Oposição consegue adiamento de votação da MP que corta direitos trabalhistas

IMG_0797
Após quase quatro horas de discussão na noite de hoje (20/5), a oposição conseguiu adiamento da votação da Medida Provisória 665, que corta direitos trabalhistas, como seguro-desemprego e abono salarial. Ao rejeitar o encerramento do debate da matéria, o líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), pressionou a base do governo a fazer um acordo para postergar a apreciação da MP para a próxima terça-feira (26/5). Caiado acredita que a posição da maioria dos senadores será pela derrubada da MP. E dispara: “Quem não cumpre suas promessas e engana o povo para ganhar uma eleição não tem credibilidade para pedir agora cota de sacrifício da população para fazer seu ajuste fiscal”.

O senador criticou a postura governista em adotar medidas de economia orçamentária atingindo o trabalhador nos momentos em que ele se mostra mais fragilizado. “Essa MP fere de morte o discurso da presidente proferido em sua campanha eleitoral. Até os senadores da base do governo ficam constrangidos em defender medidas que contrariam suas próprias plataformas eleitorais. O governo em vez de cortar na carne atinge os brasileiros em seus momentos de maior fragilidade: quando está desempregado, quando tem problemas de saúde e quando é abalado por uma morte na família. É exatamente aí que eles querem arrecadar mais R$ 18 bilhões”, argumentou.

“A sensibilidade do plenário hoje é pela derrubada da Medida Provisória. Esse é o sentimento crescente e as pessoas estão vendo que os próprios interlocutores do governo não têm como sustentar esse debate. Numa casa como o Senado Federal tem muita repercussão uma MP como essa contrária a tudo aquilo que o parlamentar disse há pouco tempo no seu palanque. Isso está sendo fiscalizado minuciosamente em rádio, jornal, televisão, redes sociais. A população está sentindo que pode conversar com os senadores e deputados e essa conscientização tem feito com que parlamentares revejam sua posição”, atestou o líder.

Deixe uma resposta

Your email address will not be published. Required fields are marked *