Caiado no Plenário

Pré-candidato ao governo, Caiado defende ética

Deputado se coloca como 1ª via no pleito de 2014: “População escolherá entre dois modelos já testados e uma nova proposta”

O presidente regional do DEM, deputado federal Ronaldo Caiado, está empolgado com a ideia de criar uma via alternativa aos dois polos da política goiana – o agrupamento PMDB/PT e a base aliada do governador Marconi Perillo. Na entrevista a seguir, ele conta como tem articulado o grupo alternativo, juntamente com o empresário Vanderlan Cardoso (sem partido). Mesmo com a intenção de disputar o governo, Caiado deixa em aberto a possibilidade de ocupar outros espaços na hipotética chapa majoritária. Descartada está somente uma nova tentativa de reeleição. Conhecido pelo posicionamento firme nas questões partidárias, o democrata reclama da pressão que tem sofrido por parte, principalmente, do governo estadual em relação ao seu projeto de 2014. “Não tem porque minha emenda ser bloqueada pelo governo federal, ou ser punida pelo governo estadual, porque temos candidato. Por esse fato, nesses últimos dez dias, o que tenho apanhado não é brincadeira”. Sobre a possível saída do vice-governador José Eliton do DEM, o parlamentar diz que prefere aguardar alguma ação oficial para se posicionar. O deputado Ronaldo Caiado visitou a Tribuna na terça, 29.

Tribuna do Planalto – Que avaliação o sr. faz do desempenho do DEM nas eleições municipais de 2012?
Ronaldo Caiado – Foi positiva, principalmente pelo fato de termos sofrido aquela interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizando uma perda no tempo de rádio e TV, no fundo partidário e uma perda significativa no número de deputados. Aquela articulação foi montada dentro de uma estratégia governista pilotada pelo ex-ministro Antônio Palocci dentro do Palácio do Planalto para poder esvaziar a oposição. Então, o partido saiu de uma posição delicada e elegeu prefeitos em 16 municípios. Poderíamos e eu esperava chegar a 25 municípios, mas infelizmente eu tive um problema de saúde no dia 23 de setembro e só sai do hospital no dia 2 de outubro e tive impedido de voltar à atividade de palanque. Isso me dificultou o cumprimento de uma agenda, na qual que atendia quatro ou cinco comícios por dia.

Nesse cenário, como o DEM vai se preparar em 2013 para chegar à eleição do ano que vem em Goiás?
Nós fizemos uma reunião em dezembro em que trouxemos todas as lideranças do partido, tanto os prefeitos que foram eleitos como os que não tiveram sucesso, para definir o rumo do partido em 2014, sabendo da importância de 2013. A decisão foi exatamente no sentido de elaborar uma pauta de encontros com os quais nós elaboraremos o que enxergamos que deve ser mudado, quais as novas propostas e ideias a serem implantadas no Estado e como atender a população, que espera um governo que acompanhe o avanço da iniciativa privada. Temos as pesquisas que mostram que a sociedade quer um governo que esteja antenado com essas mudanças, mas que seja um governo leve, fácil de movimentar. Que não seja um governo arcaico e que não seja dividido em grupos, mas que seja extremamente ágil para atender as demanda da sociedade.

Isso leva o DEM e o sr. a pensar em um projeto que se encontra em espaço diferente das outras forças que já estão consolidadas?
Lógico, é uma posição que eu sempre deixei muito clara, pois a cada momento é um novo desafio. O que a sociedade tem dito? Nós queremos que nosso país, nosso Estado acompanhe aquilo que vemos em países em desenvolvimento. Ao elaborar uma linha de gestão, eu digo a você que não tem nada a ver como que está aí e nem com o que esteve. Não é uma questão de ser ou não oposição, mas uma questão de conduta. Não basta ser honesto, como diziam da mulher de César, tem que estar acima de qualquer suspeita. A corrupção é o que mais desacredita os políticos e descredencia-os diante da sociedade, porque existe uma tese de que, tudo aquilo que foi licitado, para ser pago, tem que ser com intervenção de algum político ou com anuência de algum outro para que se crie uma cultura, que é reincidente, que é a famosa utilização da máquina estatal para financiamento de campanhas eleitorais ou para enriquecimentos ilícitos. O que eu quero implementar, se eu chegar o governo, é que o cidadão vai receber o cheque pelo correio. Ele não vai falar com diretor meu, nem com presidente de autarquia. Se foi feito o que foi acordado, ele vai receber o cheque pelo correio. Vai se criar uma tranquilidade, pois não vai precisar pagar pedágio e nem buscar padrinho para receber o que quer que seja.

