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Com agenda de intenções, governo quer desviar foco da crise, diz Caiado

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, avaliou que a Agenda Brasil apresentada hoje (11/8) pelo presidente do Senado e pelo governo é uma tentativa de desviar o foco da crise criada dentro do Palácio do Planalto. Para o senador, o que existe é uma lista de temas muito amplos e sem o acordo de líderes da Câmara e do Senado não haverá possibilidade de prosperar. “O governo posa de pacificador, mas joga uns contra os outros. A presidente não vai se aproximar do Congresso jogando a Câmara contra o Senado e não adianta transferir crise de responsabilidade do PT para o Legislativo. No dia 16 de agosto, o povo vai dizer em alto e bom som que crise tem nome e CPF e está sentada do Palácio do Planalto”, disse.

“Nenhum cidadão, nenhum senador vai se colocar contra o País. É importante deixar claro que essa Agenda Brasil é de uma amplitude que se não construirmos um acordo entre os líderes da Câmara e do Senado, vai passar para a sociedade a impressão de ser muito mais um teatro com objetivo de desviar o foco no momento de grave crise que atinge toda a população. Me preocupa essa metodologia do PT de alimentar a cizânia e posar de defensor das pessoas humildes como sempre fez e deixa o populismo tomar conta. O que vemos é a corrupção desenfreada presente em todos os órgãos do governo inviabilizando o País. Não vimos uma proposta de redução de ministérios, de alinhamento de gastos e contenção do aumento de cargos. Como vamos agora dizer que a causa da crise são os aposentados, as viúvas, os trabalhadores?”, afirmou Caiado.

Na opinião do líder, não há como o Senado votar a pauta em curto espaço de tempo, e não é possível jogar a responsabilidade da crise no Congresso Nacional. “Como a sociedade vai absorver essa pauta de 27 itens se sequer 12 pontos não existem como projetos na Câmara e Senado? É importante que não maquiemos a realidade. A crise são os itens levantados nessa pauta ou de credibilidade? De legitimidade? Um governo que induziu a população a votar fraudando dados, que escondeu a realidade da inflação, dos preços de energia e combustível, do desemprego é quem trouxe a crise. A origem da crise não é o Congresso. A origem da crise vem do PT desde o governo Lula que implantou a metodologia do mensalão e do petrolão proveniente dos sindicatos do ABC paulista para manter seu projeto de poder voltando as costas para quem trabalha e produz. Não podemos admitir que a crise no País seja provada pela ausência da votação dessas matérias. A crise será resolvida tão logo o PT, a presidente saiam do comando do País. A população vai se encorajar, vai voltar a investir, vai existir tranquilidade de não estar sob o comando de um governo que vai utilizar da boa-fé, da tese do vale tudo para ganhar eleições”, argumentou.