Em audiência com Levy, Caiado questiona credibilidade do governo para propor ajuste

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O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), ressaltou a falta de confiança da população com o governo para aceitar o ajuste fiscal proposto e contestou o tratamento diferenciado na renegociação de dívidas de estados e municípios com a União. As afirmações foram feitas durante audiência pública com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, nesta terça-feira (31/03).

“Existe uma máxima que diz que mais vale a mão que dá o remédio do que o próprio remédio. O ajuste que o ministro propõe não tem apoio popular e não tem apoio politico. Como poderia ter apoio depois de revelado que a presidente mentiu sobre a situação econômica do país, enganou a população e fraudou as eleições? A sociedade hoje não acredita mais que haja, nem competência, nem transparência no governo para propor esse ajuste fiscal que, em outras palavras, significa exatamente desemprego e aumento de carga tributária”, definiu Caiado.

Caiado abriu sua participação fazendo três questionamentos ao ministro em relação às ações do governo: “Qual a proposta real para manter incentivos fiscais nos estados; como ele explica o Tesouro Nacional usar mais de R$ 10 bilhões pra contemplar erro primário que Dilma cometeu em reação à taxa de energia/ e como explica BNDES receber mais de R$ 400 bilhões do Tesouro pra atender as tais ’empresas campeãs'”.

Estados e Municípios
Ronaldo Caiado também criticou a negociação em separado que o Ministério da Fazenda vem tendo com entes específicos, como as prefeituras de Rio de Janeiro e São Paulo. Para o senador, é papel fundamental do ministério ter sensibilidade com estados que são dependentes de incentivos e não apenas aqueles onde há uma maior pressão política.

“O governo federal não pode escolher quem ele vai salvar para ficar bem politicamente. Todos os entes estão em situação difícil. Dos cinco maiores estados devedores a renegociação chega a um total de R$ 377 bilhões, sendo que os outros 22 estados ficaram com apenas R$ 44 bilhões, ou seja, pouco mais de 10%”argumentou.

Goiás
O democrata também ressaltou a situação de Goiás e a necessidade de uma maior atenção para unidades federativas que dependem da União. De acordo com o senador, a não renegociação das dívidas em um momento de crise financeira pode levar muitas unidades à falência,

“E quanto aos estados que têm em incentivos fiscais a condição única de sobrevivência, como o meu estado de Goiás? Ressalto que caso essa dívida não seja renegociada, estamos falando de uma crise local que pode levar a mais de 400 mil desempregados. O ministro tem obrigação de pensar nos entes federados e não deixar o que estamos assistindo: prefeitos fechando prefeituras e colocando faixas dizendo que não têm mais como manter as atividades diante da insensibilidade da União com os entes mais fracos do pacto federativo”, defendeu.

3 thoughts on “Em audiência com Levy, Caiado questiona credibilidade do governo para propor ajuste

  1. Esperamos Senador Caiado o senhor para nosso presidente da República.
    É uma vergonha o que o Ministério da Saude está exigindo sobre o parto.
    Sou obstetra e lidamos com situações que são necessário intervenção porque se não mãe e filho morre. A episiotomia evita danos muitas vezes tenebrosos quando bem indicados. Estamos vivendo um mundo irreal. Em que o parto humanizado são feitos muitas vezes por enfermeiras que levam a paciente a ter rutura que vai até ao anus…… Falta de conhecimento de quem se intitula ministro da saude.
    O que mais vimos também é o numero assustador de HIV em meninas de 13 a 16 anos que abandonou escola e são sustentada pelo o bolsa família

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