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Caiado diz na Folha que terrorismo reverbera no Brasil sob a forma de ideologia

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, afirmou em artigo publicado neste sábado (21 de novembro) pela Folha de S. Paulo que o terrorismo reverbera no Brasil em forma de ideologia e que o PT conspira de forma cínica contra o estado democrático de direito, o que segundo ele teria ficado evidente durante a obstrução ao projeto de lei contra o terrorismo no Congresso.

“A lógica de atuação petista é padronizada: pretendem ser vítimas e fingem-se motivados pela indignação. Mas a dificuldade em votarmos a lei contra o terrorismo no Congresso comprova o jogo de cena do PT, que fez uma obstrução visivelmente destemperada para tentar sempre excluir os atos mais violentos que pudessem ser praticados pelos ditos movimentos sociais, centrais sindicais e seus penduricalhos ligados ao governo”, escreveu.

O senador acredita que os ataques a Paris não mudaram a ideia do PT contra qualquer penalização dentro das normas antiterror. “As ingerências cometidas contra o Itamaraty, que até então sempre se comportou de forma neutra, estão aí para comprovar. Eles apenas se sentiram obrigados a submergir e, na primeira oportunidade, voltarão a travestir essa ideologia que compactua com crimes em busca do poder e da disseminação de suas ideias incompreensíveis”, disse.

Leia o artigo na íntegra.

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O terrorismo travestido de ideologia

Muitos dos operadores do PT e de alguns que se intitulam “esquerdistas” sofreram disciplinamento ideológico e se tornaram automaticamente alinhados a movimentos que se fantasiam de ações do proletariado contra o “imperialismo norte-americano”, este inimigo externo tão útil à causa dos terroristas. Nesse trajeto, se encontram os apoios do governo brasileiro aos regimes do Irã e Venezuela. É preciso citar ainda a convocação de Lula ao “exército” do MST, as ameaças de pegar em armas do presidente da CUT, Vagner Freitas, dentro do Palácio do Planalto e, para a vergonha do País, o lamentável discurso da presidente Dilma na 69ª Assembleia-Geral da ONU, quando atacou o combate ao Estado Islâmico e defendeu estender as mãos e dialogar com terroristas. Quando ela se viu obrigada a condenar a barbárie ocorrida em Paris, ficou visível o constrangimento dela em criticar práticas às quais ela sempre alimentou simpatia.

O terrorismo que aflige o mundo reverbera no Brasil de forma ameaçadora e causadora de perdas econômicas e sociais. A lógica de atuação petista é padronizada: pretendem ser vítimas e fingem-se motivados pela indignação. Mas a dificuldade em votarmos a lei contra o terrorismo no Congresso comprova o jogo de cena do PT, que fez uma obstrução visivelmente destemperada para tentar sempre excluir os atos mais violentos que pudessem ser praticados pelos ditos movimentos sociais, centrais sindicais e seus penduricalhos ligados ao governo.

Eles não querem saber de qualquer penalização dentro das normas antiterror. Atuam de maneira organizada, incluindo transferências disfarçadas de verbas públicas, por intermédio de ONGs, para organizações como MST, MTST e congêneres, cuja prática é a mesma dos terroristas: invasões de propriedades privadas, destruições de centros de pesquisa, agressões e ataques a quem se colocar no caminho deles. É a manutenção de um permanente estado de ameaça sobre a população brasileira.

A fé petista explica que todo crime pode ser praticado desde que seja com o argumento santo de que tudo seja em defesa do projeto de poder. O PT é uma organização que conspira de forma cínica contra o estado democrático de direito. Fomenta a luta de classes para desviar a atenção dos escândalos protagonizados por seus agentes.

Mas se engana quem acredita que os ataques em Paris mudaram a ideia que essa turma e seus simpatizantes têm. As ingerências cometidas contra o Itamaraty, que até então sempre se comportou de forma neutra, estão aí para comprovar. Eles apenas se sentiram obrigados a submergir e, na primeira oportunidade, voltarão a travestir essa ideologia que compactua com crimes em busca do poder e da disseminação de suas ideias incompreensíveis.

As consequências do terrorismo são angústia, sofrimento e dor das famílias e amigos das vítimas. Esses são os principais prejuízos. Além disso, contabilizam-se pesados custos econômicos associados a gastos em segurança, perda do valor das propriedades, redução de atividade econômica, queda na produtividade, entre outras magnitudes. Por exemplo, estudos mostram que o ataque às torres Gêmeas de Nova Iorque ocasionou um prejuízo de 90 bilhões de dólares. E mais preocupante: quanto maiores os custos, maiores as chances de os terroristas conseguirem, de uma forma ou de outra, as concessões que buscam.

Ainda temos tempo para interromper esse movimento no Brasil. Basta melhor conscientização da população para, dentro das normas constitucionais, apear esse grupo do poder.