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Caiado cobra solução definitiva para moradores da Quadra 88

Em audiência pública, representantes das famílias, da UFG (dona terreno), da AGU debateram a permuta de área do Estado com a União para impedir despejo estipulado pela justiça federal

Em audiência pública nesta quarta-feira, 23/9, o líder do Democratas, Ronaldo Caiado (GO), cobrou uma solução definitiva para a situação dos moradores da Quadra 88 do setor Universitário de Goiânia, ameaçados de despejo. Com representantes das 53 famílias instaladas no bairro, da Universidade Federal de Goiás (UFG), dona do terreno, vereador, e representante da AGU, foi discutida a permuta de uma área do governo do Estado com a União para garantir a permanência dos moradores na Quadra 88. Caiado destacou que é urgente a apresentação da proposta do terreno para a UFG e AGU (Advocacia-Geral da União) a fim de estancar prazo judicial de 60 dias (contados a partir de 14/9) estipulado pelo Tribunal Regional Federal para que as famílias desocupem o setor Universitário.

“Outros acordos já foram iniciados e não foram concluídos. Agora precisamos de uma solução definitiva para tranquilizar essas famílias que são de baixa renda e estão lá instaladas desde 1938 quando houve a fundação de Goiânia. São pioneiros da capital e essa situação agora com prazo estipulado e multa de R$ 1 mil por dia se houver o descumprimento da decisão judicial é necessária uma definição para acabar com a angústia desses moradores”, declarou o senador. Uma das alternativas é a troca de uma área rural do estado com o governo federal que seria de interesse da UFG para pesquisa agrícola, conforme manifestou o reitor, Orlando do Amaral.

A presidente da Associação de Moradores da Quadra 88, Roberta Cruvinel, relatou que em 1986 a área foi declarada como de utilidade pública para fins de desapropriação e em 2004 foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público para regularizar a situação dos moradores. Porém, o processo foi engavetado. Participou ainda da audiência o vereador de Goiânia Paulo Magalhães (SDD).
Os moradores ocuparam o terreno na década de 30, época da fundação de Goiânia. Na década de 60, o estado fez a doação da área para a universidade e nunca houve a regularização dos moradores resultando na decisão judicial de agora que determina a desocupação do local.