Caiado quer discutir dívida de pequenos produtores de álcool de Goiás no Senado

Ronaldo Caiado e representan tes COASF - Crédito Sidney LinsO líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), recebeu em seu gabinete, nesta quarta-feira (29/04), uma comitiva representando cerca de 300 famílias que estão com propriedades rurais em risco na região central de Goiás.

Elas são vítimas do descaso do governo federal que incentivou pequenos produtores a firmar cooperativas de usinas de álcool (Proálcool) e depois abandonou os incentivos deixando famílias com propriedades hipotecadas e dívidas. No caso da Cooperativa Agroindustrial de São Francisco de Goiás (Coasf), que inclui pequenas propriedades da cidade em questão, além de Petrolina de Goiás, Jaraguá, Jesúpolis, Pirenópolis e Santa Rosa, as dívidas somam hoje mais de R$ 24 milhões.

“Quando a União comprou a dívida securitizada pagando à vista com recursos do Tesouro resolveu o problema dos bancos. Mas e os produtores? Vamos fazer uma audiência pública aqui no Senado com os diretores do Banco do Brasil e do Tesouro Nacional responsáveis pela execução da dívida para entender porque não há interesse em salvas essas famílias”, defendeu Caiado.

Durante a reunião, o democrata solicitou que sejam levantadas quantas famílias e o tamanho de cada propriedade para que sejam apresentadas em audiência como prova de que o banco está querendo executar uma dívida milionária sobre pequenos produtores.

“Vamos levantar os detalhes que comprovam a negligência do governo, primeiro em acabar com os incentivos, e depois na tentativa de solucionar um problema que ele mesmo criou. Foi o governo que chamou esses produtores, foi ele que ofereceu incentivos e induziu famílias a hipotecar propriedades centenárias. Estamos falando de 30 anos sendo tratados como inadimplentes. Essas pessoas ficaram isoladas do mundo” alertou.

Nas palavras do produtor Jaime Alves da Silva, a falta de interesse em resolver o problema da parte do governo só causou a decadência de famílias que durante toda a vida tiraram o sustento de suas terras. “Queremos renegociar uma dívida que hoje está maior do que nossa capacidade de pagar”, argumentou.

Para Caiado, MP que corta direitos trabalhistas convalida fraude eleitoral

Comissão Mista - MP 665 292

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou nesta quarta-feira (29/4) que a Medida Provisória 665 é a convalidação da fraude eleitoral. Sob protesto do senador, a medida foi aprovada hoje na comissão mista que analisou a matéria que agora deve ser votada nos plenários da Câmara e Senado. Caiado mostrou indignação diante de um texto que corta direitos básicos dos trabalhadores, como seguro-desemprego e abono salarial. Para o parlamentar, o governo trai os próprios ideias que balizaram a criação do Partido dos Trabalhadores e questiona o modelo de ajuste fiscal governista: “O Brasil só vai voltar a crescer quando aprovarmos o impeachment da presidente da República”, disparou.

“Essa Medida Provisória convalida a fraude eleitoral. Dilma mentiu na campanha ao dizer que os direitos trabalhistas eram intocáveis. O texto é tão afrontoso que o próprio presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que se a MP não tivesse sido editada no recesso parlamentar teria devolvido ao Planalto”, argumentou.

“A capacidade do ministro Joaquim Levy (Fazenda) em fazer conta é impar, mas a capacidade criativa do ministro Levy é muito pouca porque ele está enfrentando a crise repassando para o cidadão, que nada tem a ver com isso, o pagamento dessa dívida que é devido a má gestão e a corrupção de um governo que traiu a opinião pública praticou a fraude eleitoral”, acrescentou.

Caiado mais uma vez criticou a postura governista em cortar apenas no bolso do trabalhador com a manutenção da supermáquina petista. “O governo deveria ter a humildade de fazer um censo para mostrar o tamanho da sua máquina. E o pior é que esse tipo de medida, como a MP 665, não vai adiantar nada. O trabalhador vai ter mais essa cota de sacrifício sem o governo fazer sua parte. É Inadmissível”, disse.

