Código Florestal vai reduzir PIB agrícola em R$ 300 bilhões, diz Caiado

O deputado Ronaldo Caiado (Democratas) disse que o principal ponto de divergência no Código Florestal ainda é o tratamento das áreas consolidadas – áreas produtivas em locais que deveriam ser de preservação ambiental. Caiado argumenta que o texto do Senado prejudica os produtores rurais brasileiros. “O projeto retira 85 milhões de hectares de terras produtivas, o que significa uma queda no PIB agrícola de mais de R$ 300 bilhões. Como o Brasil vai sobreviver? Internacionalmente, o País só é competitivo na agricultura”, disse Caiado.
 
Caiado disse que dos 851 milhões de hectares do País, só produz em 236 milhões de hectares. “Ninguém quer desmatar. Deixem os 236 milhões continuarem produzindo. Retirar 85 milhões de hectares será o mesmo que pedir para o País criar sua própria crise. É pedir para aumentar a cesta básica”, disse.
 
Ronaldo Caiado disse que os setores produtivos estão asfixiados. “O Brasil está sendo desindustrializado. Está aí o superávit na balança comercial: só não foi negativo porque a agricultura teve exatamente o percentual do crescimento do PIB de 2011″, disse.
 
Deputado Caiado lembrou que o PIB do Brasil caiu de 7,5%, em 2010, para 2,7%, em 2011. “O Governo previa 3,5%, o PIB fechou com 2,7%, inferior ao último trimestre dos Estados Unidos em plena crise, a uma China que fecha com 9%. Ora, é o momento de acender a luz amarela? Não, a vermelha!”, disse.
 
Segundo Ronaldo Caiado, o atual texto quer fazer com que o pequeno produtor, que já enfrenta todas as dificuldades para produzir, tenha que recuperar suas APPs por conta própria “Ali, naquele pequeno córrego, que tem 10 metros, ele terá que replantar 15 metros em toda a sua extensão, ao custo de R$ 5 mil por hectare”, calculou.

“Isso exigiria do pequeno e do médio produtor mais de 17 mil litros de leite por ano para recompor um hectare. Mas, ao mesmo tempo, o Governo diz para, esquecer o passivo ambiental urbano, que pode ocupar um topo de morro, como ocorre em muitas cidades, como o Rio de Janeiro. Ao produtor rural, não! Aí, deve à legislação”, comparou

“Estamos preparados para votar, mas ouvimos que o governo deve adiar a votação por uma semana para resolver desentendimentos no texto em relação à área urbana. Se não houver acordo, vamos destacar e votar em separado, mas queremos resgatar o texto da Câmara quanto às áreas produtivas”, disse.

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