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Governo usa suposto “compromisso com o social” para cometer seus crimes, diz Caiado

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), condenou hoje (2/12) a argumentação governista para aprovar o PLN 5 que muda a meta fiscal de superávit de R$ 55 bilhões para déficit de R$ 120 bilhões e abona as “pedaladas fiscais”. Para o senador, o governo usa um suposto compromisso com a política social para anistiar seus crimes de responsabilidade fiscal e estelionato eleitoral. Na opinião do parlamentar goiano, Dilma e Lula assaltaram a máquina pública e quebraram estatais, como a Petrobras e a Eletrobras e pedem que o Congresso avalize suas práticas ilícitas. O texto-base foi aprovado na noite de hoje após cinco horas de obstrução conduzida pela oposição. Os destaques ao projeto ainda serão apreciados.

“O governo dá um recado claro a governadores e prefeitos que podem rasgar a Lei de Responsabilidade Fiscal. E usa o argumento absurdo de que em nome de um compromisso com o social praticam o estelionato eleitoral, assaltam a máquina pública, quebram a Petrobras e os fundos de pensão. E pior: dizem que quem votar contra esse projeto legitimando as pedaladas fiscais está contra a política social. Mais uma vez a prática de jogar uns contra os outros. O PT se acha dono da estrutura do Estado. Resolveu definir o orçamento como algo descartável que podem alterar a qualquer minuto”, pontuou.

Caiado fez um alerta a deputados e senadores de que o parlamento não pode ser conivente com os crimes da presidente da República. “Quem defende este projeto está conivente com o desgoverno. E de repente fazem referência a França e Inglaterra. O que este governo devolve a população com o que arrecada? Nada! Não tem educação, segurança, saúde muito menos. Em 13 anos, o PT destruiu o país e se esta administração continuar vamos assistir a maior catástrofe já vista no Brasil”, acrescentou. “A prática corriqueira é adotar o processo bolivariano implantado na Venezuela e muito bem copiado pelo PT. Mas a sociedade sabe o que está acontecendo e não é justo, nem honesto assumirmos os crimes de quem fez uma campanha para chegar à presidência da República mentindo para a sociedade”, disse ao discursar contra o PLN 5.