Caiado: Senado não pode ser ‘petit comité’ a serviço do Executivo em indicação ao STF

IMG_0677O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), criticou o voto contrário de maioria da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) à sua proposta de uma audiência pública antes da sabatina para a indicação de Luiz Edson Fachin a ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Proposta na manhã desta quarta-feira (29/04), a audiência deveria debater alguns questionamentos sobre Fachin, como o fato de que ele exerceu a advocacia enquanto atuava como procurador do Estado do Paraná, prática proibida por lei.

“É essencial esclarecer todas as dúvidas antes de sabatinar Fachin. A presidente Dilma demorou nove meses para indicar o ministro do Supremo e agora o Senado quer analisar em apenas alguns dias úteis? Estamos propondo solicitar informações adicionais sobre o candidato, algo que é permitido pelo regimento”, justificou.

A motivação de Caiado veio após questão de ordem do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) que levantou a suspeita. O requerimento sugeria que fossem convidados o procurador-geral do Paraná, Ubirajara Gasparin, e o presidente da OAB-PR, Juliano Breda. O democrata obteve o apoio dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Agripino Maia (Democratas-RS), Aloysio Nunes (PSDB-SP) e do próprio Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

“Não há necessidade de movimento de afogadilho. Precisamos instruir corretamente o processo para a pessoa que vai interpretar a Constituição. Não é porque é rotina da Casa essa rapidez em aprovar um ministro do STF que devemos abrir mão do regimento e buscar todas as informações antes da sabatina. O que não podemos é fazer do Senado um ‘petit comité’ a serviço do Executivo”, defendeu.

Com a reprovação do requerimento pela maioria da CCJ, a sabatina de Fachin deve acontecer em cinco dias úteis a contar a partir desta quarta-feira (29/04).
© 2015 Microsoft Termos Privacidade e cookies Desenvolvedores Português (Brasil)

Petrobras alavancou campanha e agora financia ajuste fiscal, diz Caiado

IMG_0671

Em audiência pública nesta terça-feira (28/4) com o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, o senador Ronaldo Caiado (GO) acusou a gestão petista de alavancar a campanha eleitoral da presidente Dilma. Segundo o líder do Democratas, durante o ano eleitoral, a petroleira represou os preços dos combustíveis para segurar a inflação e agora quer arrecadar recursos para financiar o ajuste fiscal. Sobre o tema, Bendine apenas afirmou que só responde por atos da empresa a partir de fevereiro quando assumia Petrobrasa presidência da Petrobras. Caiado ainda questionou o fato de o PT reiteradas vezes acusar a oposição de ter planos de privatização da estatal, porém, em 12 anos com bastante interferência do Estado e modelos populistas quebrou a empresa como atestou balanço divulgado semana passada. A audiência foi realizada em reunião conjunta das Comissões de Assuntos Econômicos e Infraestrutura.

“A Petrobras alavancou a campanha eleitoral. Segurou o preço do combustível, segurou a inflação e acumulou um, prejuízo de R$ 80 bilhões. Agora, função da empresa é arrecadar recursos para o ajuste fiscal. Primeiro, o compromisso de eleger a presidente Dilma e depois do desfalque, o povo deve pagar pelo ajuste fiscal. E o presidente da Petrobras se eximiu da responsabilidade de responder sobre esse estelionato eleitoral cometido contra o povo”, destacou Caiado. Ainda sobre o preço da gasolina, o parlamentar mostrou que o brasileiro paga hoje o dobro que o norte-americano, enquanto Bendine disse considera justo o valor cobrado no Brasil.

O senador afirmou que o balanço divulgado na semana passada comprovou que a empresa está quebrada unindo má administração e desvios de recursos. “PT quebrou a máxima do mercado: o melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada e o segundo melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo mal administrada”, pontuou o senador.

Outra questão não respondida pelo dirigente da petroleira brasileira foram as condições dos empréstimos tomados pela Petrobras aos bancos chinês e brasileiros (Caixa e Banco do Brasil). “Questionei se qualquer outra empresa com uma dívida que cresceu R$ 221 bilhões em quatros anos teria acesso a empréstimo no Banco do Brasil ou se esses privilégios são apenas voltados a estatais”, disse Caiado.

