Caiado debate ações contra queimaduras

O médico e deputado federal RonaldoCaiado (DEM) participou na quarta-feira (25) de audiência pública para discutir a situação das vítimas de queimaduras. O evento tinha três objetivos principais: discutir como dar dignidade aos sequelados, como realizar um trabalho preventivo e qual conduta se deve ter após sofrida a queimadura.

Integrante da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara Federal, RonaldoCaiado ressaltou que é preciso elaborar o Código do Queimado. “Todos nós precisamos trabalhar em sintonia fina para elaborar o Código do Queimado e colocar essa matéria na Câmara. Dados revelam que aproximadamente 1 milhão de brasileiros são acidentados com queimaduras anualmente. Esse número mostra que precisamos prevenir, mas o tratamento também é fundamental e precisa ter continuidade”, afirma.

Para Caiado, o grande fator limitante é o orçamento para a área da Saúde. “O que falta hoje é orçamento. O embate na Câmara é a regulamentação da emenda 29 e a destinação de pelo menos 10% do orçamento vinculado para a Saúde, que o Governo Federal insiste em impedir. Ao vincularmos esse valor, mais de R$ 35 bilhões serão acrescidos no atendimento da saúde”, disse.

Segundo a diretora-geral do Núcleo de Proteção aos Queimados, Maria Thereza Sarto Piccolo, os principais problemas são encontrados no amparo dado aos pacientes após o tratamento da lesão em si. “A vítima de queimadura, mesmo não adquirindo uma deficiência que comprometa a função, sofre pelas consequências que a deformidade estética, comum a esses pacientes, traz, como repulsa social e distúrbios psicológicos”, informou.

O presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras, Flávio Novaes, destacou que é preciso construir uma legislação que dê maior atenção aos pacientes vítimas de queimaduras e cobrou maior atenção quanto à reinserção e amparo às necessidades especiais destas pessoas. “Devemos garantir pelo SUS não apenas o atendimento emergencial, mas, sim, todo apoio necessário, seja em material adequado, seja na disposição de equipe multiprofissional para tratar esse paciente.”

Na mesma linha de pensamento, o presidente da Federação Latino-Americana de Queimaduras (Felaq), Edmar Maciel, enfatizou a necessidade de atendimento ambulatorial adequado, com materiais para tratamento de queimaduras e, principalmente, apoio na reinserção do paciente, com atuação na parte de nutrição, fisioterapia, psicologia, psiquiatria, enfermagem, pediatria, cirurgias estéticas, entre outros.

Noções de ciência política no currículo do ensino médio

Projeto de lei (PL 7746/10) inclui noções técnicas de ciência política no currículo do ensino médio. O texto pretende mudar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação para fazer com que as escolas ajudem os estudantes a entender a importância da política para a sobrevivência da democracia.

A ideia do projeto surgiu quando um dos relatores da Reforma Política, deputado Ronaldo Caiado, do DEM goiano, percorreu escolas e universidades do país para debater o tema. Ele ficou surpreso diante do desconhecimento dos jovens sobre o sistema politico-eleitoral.

Caiado admite que os recentes escândalos têm afastado os estudantes da política. No entanto, ele ressalta a necessidade de se resgatar a importância do político para a manutenção de um regime democrático transparente. Caiado avalia que a inclusão de noções de ciência política no currículo do ensino médio vai formar eleitores mais conscientes e com maior capacidade de decidir sobre os destinos políticos do país. O deputado explica as matérias que poderão constar da disciplina no ensino médio.

“O que é o Executivo, o Legislativo, a função do Judiciário; detalhar a parte regimental das ações das comissões na Câmara e no Senado; discutir o sistema eleitoral com todos os detalhes: o financiamento de campanhas, como é feita uma coligação, o que é um partido político, quais são as regras de uma campanha eleitoral. A maioria dos eleitores não sabe a diferença entre um deputado, um senador, o que é um quociente eleitoral, quais são as regras de uma fidelidade partidária. Enfim, tudo isso fica muito vago na cabeça do eleitor e nada mais justo do que essa matéria ser incluída na grade curricular e que o aluno seja informado para que ele tenha, amanhã, consistência para debater essa situação.”

Em tese, o cientista político Ricardo Caldas apoia a iniciativa de Caiado, mas acredita que ela poderá ser aprimorada. Caldas, que é diretor do Centro de Estudos Avançados da UnB, defende o modelo de ensino alemão, no qual teoria e prática se associam para criar estudantes mais conscientes da importância da política.

“Como é que foi feito isso na Alemanha, com muito sucesso? Além de estudar as instituições do país, ler os jornais todos os dias na área política. Assim, eles conseguiram um alto grau de politização. Como a população lê todos os dias os jornais em sala de aula, foi possível adquirir um alto grau de conhecimento sobre o que estava acontecendo naquele momento. O aluno de ensino médio precisa realmente se sentir participante, aí o estímulo dele para participar vai ser maior. Mas, se ficar só discutindo a teoria dos Três Poderes, aí não será um grande avanço, não.”

O projeto de lei dá um prazo de três anos para que as escolas passem a incluir as noções de ciência política no currículo do ensino médio, a partir da sanção presidencial, após a aprovação no Congresso Nacional.

De Brasília, José Carlos Oliveira

Rádio Câmara

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Campanha “Sou Caiado, Sou 2555″ ganha destaque

Caiado inova no seu Twitter

O deputado federal Ronaldo Caiado demonstra toda sua renovação e lança na internet, com auxílio do Twitter, uma campanha que promete dar o que falar. Ele disponibilizou em seu site um banner que pode ser impresso com os dizeres Sou Caiado, Sou 2555. A intenção é que os simpatizantes à sua candidatura tirem fotos com a frase de apoio e as enviem para o parlamentar. Ele promete colocar as fotos em seu portal. Por onde passa, Ronaldo Caiado é bem recebido. A ideia surgiu depois que uma senhora na Avenida Bernardo Sayão pediu a ele um autógrafo em seu material de campanha. Ela solicitou o envio da foto. Para facilitar o acesso de quem é fotografado, as fotos já eram disponibilizadas. Foi quando veio a ideia de permitir a quem quisesse a declaração de apoio segurando o banner. Boa ideia, porque nesse momento de eleição causa uma proximidade com o eleitor e o traz para os debates. Demais candidatos deveriam seguir o exemplo.

Coluna Café da Manhã – Nota publicada na edição de 04/08/2010