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Caiado diz em Muquém que momento é de renovar as esperanças

Movidos pela fé em Nossa Senhora d’Abadia, milhares de romeiros participaram neste sábado (15/08) da Romaria do Muquém, no distrito de Niquelândia. Mantendo a tradição, o senador Ronaldo Caiado (Democratas) também esteve presente nesta que é considerada a festa mais antiga do Centro-Oeste, com 267 edições. Pouco antes de participar da missa oficial, celebrada pelo bispo Dom Messias, o senador ressaltou que o momento é de renovar as esperanças frente à crise que Goiás e o Brasil enfrentam.

“Acredito que este ano tivemos uma presença maior de romeiros justamente por causa do sentimento de desesperança que abate as pessoas, em que o quadro de crise afeta até mesmo os seus empregos. O quadro econômico é cada vez mais inquietante para todos. E pior: a população assiste estarrecida à escalada da corrupção”, disse o democrata.

Diante do desencanto da população com o momento, Ronaldo Caiado contou que entre seus pedidos a Nossa Senhora d’ Abadia esteve o de proteção para minimizar as dificuldades que vem sendo impostas aos goianos. “A população paga muitas taxas e ainda por cima é espoliada por não ter segurança, saúde e educação”, resumiu.

O senador criticou também a prática recorrente dos governos federal e estadual de utilizar os órgãos públicos como base de sustentação de projetos políticos e enriquecimento ilícito de gestores, “conforme estamos assistindo na Agetop, no Detran e que aos poucos chega ao Palácio das Esmeraldas”, disse, referindo-se à Operação Compadrio, desencadeada na última semana pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO).

Rodovia

Durante a homilia, o bispo Dom Messias também fez menção à crise atual do País. “Nesse tempo de crise se faz necessário celebrar a esperança. Espero que os políticos ajudem a recuperar a esperança do povo que está perdido, desnorteado”, pediu. “O nosso Santuário é o lugar ideal para reencontrar a graça perdida”, disse aos fiéis.

Ao final da missa o padre Aldemir Franzin aproveitou para fazer cobranças em relação à rodovia GO-237, conhecida como Rodovia da Fé, por onde os romeiros passam antes de chegar ao Santuário. “A rodovia está muito violenta. Precisamos de uma caminho paralelo. Queremos caminhar numa estrada que tenha segurança, nem precisa ser asfaltada”, afirmou.