“Vetos viraram mais uma moeda de troca e só o voto aberto põe fim ao toma lá, dá cá”, diz Caiado

O líder do Democratas na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), disse que o fim da cultura do “toma lá, dá cá” no Congresso Nacional só será possível com a aprovação do voto aberto. O parlamentar goiano fez essa afirmação nesta quarta-feira (21/8) ao criticar a manutenção dos vetos presidenciais a projetos defendidos pela sociedade brasileira.

“O governo fez concessões àqueles que, de forma mercenária, receberam nomeações na Anvisa, na Agência Nacional de Saúde e no Ministério da Agricultura. Além disso, a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 1,4 bilhão em emendas parlamentares, em apenas sete dias. Isso serviu de moeda de troca para beneficiar interesses de alguns grupos no parlamento”, afirmou.

De acordo com Ronaldo Caiado, existe uma frustração entre aqueles que imaginavam que o Legislativo teria total independência com a apreciação mensal dos vetos da Presidência da República. “O que vimos foi uma lista de pessoas nomeadas e indicadas por aqueles que negociaram seus votos para a manutenção dos vetos. Então esses parlamentares ficaram escondidos no voto secreto. O quadro é grave e não sabemos se a população vai suportar essa prática do PT para ganhar as votações no Congresso ”, disse.

O Congresso manteve os vetos à Lei do Ato Médico, que regulamenta a profissão, e aos demais relacionados à Medida Provisória  606/13, que estende o Programa Universidade para Todos (Prouni) às instituições municipais de ensino superior; à MP 609/13, que desonerou produtos da cesta básica; e ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 288/13, que retira do cálculo dos repasses dos fundos de Participação dos Estados e dos Municípios (FPE e FPM) as desonerações feitas pela União.

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