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Caiado quer derrubar decreto que taxa exportações de grãos em Goiás

O líder do Democratas, Ronaldo Caiado (GO), anunciou nesta quinta-feira (25/2) que vai estudar medidas judiciais contra o decreto do governador Marconi Perillo que taxou as exportações de grãos em Goiás. Em discurso na tribuna do Senado, o parlamentar denunciou que a medida vai minar a competitividade da principal atividade econômica do estado. O senador goiano revelou o efeito negativo de ação semelhante no Mato Grosso do Sul, que viu seu ritmo de produção cair em relação a outros estados agrícolas.

“Depois de receber representantes da Aprosoja e de outras entidades de classe, solicitei a minha assessoria, assim como a assessoria do Senado, para recorremos ao Judiciário para derrubar esse decreto tão penalizador a um setor que tanto contribui com o desenvolvimento do estado. Temos uma agricultura moderna, com índices comparáveis com as regiões mais produtivas do mundo. Nessa sanha arrecadatória de querer arrancar mais R$ 45 milhões, o prejuízo que vai trazer para a economia é muito grande”, anunciou.

Caiado mostrou que o decreto de Marconi é uma cópia do modelo de Cristina Kirchner implantando na Argentina conhecido como “Las Retenciones”. “O governador resolveu copiar o modelo Cristina Kirchner, que passa a ser o que existe de mais retrógrado na política de arrecadação, que é tributar as exportações, enfiar a mão no bolso do produtor goiano. Assalta um setor que a duras penas vem enfrentando as dificuldades”, disse.

Em aparte ao discurso de Ronaldo Caiado, o senador José Serra (PSDB-SP), que é economista, reforçou a importância da agricultura para o Brasil e colocou o setor, juntamente com a estabilização da inflação, como maiores conquistas para a economia do país nos últimos 30 anos. “Raras vezes tenho a possibilidade de falar, e é um prazer falar sobre isso no Senado e como aparte ao discurso de vossa excelência que no ano de 2002 deu um apoio para minha campanha presidencial que lhe deu um crédito para o resto da vida na nossa convivência”, concluiu Serra.