foto (16)

Caiado: “Saída de Levy sinaliza fracasso de uma política econômica de fachada”

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), comentou a confirmação da saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, do Governo Dilma, dias após o rebaixamento da nota do país pela segunda agência de avaliação de risco.

De acordo com o senador, a estratégia do governo em colocar um nome simpático ao mercado para representar a política econômica se mostrou um fracasso diante da imobilidade apresentada pelo PT para reverter as práticas equivocadas que trouxeram o país a uma situação de crise.

“A saída de Levy demonstra o fracasso da tentativa do governo de ludibriar o mercado colocando um nome de respeito como fachada da política econômica, quando, na realidade, não estavam interessados em mudar nada. Usaram o Levy como forma de tirar a atenção. Todos os equívocos na máquina pública que trouxeram o país a esta crise permanecem”, afirma Caiado.

O democrata acredita que o próximo nome que vier a assumir a pasta sofrerá com a desconfiança da população e dos setores produtivos que perceberam que o problema não está na pasta, especificamente, mas no modelo imposto pelo Palácio do Planalto.

“Não adianta mais chamar outro nome simpático ao mercado quando está provado que o problema é muito maior, é conjuntural. Até o ministro da Casa Civil, que é quem mais sabe e quem fala pelo governo, admitiu: os problemas da política econômica são tocados por Dilma”, afirmou Caiado citando declaração do ministro Jacques Wagner que direcionou à presidente as responsabilidades diretas sobre o setor.

Manifestações
O senador Ronaldo Caiado também ressaltou a incoerência com a qual linhas auxiliares do governo, tal qual CUT e MST, gritaram palavras de ordem pela saída do ministro da Fazenda. De acordo com ele, a declaração de Wagner é bem clara quando diz de quem é a responsabilidade pela condução da economia do país este ano. “Com essa declaração de Wagner fica claro que os movimentos em defesa do governo não deveriam pedir a saída de Levy, e sim, a de Dilma”, provocou.