Caiado diz a Levy que unificação do ICMS coloca empregos goianos sob risco

11249308_882620981794547_5438728520463382836_nO líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), se colocou contra a intenção do governo federal em avançar na unificação das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) entre os estados.

Em um café da manhã nesta quarta-feira (20/05) promovido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com diversos senadores, Caiado questionou os danos que podem ser causados às indústrias de Goiás e de outros estados em desenvolvimento.

“O governo federal vem aqui falar que precisa acabar com a ‘guerra fiscal’ entre os estados, mas quando ele isenta o IPI da indústria de linha branca de São Paulo isso não é guerra fiscal? Quando 82% dos empréstimos do BNDES vão para o Sudeste isso também não é guerra fiscal?”, questionou.

Para o democrata, essa medida concentraria ainda mais o poder orçamentário na mão do governo federal, o que prejudica estados periféricos da União que não têm capacidade de disputar de igual para igual com unidades do Sudeste.

“Não se pode tirar ainda mais autonomia dos estados para que busquem investimentos. Se acabarmos com os incentivos no meu estado de Goiás, por exemplo, estaremos colocando 2 milhões de postos de trabalho em risco. É preciso cuidado porque na técnica você pode até desenhar uma cirurgia, mas na prática ela pode levar o paciente a óbito”, ressaltou.

Rejeição
Ronaldo Caiado lembrou que o atual momento da opinião pública é de protestos contra os reajustes fiscais que o governo federal tem feito sem que sejam realizados cortes significativos na máquina pública. Ele alerta que a estratégia ao colocar em pauta a unificação do ICMS é tirar o foco da questão central.

“É importante lembrar que o peso das ruas é muito importante nesse momento e a população quer que o governo federal apresente de forma clara um plano de redução da máquina pública. O resto é tergiversação do Palácio do Planalto na tentativa de colocar a conta pelo descalabro econômico nos estados, assim como já tem colocado na população. Sou totalmente contra essa intenção”, concluiu.

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