Caiado também criticou o sistema de partilha estipulado para a exploração da camada pré-sal. “É um modelo que viabiliza a corrupção, favorece a ingerência política. A empresa hoje é incapaz de arcar com os 30% estipulados em lei de cada consórcio para exploração do pré-sal. Temos hoje uma grande riqueza micada”, analisou.

Caiado critica “demagogia eterna” em problemas do Entorno e sugere transferir responsabilidade para União

FullSizeRender (4)Em audiência proposta pelo líder do Democratas, Ronaldo Caiado (GO), a situação do transporte público do Entorno do Distrito Federal foi discutida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e lideranças da região pela primeira vez no Senado Federal nesta terça-feira (28/04). 
Durante o encontro promovido pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, Caiado lembrou que o impasse é fruto da atual legislação que negligencia a região do Entorno em comparação ao Distrito Federal e da “demagogia eterna” dos governantes. Ele propôs uma nova legislação que transfira essa responsabilidade também para a União.
“Não há emprego nem perspectiva para a região porque ela não tem como competir com os subsídios federais e o volume de recursos que é aportado no Distrito Federal. Como é que esta região de Goiás, onde 67% se desloca diariamente para o Distrito Federal, onde 45% trabalha no DF e um terço usa os serviços de saúde de Brasília pode ficar de fora dessa conta?”, defendeu Caiado.
Durante a audiência, os representantes da ANTT, Jorge Luiz Macedo Bastos (diretor-geral) e Ismael Silva (gerente de Transportes), lembraram que a origem do problema do transporte está no crescimento desenfreado da região, o maior do país. No informativo da agência, foi informado que 75% dos itinerários do Entorno rumam ao DF em uma frota sem limite de idade e sem fiscalização. O tempo que se passa no transporte público pode chegar a oito horas diárias para quem mora fora de Brasília.
“Qualquer empresa que submetesse o trabalhador a oito horas de transporte por dia seria punida. Por que com o Estado é diferente? Como é que Goiás, que detém 70% da mão de obra do DF, pode ser tratado dessa forma desumana? Estamos lidando com um problema de proporções que não existem em lugar algum do Brasil e por isso devemos entender que legislação atual não serve para a região do Entorno”, insistiu.
A audiência contou com a participação de lideranças de Formosa, Luziânia, Novo Gama, Cidade Ocidental, Águas Lindas e outras cidades do Entorno, bem como a sub-secretária de Mobilidade do Distrito Federal, Sônia Haddad.
“Curral eleitoral”
Ronaldo Caiado ressaltou a contradição em Brasília ter a maior renda per capita do país enquanto o Entorno conta com um dos piores índices de IDH do Brasil. De acordo com ele, as discussões não avançam porque não se discute o foco do problema. Ele afirmou que o eleitorado carente do Entorno tem servido de “curral eleitoral” para alguns políticos.
“Volta e meia se coloca em uma mesa de discussões representantes dos governos de Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais, além de 22 prefeitos da região, algo que não tem levado a nada. Cada um defende o seu e não chegamos a solução alguma . É uma demagogia eterna que oferecem ao Entorno e nunca se discute que a atual legislação não serve mais. O Entorno hoje funciona como curral eleitoral de 800 mil eleitores. A situação de deixar a região carente beneficia a alguns”, acusou.
Segurança Pública
Durante a audiência que discutia o transporte público para a região do Entorno, Ronaldo Caiado também tocou no assunto da segurança pública ao defender uma nova legislação para o repasse de verbas ao Distrito Federal. De acordo com ele, a violência no Entorno se assemelha aos piores índices do país, embora nenhuma ajuda federal tenha sido anunciada.
“A segurança é outro tema que governo federal fecha os olhos para o Entorno. Por que forças federais no Rio e não no Entorno de Goiás, que está há anos sem realizar concurso para polícia? Por que não transferir a segurança do Entorno para forças federais? Para o Exército? Está aí mais um tema que irei me debruçar no Senado. A solução para o Entorno de Brasília passa necessariamente pelo Congresso para alterarmos estas leis que não servem mais”, concluiu.

 

Caiado: Confisco de bens de Duque e Vaccari deve obrigá-los a falar

16619327563_0794d5889e_zO líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), comentou a recente denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari, e o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, — ambos presos — que foram formalmente acusados por lavagem de dinheiro em 24 operações entre 2010 e 2013.

