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Presidente da Eletrobras não comparece em audiência sobre linhas de transmissão

Diante do descaso das autoridades, senador Caiado promete convocar ministro de Minas e Energia

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), classificou como total desrespeito à população goiana a ausência do presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, a audiência pública na Comissão de Fiscalização sobre a instalação das linhas de transmissão em oito bairros (Parque Anhanguera, Setor Faiçalville, Setor Santa Rita, Jardim Presidente, Três Marias, Jardim Europa e Parque Amazonas) da capital de Goiás. Neto não apareceu nem enviou representante ao debate agendado há mais de quatro meses a partir de acordo entre Caiado e o PT para suspender a convocação do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. A Eletrobras é controladora da Celg, empresa responsável pela obra que coloca em risco a saúde de cerca de 20 mil moradores da região Sudoeste de Goiânia.

“A audiência foi fruto de um acordo na comissão, em 30 de junho deste ano. Retiramos a convocação do ministro de Minas e Energia com o compromisso de que o representante da Eletrobras viria para responder uma reunião de um ano atrás com moradores da região Sudoeste de Goiânia em relação passagem desse linhão sobre a residência de todas as famílias que aqui estão. Prometeu à época que dariam uma solução. Continuam levando sem respeitar a reivindicação de todos colocando em risco a saúde dessas famílias e querendo impor a sua vontade em vez de aumentar o trajeto da linha de alta tensão que aí sim pouparia todas essas pessoas desse sofrimento que estão passando”, protestou Caiado.

Diante do descaso da Eletrobras, o parlamentar promete apresentar e cobrar nova convocação do ministro. “Essas pessoas saíram 3h30 da manhã de Goiânia para estarem aqui. O presidente da Eletrobras sequer satisfação deu. Na próxima terça-feira vou cobrar da liderança do governo vamos buscar a convocação do ministro de Minas e Energia. Estamos indignados com o desrespeito das autoridades, principalmente do ministério, da Eletrobras, com a população de Goiás. Vou fazer minhas valer prerrogativas de senador para buscar uma alternativa digna a esses moradores”, afirmou o senador goiano.

“O que aconteceu hoje demonstra mais uma vez o total desrespeito que esta empresa está tendo conosco há mais de três anos. O que nós queríamos era cobrar frente a frente com o presidente da Eletrobras a promessa dele há exato um ano atrás numa sessão que o então deputado Caiado convocou e ele veio. Ordem dele foi: para a obra, discute com moradores uma opção que vá prejudicar menos a sociedade. Não foi feito nem uma coisa nem outra”, contou Flávio Correio, morador do Parque Anhanguera, um dos bairros afetados pela obra.

“O que aconteceu de lá para cá foi uma ação de interdito proibitório contra a população para usar a força policial para nos retirar. Felizmente, não tiveram êxito. Levantamos duas da manhã, pagamos ônibus, enfrentamos estrada e eles não tiveram o mínimo de consideração. Esperamos o ministro vir ao Senado e queremos ver a reação dele quando mostrarmos nossa apresentação com postes na calçada, fora de medida, passando por cima de parques. Conseguimos suspender a licença ambiental, a obra está embargada por falta de autorização da prefeitura. A obra é 100% ilegal, só a Celg não quer reconhecer”, acrescentou Flávio.