O fato de Goiás ter atravessado um 2012 repleto de questionamentos envolvendo a Operação Monte Carlo fará com que o debate de 2014 seja muito pautado na questão ética?
Você não pode trazer essa questão só para Goiás, apesar de o Estado ter sido o maior reflexo disso. É preciso ficar atento para um sentimento que é nacional, que eu posso chamá-lo de voto higiênico, que é um voto que engloba todos esses quesitos sobre os quais estamos falando. Pode-se achar que isso faz parte de um discurso e que na hora do voto não reflete, mas eu acredito que vai refletir porque o sinal de estafa já está sendo dado. Em 1998, se viu que não foram só pelas forças dos prefeitos, que eram 33 e, com todo o respeito, de cidades com baixíssimo percentual eleitoral. Muitas vezes, eles tentam desqualificar qualquer tentativa de uma eleição dizendo “olha, é terceira via”. Não, é primeira via! É a via que tem sintonia com o que a população pensa. Ah, mas dizem que existem os mecanismos de governo, de máquina. Eu não desconheço isso. Existe um momento em que essa conscientização pode ser aflorada e por isso há a necessidade de nós andarmos o Estado já desde 2013. Há um péssimo hábito na política de se achar que eleição só se desencadeia depois de junho do ano da eleição, pós-convenção partidária.

Caso haja uma alternativa à polarização, como o sr. espera convencer a população de que essa alternativa é a solução?
É só você mostrar em sua atuação política ou que com você à frente de um governo as licitações serão respeitadas, os resultados não serão fraudados e a fiscalização não vai permitir que se entregue uma rodovia como entregam hoje. Eu terei todos os empresários do Estado. Com isso, você transmite respeito, credibilidade e diz que a regra do jogo será outro. O que eu quero dizer é que eu sou extremamente otimista com essa ideia. É minha vida, minha história. Não tem porque, sabendo das adversidades, me adequar a elas. Seria negar minha trajetória de vida. Acho que chegou num momento em que esse grau de indignação com escândalos, de corrupção, desvios e perda da responsabilidade com o cidadão que espera uma ação direta do governo vai fazer com que a população escolha entre dois modelos já testados e uma nova proposta.

Que semelhanças o sr. percebe entre o panorama atual e o vivido em 1998?
Eu enxergo uma semelhança enorme. Até porque eu vivi esses últimos anos na política e sei exatamente quando um governo está no momento em que ele tem uma simpatia e apoio, principalmente dos formadores de opinião como professores, funcionalismo público, área da saúde, na Polícia Militar. Então, este sinal de estafa é semelhante. Esta é a beleza do processo democrático, a oxigenação que se dá onde se tem dois modelos que já foram testados e agora a sociedade tem o direito de ouvir e analisar uma alternativa. Agora, esta alternativa sempre é minimizada, criticada e desencorajada por muitos que dizem que sempre esta terceira via não tem estrutura política e que não vai dar certo.

