Ronaldo Caiado diz que MP dos Médicos não resguarda cubanos

O líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (GO), criticou as condições de trabalho impostas aos médicos cubanos que desembarcaram esta semana no Brasil. Caiado enfatizou que os profissionais da Ilha de Fidel não estão resguardados pela Medida Provisória 621/2013 (MP dos Médicos), já que foram enquadrados em um contrato até agora sigiloso com a Organização Panamericana da Saúde (OPAS).

“A OPAS, que não forneceu cópia deste acordo até o momento, se transformou no navio negreiro do século 21. Estão usando a organização para fazer esse contrabando de cubanos para o Brasil”, destacou o deputado. Ele lembra que ao excluir os cubanos da medida provisória deixa de garantir a esses profissionais direitos como, ajuda de custo, de escolher as cidades onde vão atuar, de trazer as famílias e ter conta bancária para receber salário. “Os cubanos não têm direito a asilo político, não tem bancária e o repasse é para o governo cubano. Não sabemos como esse médico será ressarcido, ao contrário dos médicos das demais nacionalidades”, completou.

“O que estamos vendo hoje? Dois mil médicos refugiados nos EUA que conseguiram fugir da Venezuela. Seis médicos e um enfermeiro entraram com uma ação na corte americana denunciando trabalho escravo e já estão cobrando US$ 50 milhões de ressarcimento e entrando contra a PDVSA, a petroleira venezuelana que tem ativos fora da Venezuela e pode ter sua conta arrestada. Estamos sujeitos a qualquer momento ver o Brasil na corte internacional com as multinacionais arrestadas pelo não cumprimento da legislação trabalhista e previdenciária”, alertou o deputado goiano.

Ronaldo Caiado também protestou contra o adiamento da Comissão Geral, marcada para esta quarta-feira (27/8), para discutir o programa Mais Médicos. “O governo não achou ninguém para defender a Medida e por isso está adiando para o dia 4 de setembro para ver se os médicos cubanos vêm para defender a MP 621 porque nenhum brasileiro está disposto a defender”, criticou.

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