversidade prova o homem; daí emergirem das cinzas da adversidade os homens de ouro. Aplica-se a Ronaldo Caiado.

Helvécio Cardoso
JORNAL DA IMPRENSA

O mestre da política

A política partidária é um campo interesse para análise. E, principalmente, quando os principais agentes estão na ação intensa e conduzindo os movimentos entre as forças. É por isso, que há políticos, militantes, representantes e os líderes.

O líder é a expressão máxima de uma sigla. É no contorno da ação dele que está boa parte da estratégia do partido político. Faço esta introdução para abordar a decisão do deputado Ronaldo Caiado na Convenção do DEMOCRATAS. Alí, apareceu um “mestre da política”.

Não é nenhuma novidade, dizer que a imagens dos Caiados sempre esteve aliada ao uso da força, da radicalidade, da imposição e do medo. Muitas pessoas falam que o deputado Ronaldo Caiado consegue expressar esta imagem dos antepassados.

Já previa, nos comentários que fiz pela Rádio 730, que Caiado faria um discurso que valeria a pena prestar atenção. Dito e feito.

Por que o deputado Ronaldo Caiado renunciou à disputa, discordou da aliança com o PSDB e preferia anunciar que enfrentará a campanha sozinho? Se fosse defender outra proposta diferente da aliança com os peessedebistas, iria perder e, de quebra, contrariaria uma boa parte do DEM.

Caiado conduziu a votação para definição das candidaturas e, a partir do momento que os convencionais iriam aprovar a aliança com o PSDB, ele se retirou. O deputado mostrou que era contra a aliança, mas curvou-se diante da vontade da maioria do partido e dá uma lição democrática, na contramão da imagem dos “Caiados”.

Ao pontuar a contrariedade pessoal da aliança com o PSDB, Ronaldo Caiado mantém a coerência política com todo o discurso que fez recentemente. Principalmente, no tocante a Marconi Perillo. Está exposto, Caiado não confia no peessedebista.

Ao mesmo tempo, agora, o presidente do DEM parte para uma campanha eleitoral em que ninguém no partido vai ter a ousadia e nem a coragem de questionar a posição pessoal dele. Afinal, ele deixou o partido fazer uma aliança, apesar de contrariado.

Não há dúvida de que Caiado está concentrado na tentativa de fortalecer o DEM e ele não admite qualquer tipo de ação que possa diminuir o partido. Se tivesse agido com força, de forma autoritária, para impedir a aliança com o PSDB, talvez tivesse que passar por um bom tempo na administração de uma dissidência.

O DEM tem problemas na manutenção de suas estruturas de poder, está perdendo espaço continuamente no legislativo. Na Convenção, Caiado fez um o que um grande líder faria, renunciar, dar passos atrás, para não dividir e nem diminuir o partido.

No fundo, a Convenção do DEM, que seria uma grande derrota para Caiado, acabou como o fato político mais importante da semana, e ele com a independência para trilhar o caminho que pensa ser melhor nesta eleição.

No fundo, deve ter-lhe doído a alma o momento que saiu da Convenção, no auditório da Camara de Goiânia, e entrava Marconi Perillo para receber aplausos como candidato.

Ronaldo Caiado pode ter pedido uma batalha, mas não pense que a guerra acabou. O líder está livre para enfrentar o eleitor e justificar a campanha solitária. Cada vez que ele explicar o caso, o PSDB e Marconi serão o alvo.

Caiado não é de ficar em cima do muro. Ele vai ter um lado nesta eleição. Como um mestre, sabe os passos que dá.

FONTE: Blog do Altair Tavares – Portal 730