De acordo com o senador, a acusação de que os dois operaram um esquema de lavagem utilizando a Setal Óleo e Gás e a Editora Gráfica Atitude reforça a ligação entre o dinheiro desviado e o Caixa 2 eleitoral do PT para a campanha de Dilma em 2014.

“A denúncia não dá margem para alegar inocência e a única salvação de Duque e Vaccari seria ir para a delação premiada. Eles podem facilmente revelar quem são os verdadeiros mentores e beneficiários por trás do Petrolão”, afirmou Caiado.

“Mulas”
Para o senador Ronaldo Caiado, a indenização em R$ 4,8 milhões e a ordem de confisco de R$ 2,4 milhões ao patrimônio dos acusados forçam ambos a tentarem via acordo com a justiça a confissão de que eram meros intermediários do esquema na Petrobras que alimentou os caixas do PT e da campanha de reeleição de Dilma Rousseff.

“Se admitirem essa tese de que são intermediários, espécies de ‘mulas’, na linguagem do bandido, vamos chegar aos verdadeiros mentores e beneficiários do esquema. Com isso comprovaríamos a grande fraude das eleições e evoluiríamos para duas situações: a extinção do PT enquanto partido político e o impeachment da presidente Dilma Rousseff”, concluiu.

Agrishow: Caiado é aplaudido e critica falta de empatia do governo com o setor produtivo

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, disse nesta segunda-feira (27 de abril) que falta ao governo federal empatia com o setor agropecuário brasileiro, fato que ficou evidenciado na abertura da 22ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, a AgriShow, que ocorre em Ribeirão Preto (SP) até 1º de maio. No evento, integrantes do setor produtivo pediram esforço federal na simplificação do sistema tributário e a diminuição do custo Brasil, ao mesmo tempo em que manifestantes anti-corrupção defenderam o impeachment da presidente Dilma Rouseff (PT).

O senador participou do evento ao lado de autoridades como o vice-presidente Michel Temer (PMDB), o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Kátia Abreu. Manifestantes vaiaram as autoridades do Planalto e mostraram faixas com dizeres como “Brasileiros contra a corrupção – fora petralhas” e “Polícia Federal investigue o BNDES”.

“O governo federal tem medo de encarar o setor produtivo. Nem bem o evento terminou e as autoridades do governo federal bateram em retirada, sem sequer se pronunciar. Isso só mostra como falta empatia e capacidade de se comunicar”, ressaltou Ronaldo Caiado. Ao ser anunciado em três momentos, o senador foi bastante aplaudido por manifestantes e participantes da feira.

Feira

Ronaldo Caiado, que já participou de eventos anteriores da AgriShow, afirmou que a feira é uma referência mundial e orgulho para o País. “No Brasil ela teve a inteligência de sair à frente e mostrar como é possível aumentar a produtividade com tecnologia. Luto há anos pelo setor e é gratificante ver a sua virada nesses últimos 30 anos”, disse.

A feira tem hoje 400 empresas representando 800 marcas, com previsão de 160 mil participantes de 70 países. A expectativa é de movimentar R$ 2,7 bilhões em negócios. O presidente da AgriShow, Fábio de Salles Meirelles, demonstrou otimismo em relação ao agronegócio mesmo diante do cenário da economia brasileira. “Apesar dos solavancos o agronegócio perseguirá sua trajetória de sucesso”, garantiu.

Para Caiado, prejuízos da Petrobras atestam fraude do governo entre o discurso e a realidade

17238971561_997de896b2_z
Ao comentar o balanço da Petrobras divulgado na noite desta quarta-feira (22/4), o senador Ronaldo Caiado (GO) afirmou que os números comprovam a fraude entre o discurso do governo em campanha e a realidade. O líder do Democratas no Senado disse ainda que o prejuízo de R$ 21,6 bilhões, sendo R$ 6,2 bilhões com corrupção, dá mais sustentação ao processo de impeachment da presidente Dilma que, desde o início da gestão do PT, ocupou cargos de comando em relação a estatal, como ministra de Minas e Energia e presidente do conselho de administração da Petrobras.

