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Após ministro desdenhar de Caso Celg, Caiado se retira de audiência em protesto

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado, repudiou e discutiu gravemente com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, após ele desdenhar do questionamento do senador sobre os problemas da área energética no estado de Goiás. O embate aconteceu em audiência na Comissão de Mudanças Climáticas da Casa, nesta quinta-feira (29/10).

Caiado elaborava sua pergunta sobre o motivo pelo qual o ministério renovou sem licitação a concessão de 42 distribuidoras de energia, sendo que foi a ameaça do fim da concessão um dos motivos para a federalização da Celg. Ao perceber um comportamento de desdém e descompromisso ao assunto de relevância para o Estado de Goiás, o senador protestou pedindo mais respeito. “Está na maior educação e dá de costas. Se acha que não deve responder, não responda. Não aceito é desrespeito. Não vou mais fazer questionamentos. Passar bem”, disse.

No momento em que se retirava do plenário da comissão em protesto, o democrata ouviu do ministro por três vezes que seria um “desequilibrado”, o que fez com que protestasse: “Vossa excelência está acobertando a concessão da Celg, isso é negociata, safadeza. Entregando o maior patrimônio de Goiás”, protestou durante a discussão.

Ao final da audiência, Ronaldo Caiado retornou e fez uma explanação sobre os motivos que o levam a insistir no caso da Celg em respeito ao seu compromisso com Goiás e com sua palavra durante a campanha eleitoral.

“Cabe a mim, pelas minhas convicções e posições tomadas em defesa da Celg e do povo goiano, questionar, sim, o Ministério de Minas e Energia, a Eletrobrás e quem mais foi envolvido nesse processo de dilapidação do maior patrimônio de Goiás. Em vez de priorizar as dívidas com juros maiores, como Itaipu, a Eletrobras preferiu fazer caixa para os governos federal e estadual. Agora emendaram uma MP em benefício do futuro comprador da empresa alegando que estavam salvando a empresa. Estão transferindo a dívida que ampliaram para o contribuinte”, acusou.
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