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Para Caiado, governo deve assumir que seu plano de marketing para educação para não se aplica à realidade

Durante audiência pública hoje (9/6) na Comissão de Educação, o senador Ronaldo Caiado (GO), cobrou do ministro Renato Ribeiro um posicionamento do governo sobre a total falta de condições de atender um plano de governo eleitoreiro apresentado apenas para reeleger a presidente Dilma. Caiado mostrou dados, como o corte no FIES, a péssima execução orçamentária nos últimos quatro anos e a ineficiência do Pronatec para provar que a Pátria Educadora existe somente no programa eleitoral do PT. O senador, apesar de se declarar um federalista, defendeu a tese de senador Cristóvão Buarque de transferir a responsabilidade da educação básica no Brasil para a União, já que concentra 70% da arrecadação de impostos.

“Quando o governo vai começar a falar a verdade para o povo e vai admitir que não tem condições de seguir o plano de marquetagem elaborado apenas para eleger a presidente Dilma? Estamos assistindo um corte no FIES que representa um retrocesso sem precedentes. Como o governo vai atingir a meta de aumentar em 50% as matrículas no ensino superior com esse corte? Estamos vendo algo inédito: foi aprovada uma MP que condiciona o acesso ao seguro-desemprego à matrícula no Pronatec, programa que não está funcionando em 2015. Essa é a Pátria Educadora com corte de R$ 9,4 bilhões no orçamento de 2015”, ponderou o senador.

Ronaldo Caiado relatou que em 2015 o orçamento de 2015 previsto para o FIES é de R$ 12 bilhões, menor que o orçamento pago em 2014 que foi de R$ 13,7 bilhões. Ainda revelou que o primeiro governo Dilma apresentou a pior execução orçamentária da história com 23% não aplicados, o equivalente a R$ 61 bilhões. E lamentou que importantes leis como a que estipula o piso salarial dos professores não seja cumprida pela enorme concentração de recursos dos impostos nas mãos da União.

“Sou federalista, mas vejo que a única forma de a educação funcionar é com a federalização. Temos a lei do piso salarial dos professores que é uma peça de ficção. Os estados e municípios não têm condições de cumprir. E como vão conseguir cumprir se a União concentra 70% da arrecadação?”, analisou o parlamentar.

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