Caiado: Com PIB zerado, Brasil virou freio de mão da economia global

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O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), comentou a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2014 que ficou em mero 0,1%. O senador lembrou o descompasso entre o Brasil e a economia global, que superou o período de crise e já cresce a 3%.
“Não dá mais para a presidente colocar a responsabilidade no mundo.  O Brasil puxa o PIB do mundo para baixo, o governo transformou o país no freio de mão da economia global e em 2015 já estamos enfrentando situação pior. Como é que a população vai ter alguma confiança para voltar a consumir, empreender e investir com essa prova cabal de que foi enganada pelo governo nos últimos anos?”, questionou o democrata.
Caiado ressaltou o péssimo momento para se receber a notícia, com desconfiança de mercado e sociedade, recessão econômica e inflação descontrolada.
“Se em 2014 com todo o estelionato eleitoral que maquiou o real cenário, tivemos esse péssimo resultado, não podemos esperar nenhuma melhora significativa em 2015, já que a presidente da República não transmite mais confiança, nem conta com a aprovação de nove em cada 10 brasileiros”, lamentou.
 
Metodologia
Ronaldo Caiado também lembrou que o IBGE modificou recentemente a metodologia do cálculo para o Produto Interno Bruto (PIB), o que traz a dúvida de um resultado ainda pior de acordo com a mensuração tradicional.
“Sabemos do aparelhamento político do PT em órgãos públicos de estatística e controle, o que coloca uma interrogação sobre esse novo método. A crise de credibilidade do governo é muito grande para não colocar essa mudança sob suspeita”.

One thought on “Caiado: Com PIB zerado, Brasil virou freio de mão da economia global

  1. Senador, coloco essa reportagem por ela retratar o que penso.
    Ney Vilela
    Coordenador Regional do Instituto Teotônio Vilela de Estudos Políticos
    Exército em retirada
    Uma das manobras mais difíceis de se executar, por parte de um grande exército, é a retirada. Ceder território é desmoralizante e passa o sentimento psicológico de que a derrota se aproxima. Mas, independentemente dessa situação ser constrangedora, um bom general precisa garantir que seus exércitos consigam se reagrupar, ganhando condições operacionais para enfrentar as próximas batalhas.
    Ao realizar a manobra de retirada, é costumeiro que o exército em recuo deixe, no caminho, uma parcela de suas tropas com a função de obrigar o inimigo a perder algum tempo enfrentando-as. Assim, quem se retira troca espaço por tempo, conseguindo as condições para se reorganizar e melhor poder defender suas posições, a seguir.
    Observe-se o que aconteceu com Graça Foster, presidente da PETROBRAS: ela foi submetida a um desgaste desumano, nesse último ano. Enquanto ficava evidente que a PETROBRAS teve seus recursos dilapidados e foi literalmente implodida em nome dos interesses do partido que se apoderou da máquina de governo, Graça Foster atraiu o fogo da bateria do exército da oposição, enquanto o ex-presidente da empresa, o ex-presidente da República e a liderança partidária do PT ganharam um tempo precioso que lhes permitiu vencer a eleição presidencial e se organizarem para o grande embate judicial que se aproxima.
    Como “tropa retardadora”, Graça Foster (além de um grupo de diretores da PETROBRAS), deu o melhor de si, sacrificando-se com ardor missionário – sabe-se lá por que – em benefício de Lula da Silva e de Dilma Rousseff.
    Diante desses fatos, observa-se que o exército da oposição não pode esquecer que é necessário levar à rendição quem assinou o contrato que levou a PETROBRAS a perder mais de um bilhão de reais com a Refinaria de Pasadena. E quem assinou esse contrato foi o Conselho da empresa, dirigido – na época – por Dilma Rousseff. Deve ser levado ao tribunal de crimes de guerra o camarada que fez o acordo com a Venezuela para se construir a Refinaria Abreu e Lima, o que levou a um prejuízo de aproximadamente 20 bilhões de dólares. E quem realizou esse acordo foi Lula da Silva.
    Deve ser levado à rendição quem doou petróleo para a Venezuela (!) no período da crise que quase derrubou Hugo Chávez. E quem fez isso foi Lula da Silva.
    Precisa ser derrotado quem alterou o contrato de exploração das jazidas de petróleo, criando o sistema de partilha que exaure os recursos da PETROBRAS. É necessário levar à rendição quem resolveu combater a inflação mantendo congelado os preços dos combustíveis fósseis, destruindo o equilíbrio financeiro da PETROBRAS.
    E, para não perder a viagem, a oposição deve levar às barras dos tribunais, quem destruiu o equilíbrio das empresas que produzem energia elétrica. E também quem entregou os recursos do BNDES – com juros subsidiados – para algumas empresas que, posteriormente, faliram. A oposição também precisa punir (sempre dentro da lei) quem doou dinheiro para se construir um porto, em Cuba, e uma linha de metrô, na Venezuela, com os recursos do contribuinte brasileiro, enquanto há tantas deficiências de infraestrutura em nosso próprio país.
    Graça Foster é desimportante: o que interessa é penalizar os mandantes. Trata-se de capturar os generais desse exército em retirada.

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