Ronaldo Caiado diz que possível veto traria instabilidade “econômica-ambiental”

O deputado federal Ronaldo Caiado participou ontem de audiência pública, na Assembleia Legislativa, para falar sobre os riscos para o País, em caso de um suposto veto da presidente Dilma Rousseff ao Código Florestas.

“Esse tema tem sido polemizado e deixado as pessoas inquietas. Dizem que estamos aprovando um código que vai desmatar. Por favor, vocês leram o texto? Qual é o parágrafo que diz que vamos desmatar? Não tem como discutir dessa maneira preconceituosa”, destacou Caiado.

Segundo Caiado, a Lei reproduz um decreto do então presidente Lula (PT). “É um reconhecimento da transformação dos trabalhos ambientais da mesma maneira que foi redigido pelo Presidente da República na época”, disse.

Caiado destacou ainda que o Brasil tem o maior Produto Interno Bruto (PIB) agricultor. “Produzimos em um pequeno pedaço do Brasil e alimentamos toda a sociedade brasileira. O único setor brasileiro que é competitivo é a agropecuária, o setor rural sustenta a economia brasileira, além disso o Brasil pagou sua dívida externa com a produção agrícola”, disse.

“Aqueles que clamam pelo veto não têm conteúdo para argumentar. Esse projeto preserva a produção e mantém o meio ambiente”, concluiu Caiado.

O parlamentar lembrou que o Brasil produz em 236 milhões de hectares, é o único país do mundo que possui mais de 60% do território de área reservada. “Dos 236 milhões de hectares vamos retirar 65 milhões e desativar. Vamos produzir em exatamente 170 milhões de hectares”, disse.

O representante do parlamento federal alegou que não poderia faltar a esse debate de tamanha relevância e destacou a seriedade do trabalho desenvolvido na Câmara a cerca da reforma para a criação do novo Código. Segundo Caiado, foi um trabalho sério, responsável e consciente e alertou que a sociedade tem que se guiar por uma consciência tranquila daquilo que foi feito e não de desestabilizar o processo com um onda de preconceito.

Após o Pequeno Expediente desta quarta-feira, 23, teve início na Assembleia Legislativa de Goiás audiência pública para discutir o novo Código Florestal. O encontro, de iniciativa do deputado Valcênor Braz (PTB), foi realizado no Auditório Solon Amaral até pouco depois do meio-dia. Participaram do debate trabalhadores e produtores agrícolas, deputados estaduais e o deputado federal por Goiás Ronaldo Caiado (DEM).

A mesa foi composta pelo presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, deputado Wagner Siqueira (PMDB); o secretário estadual da agricultura, pecuária e irrigação do Estado, Antônio Flávio Camilo de Lima; e os presidentes da Faeg (Federação da Agricultura de Goiás) e da Fieg (Federação das Indústrias do Estado de Goiás), Jose Mário Schreiner e Pedro Alves de Oliveira, respectivamente.

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