Caiado pede perdão das dívidas dos agricultores nordestino castigados pela seca

Em comissão geral para debater a estiagem na região, líder do Democratas propõe que anistia seja incluída na MP 610 para permitir recuperação da economia agrícola local

O líder do Democratas na Câmara Federal, Ronaldo Caiado (GO), defendeu, no início da tarde de hoje (8), o perdão das dívidas dos agricultores do Nordeste que passam por situação crítica após a seca mais rigorosa dos últimos 60 anos. Em discurso no plenário durante comissão geral sobre a estiagem na região, Caiado criticou duramente as escolhas do governo federal que privilegia determinados grupos empresariais e se nega a adotar ações efetivas que ajudem a recuperar o modo de sobrevivência de milhões de produtores que perderam metade de seus rebanhos.

“Por que os produtores não podem ser anistiados? É um valor irrisório para milhões de brasileiros sem capacidade de continuar morando e produzindo na região. Estamos assistindo ao Brasil do trem bala para ligar São Paulo ao Rio de Janeiro com orçamento previsto de R$ 90 bilhões, ao Brasil dos grandes cartéis tomando dinheiro a fundo perdido do BNDES e o produtor rural passando necessidade”, disse o deputado na tribuna quando mencionou um débito de R$ 12 a R$ 14 bilhões dos agricultores. Ronaldo Caiado sugeriu que a anistia seja incluída na Medida Provisória 610 que trata do seguro garantia-safra e auxílio emergencial aos agricultores. “Renegociação não adianta para o produtor chegar ao banco e pedirem 30 documentos como garantia. Por que não fazer o rebate do semi-árido?”, ponderou.

O parlamentar protestou contra as medidas do governo defendidas por deputados da base aliada. “A tônica que eu percebi é de que relataram ou interpretaram uma radiografia como se todas as medidas tivessem sido tomadas. O governo resolveu tudo. O responsável é o produtor rural”, criticou. Caiado questionou, por exemplo, o deslocamento de milho do Mato Grosso para o Nordeste. “Como um produtor que sequer tem água para sua família vai comprar esse milho?”, perguntou. “Se o problema fosse no ABC paulista já teria dinheiro do BNDES a custo zero. Que banco vai emprestar dinheiro para agricultor quebrado, falido?”, questiona o líder do Democratas.

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