Existe uma tese corrente que defende uma nova união das forças de oposição para buscar a vitória na eleição de 2014. O sr. admitiria alguma flexibilização no plano?
A execução ou sucesso de uma proposta como essa vai ser mensurada no momento em que se chegar num processo de convenção para mostrar que é que tem maior musculatura. Esse acordo hoje é estéril. O que eu falo com todos com quem converso é que cada um deve se posicionar. Conversei há poucos dias com os três deputados estaduais da minha bancada dizendo que respeito a opinião deles, mas não tem porque essa bateria toda em cima de mim pelo fato de eu colocar meu nome como pré-candidato. Eu não cometi nenhum pecado mortal. Eu simplesmente disse que coloco meu nome como pré-candidato ao governo. Se esse trabalho tiver densidade eleitoral, musculatura política e capacidade de aglutinar, aí eu poderia lhe dizer de que maneira o processo poderia evoluir dentro de um clima de aliança. Agora, se o partido não tem essa disposição, não apresenta quadros, não se fortalece na estrutura política do Estado, ele vai chegar numa posição caudatária. Soube há pouco que estão exigindo também que todos os prefeitos do DEM têm que declarar apoio à reeleição do atual governador. É um direito dele ser candidato à reeleição, todos têm direito. Agora, não sei porque essa obrigatoriedade de ter que apoiar já neste momento. Só por que eu coloquei meu nome como pré-candidato? Quem vai decidir é a convecção. Eu jamais desrespeitei uma decisão de convenção.

O sr. concorda que partido deve sofrer desfiliações até outubro, por parte de políticos que discordem da sua pré-candidatura e prefiram apoiar o atual governo?
Não. Discordo porque eu acho que quando você compõe um agrupamento político, você tem que ter o compromisso de lutar dentro do partido. Você não pode querer que sua vida política se transforme na tese ‘mordomia de casado e regalia de solteiro’. Não é essa tese de que se estou bem aqui ou estou bem acolá, vou pular pra lá ou para cá. Isto não. O cidadão tem que ter a grandeza de enfrentar a convenção e, ganhando ou perdendo, se subjugar a decisão da convenção. Mas, na prática, o DEM tem sofrido com isso aqui no Estado. A legenda foi esvaziada duas vezes: uma em 2003 e agora com a criação do PSD.

Mas e junto ao inconsciente popular?
Essas coisas são muito frequentes na vida e não diminui nada. A lipoaspiração em você não vai tirar nada de musculatura sua, só tecido gorduroso. A sociedade vai observando essas coisas. A política é a única atividade que dá a condição de identificar o caráter da pessoa com uma rapidez ímpar, em um curto espaço de tempo.

Como o sr. analisa este processo político eleitoral baseado no financiamento privado de campanhas?
Há poucos dias eu participei de um debate e me perguntaram se eu sou contra as imobiliárias e construtoras em Goiânia. Respondi que não sou contra, mas tem que se ter uma regra. Não é porque imobiliária está bancando candidatura em Goiânia, que, de repente, a cidade passa a ser uma praça sem lei e sem regra. Você tem um código aqui que realmente é o descumprimento completo. O governante tem que ter postura de governante. A conversa deve ser em outro nível. Quando chega o cidadão na mesa e diz “olha, agora eu vim cá cobrar minha fatura”. Não é assim, tem que ser diferente, amigo. A conversa é outra. Aí dizem: “ah, mas este seu estilo, Caiado, não vai chegar ao governo”. Paciência, ué. Não é por isso que eu vou desistir.

O sr. realmente não disputa mais mandato parlamentar?
Esta é uma decisão que eu já tomei, já comuniquei as minhas bases e o partido. Não sou candidato a deputado federal, sou pré-candidato a governo, vou aceitar a decisão do partido, vou para a convenção e, aí sim, vou colocar meu nome à disposição.

Candidatura ao Senado seria a segunda opção?
Numa composição sim. Veja bem, as pessoas falam que o Caiado é duro, mas ninguém cedeu mais espaço do que eu. Não têm outra coisa para dizer a meu respeito e vêm com este chavão. Eu nunca deixei de respeitar decisão. Em 2010, quem não queria apoiar o candidato que foi escolhido na convenção fui eu, mas tudo bem, eu respeito a decisão. Sou autoritário aonde? Em quê? Quando é que eu usufruí do partido em benefício próprio? Nunca. “Falam que o Caiado é duro, mas ninguém cedeu mais espaço do que eu”.