“O que temos hoje é uma auditoria que comprova a fraude entre o discurso e a realidade. O que o governo dizia no período pré-campanha e o brasileiro toma conhecimento hoje. Atesta a má-fé. É a garantia de que o governo utilizou empresas como a Petrobras, BNDES e Banco Central para fraudar o processo induzindo a população. É o maior prejuízo entre 15 maiores petrolíferas do mundo, o que mostra o assalto que foi praticado em todas as estatais brasileiras”, avaliou. Caiado lembrou que o governo fez questão de anunciar antes e durante a campanha que a Petrobras estava preparada para arcar com 30% dos investimentos do pré-sal, como foi aprovado em lei; tinha capital e credibilidade no mercado internacional para bancar esses altos investimentos. “Agora, o que dados comprovam é a perda dos ativos em mais de R$ 40 bilhões e em relação à corrupção em mais de R$ 6 bilhões”, afirmou.

O senador acredita que a oficialização da corrupção da Petrobras pelo balanço aliada aos empréstimos ilegais do governo de bancos públicos atestados pelo TCU fortalecem um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Os empréstimos ilegais que ferem a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição totalizando R$ 40, 2 bilhões e comprovação das perdas da Petrobras com corrupção acrescentam sustentação ao processo de impedimento da presidente da República consolidando a tese da população e das oposições. Tudo leva a crer que esse processo identificado na auditoria foi utilizado pelo Vaccari como caixa de campanha”, pontuou.

Para Ronaldo Caiado, o resultado do balanço da petroleira brasileira revolta a população que precisa arcar com os prejuízos da corrupção. “Números estratosféricos que revoltam a sociedade brasileira. O cidadão não tem dinheiro para quitar os compromissos, seus carnês, e vê que seu dinheiro foi usado nesse processo de financiamento de campanha de corrupção, de desvios para caixa 2”, acrescentou. “É tão grave a situação que uma empresa como a Petrobras que buscava que dinheiro em qualquer lugar, conseguiu empréstimo sem apresentar balanço, fato inédito. Conseguiu empréstimo no banco estatal chinês, no BNDES e Banco do Brasil. Foram R$ 9,2 bilhões agora. Isso mostra que a empresa está pagando taxas altíssimas, não tem mais credibilidade, acesso a dinheiro barato, e alta taxa de risco”, finalizou.

Caiado critica caderno de teses do PT que pede “demissão de ministros capitalistas”

17051871750_d0b67ee130_zEm discurso no plenário, líder também afirmou que homenagem de Governo de Minas a Stédile “faz Jucelino se revirar no túmulo”

O líder do Democratas no Senador Federal, Ronaldo Caiado, chamou de “afronta” um caderno de teses elaborado pelo PT e divulgado em seu site oficial para ser discutido em um congresso partidário marcado para junho. 

Em discurso em plenário nesta quarta-feira (22/04), o senador listou propostas como a “demissão de ministros capitalistas”; dar calote nas dívidas interna e externa; tornar inimputável movimentos sociais; e até mesmo “estatizar a Rede Globo e abrí-la para os movimentos sociais”.
“É sintomático que os dirigentes petistas gestados nessa política partidária tenham o DNA do autoritarismo, da aversão à democracia, do desrespeito à imprensa livre e da utilização das instituições como ferramentas de corrupção para a sua manutenção no poder”, afirmou Caiado.
Entre as demandas do documento divulgado pelo próprio partido, ainda está a cassação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que votaram pela prisão de petistas no Mensalão; a reestatização de empresas e serviços privatizados; e a liberdade imediatas de todos os dirigentes do PT.
“O caderno chega ao cúmulo de pedir para livrar qualquer movimento social da criminalização. Querem criar uma nova casta, onde CUT, MST e outros grupos ficariam inimputáveis. Livres para agir como os coletivos de Maduro, na Venezuela”, denunciou.
Medalha a Stédile
Ronaldo Caiado também afirmou em seu discurso que a decisão do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, em conceder a Medalha da Inconfidência ao líder do MST, João Pedro Stédile, faz Juscelino Kubitschek, idealizado da medalha em 1952, “se revirar no túmulo”.
“Como homenagear com uma medalha que remete a Tiradentes um sujeito que disse que, em caso de um processo aberto de impeachment, as forças da América Latina seriam convocadas para invadir Brasil? Um cidadão tão antiquado, tão ultrapassado que ainda investe contra a ciência em nosso país, invade propriedades produtivas e é considerado por Lula como ‘dono’ de um exército que causa arruaça por todo o país sob seu comando? Juscelino deve estar se revirando no túmulo”, criticou.

