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Caiado critica relator por não acatar emenda que reduziria mais R$ 355 milhões em dívidas da Celg com Itaipu

O líder do Democratas, Ronaldo Caiado (GO), afirmou nesta terça-feira (29/9), que Goiás foi desrespeitada pela base governista na votação da Medida Provisória 677, que traz manobra para acelerar a venda da Celg. O relator da matéria senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) não acatou emendas de Caiado que reduziriam a dívida da Celg e permitiriam que empresa permanecesse com o estado. O texto foi aprovado hoje após Caiado denunciar irregularidades na tramitação da MP. “Fomos tratorados hoje. O que houve aqui foi um desrespeito ao Estado de Goiás. Vamos recorrer em todas as instâncias antes que o texto chegue ao plenário para votação”, disse.

A proposta do senador, incluída em voto em separado, determina que a data a ser considerada para transformação da dívida da Celg com Itaipu de dólar para taxa Selic seja 28/09/2010 – início da renegociação do passivo da empresa – e não janeiro de 2015 como foi aprovado. Em setembro de 2010, o valor do dólar era R$ 1,70 enquanto que em janeiro deste ano a cotação saltou para R$ 2,69. Com o dólar a R$ 1,70 a dívida considerando valores atuais (US$ 349,4 milhões) seria cerca de R$ 595 milhões. Já com o valor da moeda norte-americana em R$ 2,69, o passivo total será em torno de R$ 950 milhões, conforme texto aprovado hoje na MP. Isso significa uma diferença R$ 355 milhões da dívida com Itaipu que a empresa goiana poderia abater a mais se a proposta do senador tivesse sido acatada. Na segunda proposta, o líder democrata estipulava que em caso de venda da Celg quem arcou com a repactuação da dívida deveria ser ressarcido, no caso o contribuinte.

“Se o objetivo da medida é o fortalecimento da Celg as condições foram dadas. Não é justo que o povo brasileiro tenha que arcar com o prejuízo causado pelo Eletrobrás, que hoje tem controle acionário da empresa. A Celg era a Petrobras de Goiás, orgulho de povo goiano e assim como foi desvendado o Petrolão, estamos assistindo o ‘Celgão’”, protestou Caiado.

Irregularidades

O senador mostrou que o item que trata da Celg na MP deveria ser retirado de ofício do texto já que se trata de matéria estranha a proposição com objeto principal sobre a expansão de energia elétrica para o Nordeste. Outra questão que fere o regimento da Casa foi o impedimento da apresentação de emendas ao relatório apresentado. “Fomos tratorados hoje. O que houve aqui foi um desrespeito ao Estado de Goiás. Vamos recorrer em todas as instâncias antes que o texto chegue ao plenário para votação”, disse.