Analisando essa questão do vice-governador José Eliton, como o sr. avalia? Ele vai sair do partido ou não vai?
Veja bem, teve uma entrevista que vocês publicaram do José Eliton (na edição 1361)… Ele é jovem, inteligente. Eu só me pronuncio diante de fato consumado. Não fui comunicado sobre nada ainda e eu sou o presidente do partido. Até então eu estou recebendo isso como sendo, talvez, momentos de discordância ou de outras influências que possam ocorrer em alguns momentos, mas não vejo porque essa atitude acontecer. Se acontecer, eu me pronuncio.

Em relação ao Vanderlan, como está esse diálogo entre vocês? E quais outras coisas vocês têm conversado?
Eu tenho conversado muito com o Vanderlan e tenho estimulado-o também. Iremos para uma disputa que seja leal. Eu não contesto. Tanto é que sou um homem que acredita em meritocracia, acredito na seleção do vestibular, porque não é ‘filhinho de papai’ ou ‘filhinho de vovó’. É aquele que tiver se preparado melhor para o jogo. Eleição é para quem mostrar competência. Vamos para o jogo. Qual o problema? Eu não tenho dificuldade. Eu cumpro compromisso. A minha conversa com o Vanderlan tem sido nesse intuito. Nesse momento ele acha que também pode apresentar um projeto para Goiás, acha que tem também essa condição de vislumbrar uma mudança de gestão no Estado e tem todo o direito.

E em relação ao Júnior do Friboi?
O Friboi colocou claramente a disposição dele em ser candidato. Eu disse que respeito. Cada um tem o direito, cada partido tem o direito de almejar suas pré-candidaturas e o jogo é jogado. Cada um faça seu caminho e sua trajetória.

Ele deixou espaço para diálogo?
Ele disse que depois voltaria a me procurar. A dificuldade é que todos nós somos pré-candidatos. Quando você se coloca como candidato a governador, então é uma situação que já está definido que você será candidato a governador. Então no meu ponto de vista, não tem mais o que conversar. Ele é candidato, eu respeito. Agora, eu e Vanderlan estamos conversando.

Esse diálogo com o Vanderlan se estende ao ex-governador Alcides Rodrigues? Ao grupo do ex-governador?
Eu acredito que esse é um processo que está iniciando e que, ao você pavimentar esse caminho, é claro que se vai agregando simpatizantes em cada uma das cidades. É isso que nós vamos fazer agora. Chegar em cada cidade, sentar com paciência e ouvir as pessoas. Eu estava em Rio Verde sexta-feira, 25, estava em Iporá no Encontro dos Muladeiros no sábado, 26, e à noite jantei com o Vanderlan. Estava falando com deputados estaduais, estava em Brasília e vim aqui falar exclusivamente com vocês. Estarei retornando para Brasília neste momento. Então, é esse o quadro. Eu quero dizer que vocês precisam começar a acreditar no caminho político. A pessoa pode não concordar com você, mas você vai para o debate, vai para o argumento. Você não precisa ter uma manobra brusca ou agressiva. Não tem porque. Veja bem, meus prefeitos foram eleitos. Não tem porque minha emenda ser bloqueada pelo governo federal, ou ser punida pelo governo estadual, porque temos candidato. Porque coloco meu nome como pré-candidato. Por esse fato, nesses últimos dez dias, o que tenho apanhado não é brincadeira. Qual foi o pecado mortal que cometi? O que eu fiz? É um negócio que não tem lógica. É algo infundado. “Ah, mas o prefeito tal falou que não vai apoiar, porque o governador…” Gente, eu não quero comprometer a gestão deles. Eu não vou me revoltar, me atritar com essas pessoas que são vulneráveis. Eu nunca apoiei e nunca tive apoio do governo, mas quando mexeram na Celg, eu fui o primeiro a ir para a tribuna. Fui o primeiro a dizer: “não tem dinheiro para a Celg, mas tem dinheiro para fazer um trem bala, tem dinheiro para o BNDES ficar repassando para grandes empresas do Brasil, que normalmente financiam as grandes estruturas nacionais, e não tinha naquela época R$ 5 milhões para a Celg”. Então, nesse ponto, eu brigo pelo meu Estado.

