Caiado é reeleito presidente do DEM em Goiás

Na manhã de ontem, em Goiânia, foi escolhido o novo diretório estadual do DEM em Goiás, durante convenção do partido na Câmara Municipal. Por unanimidade, o deputado federal Ronaldo Caiado foi reeleito presidente regional.

Caiado falou de um projeto consistente para 2012/2014. Ele mencionou o fato de o DEM goiano ser um dos mais fortes do país, “sem dissidências, em harmonia, com todos marchando na mesma direção”. O goiano declarou que assim como recebeu o apoio de lideranças em 2010 para sua eleição para deputado federal, agora é a vez dele retribuir em 2012. “A característica do DEM é a lealdade”.

Ronaldo Caiado lembrou que um de seus maiores aprendizados na política foi a diferença entre popularidade e credibilidade. “Popularidade é efêmera. O que é determinante na vida política é a credibilidade. O DEM não tem tutela de imposição de cúpula. Buscamos quem tem competência para levar o nome adiante. Isso nos dá credibilidade”.

O goiano falou também de sua relação com o senador Demóstenes Torres, “cada vez mais forte e consolidada”. O parlamentar defendeu também a criação da CPMI da Corrupção. “O Brasil repassa R$ 6 bi a mais para o Paraguai num acordo bilateral de Itaipu para pagar campanha do ex-presidente paraguaio. Quem convive com agricultura e pecuária sabe a realidade. Não tem dinheiro para o produtor, não tem garantia do preço mínimo nem crédito para que continue produzindo. Mas tem corrupção na Conab que só olha para os grandes, armazenadores e atravessadores do setor produtivo primário para desviar dinheiro”.

Autenticidade – O senador Demóstenes Torres disse que o DEM é autêntico e não há dissimulação no partido. “Não podemos compactuar com o estado de coisas do Brasil. Lula deixou uma herança maldita para Dilma que tem que demitir os malandros”, disse.

Demóstenes lembrou que uma das promessas de campanha de Dilma foi a implantação de escola integral nos colégios públicos. O senador informou que esse procedimento custaria R$ 20 bilhões por ano. “No ministério dos Transportes foram desviados R$ 20 bilhões. Com esse dinheiro, ela deveria ter implantado escola em tempo integral. 2003 em toda escola pública. Custa 20 bi por ano. As crianças não podem ir para escola porque os mandruvás comem o dinheiro”, completou.

2012 e 2014 – O democrata disse que “se o partido definir, eu saio candidato a prefeito de Goiânia. Se o partido quiser , saio para presidente. Meu compromisso é com o estado de Goiás e é eleger Caiado senador” finalizou.

O deputado estadual Hélio de Souza disse que tem um sentimento de gratidão muito forte ao partido e aos que entenderam as propostas do DEM. “Nesse momento osentimento que impera é o de sermos companheiros de partido, mas mais que isso, somos amigos e isso nos fortalece”.

Hélio defendeu a livre iniciativa e os princípios democráticos. “Se ser de direita é defender a liberdade e a livre iniciativa, o direito a propriedade, ter a determinação de dizer que é conservador para defender os princípios da família, quero dizer que sou de direita. O que eu noto é que essa determinação de manifestar o que devemos ser é o que faz com que o DEM tenha hoje o respeito da população” completou. Hélio mencionou o nome do senador Demóstenes para a prefeitura de Goiânia.

O presidente da Assembleia Legislativa, Nilo Resende lembrou que o DEM em Goiás tornou-se uma família e que isso resultou na excelente votação do senador Demóstenes, que segundo ele, é um candidato capaz de unificar forças entre os partidos. “Acredito, inclusive, que o senador tem potencial para ser o próximo presidente da República”. E completou: “Caiado e Demóstenes conseguem parar o Congresso e chamar a todos para reflexão. São dois grandes nomes da oposição”.

José Eliton Figueiredo Junior, governador de Goiás em exercício, disse que o DEM só tem a crescer, principalmente no estado. “Estamos num importante momento de fortalecimento. DEM tem unidade de pensamento e através da discussão franca e aberta sobreideias e ideais vai muito mais longe”. E, completou: “Não defendemos um estado que diga o que a sociedade tem que fazer, mas um estado que tenha interação com o cidadão e com a iniciativa privada. As famílias não têm que se contentar com mesada do governo, as famílias precisam ser livres e altivas, com oportunidades criadas pelo Estado”, finalizou. 

“Alta carga tributária pode prejudicar Brasil na crise”, diz Caiado

O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM GO) criticou a política econômica do governo federal. Esta semana, o ministro da fazenda, Guido Mantega, participou de uma Comissão Geral na Câmara para falar sobre a crise financeira mundial. Para Ronaldo Caiado , a alta carga tributária brasileira prejudica os contribuintes. "A sociedade não aguenta mais pagar imposto. O brasileiro trabalha 148 dias por ano para pagar imposto. Que Reforma Tributária é essa que nunca foi levada a sério? Nós temos uma Reforma onde o governo impede que sejam colocados na nota fiscal os tributos que são cobrados da mercadoria
vendida para o cidadão".

 Durante discurso em plenário, o deputado Ronaldo Caiado também cobrou do governo a regulamentação da Emenda 29, que estabelece percentuais mínimos de repasses para a saúde. "O cidadão brasileiro está quase condenado à morte, não tem onde buscar socorro. A saúde no Brasil está sucateada. Neste primeiro semestre, o governo pagou a mais R$ 27 bilhões em juros com a dívida pública. E nós estamos aqui lutando para que o governo possa apoiar a emenda 29, para poder fazer chegar durante o ano todo R$ 35 bilhões para a saúde, e o governo não fecha questão, não deixa votar", afirmou.

Caiado também falou sobre a o descaso do governo com a agropecuária. "O ministro do Planejamento, Guido Mantega, e a presidente Dilma têm verdadeiro preconceito com o setor rural, vira as costas para a agricultura. O governo não gosta da agropecuária. Nunca teve uma medida do PT para favorecer o setor. No entanto, quando é para as grandes indústrias tem. Espero que o governo tenha mais sensibilidade. O BNDES foi capitalizado em mais R$ 280 bilhões e nunca teve nada para
a pequena e micro empresa. O BNDES é muito mais uma máquina de partido para escolher as empresas que serão vencedoras e que sobreviverão”.

O deputado Ronaldo Caiado disse ainda que a oposição vai sempre perguntar ao ministro Mantega se ele só lembra do Congresso apenas nos momentos de grandes crises. "Vem aqui para desviar o foco dessas constantes denúncias de irregularidades em vários órgãos da administração federal. O governo do PT desrespeita a sociedade brasileira, desrespeita o trabalhador, concluiu Caiado. "