Em artigo no O Popular, Ronaldo Caiado diz que Simve foi irresponsabilidade calculada de Marconi

O jornal O Popular traz neste sábado (18 de abril) um artigo do líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, em que aborda a irresponsabilidade calculada do governo de Goiás ao insistir na manutenção do Serviço de Interesse Militar Voluntário (Simve). Segundo o senador, o governo faz um exercício diário de dissimulação “para justificar medidas inconstitucionais e institucionalmente irresponsáveis que atentam contra a segurança pública do Estado”. A iniciativa, que foi declarada inconstitucional pelo STF, perdurou por dois anos e colocou nas ruas de Goiás 2,4 mil simvistas portando armas sem o preparo necessário para a função. Além disso, ciente que seria declarada inconstitucional, o governador não se preparou para a retirada dos simvistas. “ Mesmo diante de todos os alertas do Ministério Público e da Justiça, não buscou o governador em momento algum soluções para suprir a emergência de 2,4 mil policiais que fatalmente teríamos a menos nas ruas após o julgamento”. Leia o artigo na íntegra.
—–
Exercício de dissimulação
Por Ronaldo Caiado
É um exercício diário de dissimulação o que o governo estadual vem fazendo para justificar medidas inconstitucionais e institucionalmente irresponsáveis que atentam contra a segurança pública do Estado. Toda mãe responsável ensina ao filho, desde pequeno, o que é óbvio: se não quer ter de refazer algo, faça bem feito da primeira vez. Mas o desdobramento do caso da retirada das ruas dos integrantes do Serviço de Interesse Militar Voluntário (Simve) nos mostra que esta é apenas mais uma lição que o governo insiste em ignorar.
Apesar do flagrante desrespeito à Constituição, o Simve perdurou por dois anos. Independentemente da boa vontade dos temporários, é notório o risco a que foram submetidos (e a população) por não terem o preparo exigido. Some-se a isso o fato de que recebiam salários menores e não tinham reconhecidos vários de seus direitos como trabalhadores. A explicação para isso é conhecida: a prioridade sempre foram os gastos com propaganda.
Ao julgar o caso no STF, o ministro Marco Aurélio Mello explicou em poucas palavras a gênese da ideia. “O Executivo e o Legislativo se valem da morosidade do Judiciário para editar normas inconstitucionais”. Pois foi exatamente o que o governador Marconi Perillo fez. Mesmo diante de todos os alertas do Ministério Público e da Justiça, não buscou o governador em momento algum soluções para suprir a emergência de 2,4 mil policiais que fatalmente teríamos a menos nas ruas após o julgamento.
Vale lembrar mais uma vez que governo tanto é conhecedor da inconstitucionalidade da ação que o STF já havia julgado caso parecido em 2005. Quem não se lembra dos temporários que usavam boinas azuis, contratados após a promulgação da lei 14.012/2001? A lei também foi considerada inconstitucional pelo STF sob o mesmo argumento de que o Estado não pode legislar sobre as formas de contratação para o serviço militar.
O governo pode alegar inúmeras razões para tentar esconder o total descaso com que trata a segurança pública, mas nada justifica sua irresponsabilidade calculada. Ideias estapafúrdias como esta só se explicam pelo desespero recorrente de tentar angariar votos no tapetão. Iludiu a população de que poderia fornecer mais segurança reduzindo custos, os temporários de que teriam um trabalho e os concursados de que seriam chamados a trabalhar.
Agora, eleição terminada e projeto de poder consolidado, Marconi avisa que pretende desconsiderar o concurso anterior e, durante os trâmites para um novo, colocar nas ruas policiais já cansados pela carga de trabalho para fazerem horas extras. É a solução que pouco resolve de quem não tem compromisso com a população. Neste ritmo, o governo, que tanto gosta de propaganda, já pode adotar um mote: o governo da ilegalidade.
Ronaldo Caiado é médico, produtor rural e líder do Democratas no Senado
1 2 3 4