Em relação a essas conversas pré-eleitorais, é possível um diálogo com o PMDB e o PT, partidos que formam grupo consolidado de oposição?
Eu vou ser bem claro. Nós temos uma resolução nacional em relação ao PT (que proíbe aliança). Uma coisa é você ter um relacionamento administrativo, outra coisa é você ter uma aliança de campanha. Vamos ser bem objetivos.

Nós estamos falando de uma pré-candidatura do sr., do DEM, mas hoje o partido tem o vice-governador. O partido não pertence a essa base do governo?
Essa posição existe, ela não é de agora. Vem desde 2010, com a eleição, mas nada inibe uma pré-candidatura do partido do governo. Se você está em uma coligação, se você compõe uma estrutura em 2010, essa estrutura não está engessada para 2014. Ela está aberta para cada partido jogar seu jogo. Ela não é eterna.

Em uma outra hipótese, o PSDB pode considerar inviável a candidatura do governador e o sr. passa a ser também uma alternativa. Considera essa hipótese?
Todas hipóteses vão ocorrer daqui até junho. Quais são os desdobramentos que ocorrerão até lá? O que vai acontecer em 2014? Nós não podemos é achar que qualquer hipótese seja um insulto a quem quer que seja, que seja declaração de briga. O Eduardo Campos tem Ministério, é da base da Dilma, e ninguém é mais candidato à presidência da república do que ele. Essas coisas acontecem. O Cristóvão Buarque acabou de colocar o nome pelo PDT. Esse é o jogo partidário. “Ah, mas aí fica uma posição dúbia”. Dúbia por quê? Isso é um jogo transparente, um jogo honesto, um jogo de frente. Não tem esperteza, não tem rasteira em ninguém. O que tem é cada pessoa, se achar que está no seu devido momento, colocar seu nome. Qual a dificuldade? Se eu vou competir com você no vestibular, eu estou sendo desleal com você?

Como está a negociação do sr. para ser o líder do DEM na Câmara?
O que estamos tentando fazer é costurar esse entendimento. Nesse ano, como eu não vou para uma eleição de deputado federal, estou pedindo que eu possa fazer a liderança de 2013, porque a eleição majoritária exige mais sua presença nas suas bases e no Estado. O meu colega deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que está disputando comigo a liderança, vai estar também neste encontro e nós vamos lá tentar costurar esse entendimento. Eu tenho sido muito claro: “Gente, somos uma bancada de 27 deputados. Não tem porque termos essa disputa interna”. É melhor chegarmos a um entendimento, do que um processo que constrange os colegas na votação.

Em relação ao ex-senador Demóstenes Torres, qual foi o sentimento do senhor em relação a tudo que aconteceu?
É exatamente de uma tristeza enorme para todos nós que convivíamos com ele e tínhamos, indiscutivelmente, o Demóstenes como uma candidatura competitiva para a presidência da República.

Na semana passada depois do pronunciamento da presidente, o sr. usou o twitter para criticar o pronunciamento. O sr. acredita que a presidente Dilma tem usado o cargo para a campanha de 2014?
Por uma posição clara. Quando você convoca um horário gratuito, seja presidente ou seja ministro do Estado, você tem a obrigação legal de que seja um comunicado informativo. O discurso da presidente não tinha tom informativo. Era 100% político eleitoral. Tanto é que ela antecipou a campanha eleitoral. O Eduardo Campos disse: “com pronunciamento da presidente já libero meu pessoal para fazer política”. Ficou claro. Se eu vou comunicar eu digo: “existe um risco de contrair dengue tipo quatro, por isso, por isso e por isso”. Mas eu não posso dizer: “tem dengue tipo quatro, porque tem um prefeito de Goiânia, que esta deixando a Avenida Araguaia inacabada, na parte do Mutirama. Uma obra que está há três anos inconclusiva e é depositário de larva de dengue”. Esse último eu posso falar no meu discurso. Eu não posso falar em um comunicado no horário gratuito eleitoral, onde eu convoco para dar informação sobre a dengue.

Fonte: Tribuna do Planalto
Ana Paula Viana, Daniel Gondim, Deusmar Barreto, Eduardo Sartorato, Filemon Pereira e Rubens Salomão

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