“Código Florestal é a carta de alforria do produtor”, diz Caiado

O deputado Ronaldo Caiado (DEM- GO) comemorou na noite dessa terça-feira (24) a aprovação do Código Florestal. O democrata lembrou que o atual Código foi votado pela última vez há 46 anos e que o setor produtivo não possuía até então uma legislação jurídica. “É a carta de alforria do produtor rural”, disse o democrata. Caiado falou sobre a história do Código até então vigente, que foi criado por uma medida provisória e reeditado 65 vezes sem a Casa ser ouvida, “sem termos opinado”. “Estava mais do que na hora de tirarmos a corda do pescoço do produtor. Aprovar esse Código significa não deixar os produtores na ilegalidade”, comemorou. As regras haviam sido criadas por instruções normativas do Ibama e do Conama ou ainda, por decreto de Presidentes da República. “Como um setor produtivo primário que sustenta essa nação, que dá ao cidadão urbano a capacidade de,com 18% da sua renda ter cesta básica digna quando, há 20 anos, gastava 50% da sua renda, foi penalizado desse jeito?“, indagou. Caiado lembrou na tribuna que o setor produtivo brasileiro desenvolveu por competência própria aquilo que há 20 anos o Brasil importava. “O país trazia arroz da Ásia, o leite da Austrália,feijão do México. Hoje, esse Brasil produtivo é respeitado. Eu pergunto: esses vorazes que foram contra a aprovação do código, já doaram 20% do seu patrimônio para o meio ambiente? Não! Mas o produtor rural, sim”, questionou. O goiano enfatizou que a luta pela aprovação do Código não foi luta de governo e oposição, mas sim uma luta que defendeu o Brasil que produz. E argumentou: “O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, trouxe para essa Casa sentimento de agonia. Não entende que quem produz e quem trabalha tem que ter paz. Já o relator Aldo Rebelo (PCdoB) teve paciência, lutou pela liberdade ao produtor”.Caiado reforçou que durante todo o debate, os argumentos utilizados foram com base científica e conteúdo. “Os partidos contra o Código vieram na agressão e na provocação. A verdade é que jamais quiseram votar o projeto e aprenderam a legislar com medidas provisórias que nunca foram votadas, e sim, reeditadas mais de 60 vezes quando Sarney foi ministro”. O goiano afirma que tentaram tirar do produtor rural as forças para se defender. “O produtor foi vilanizado. Mas acabou”. Sobre os protestos dos que não queriam votar o Código, Caiado comparou: “Esses verdes são comparáveis aos mandruvás na lavoura. Nada mais verde que um mandruvá, mas nós sabemos que eles só sabem comer e destruir nossas lavouras”, finalizou.

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