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Ministério privilegia campo usado em olimpíada e pune criadores no combate ao mormo

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), acusou o Ministério da Agricultura de agir de forma arbitrária no combate à zoonose do Mormo que afeta a criação de equídeos no país.

Durante audiência pública realizada nesta quinta-feira (25/02), que contou com representantes do governo e de produtores afetados, foi denunciada falhas na detecção da doença, o que tem levado ao sacrifício desnecessário de animais saudáveis e interdições de espaços que chegam a levar anos.

Ao mesmo tempo, senador divulgou que, quando um caso foi detectado no Complexo Militar de Deodoro (RJ), onde haverá provas de hipismo na Olimpíada do Rio, o espaço foi liberado em um curto espaço de tempo.

“Enquanto o Jóquei Clube de Goiás segue interditado e sem poder receber animais de fora, o Complexo Militar de Deodoro foi liberado em três semanas. Que força é essa que faz este espaço ser liberado em três semanas? O fato de sediar uma disputa de Olimpíada faz do local mais imune à propagação da doença ou fizeram vistas grossas?”, questiona Caiado.

Mormo
O Mormo, também chamado de” lamparão”, é causado por uma bactéria, que acomete principalmente os equídeos. O teste chamado de “fixação de complemento” e sua contra-prova têm se mostrado inconclusivos, o que tem levado muitos produtores a judicializar o caso contra o sacrifício de centenas de equinos saudáveis.

“Me inquieta muito a visão hoje do Ministério da Agricultura em não reconhecer suas limitações e falhas.A questão do Mormo tem levantando muitas ressalvas, mas qualquer sugestão é vendida pelo governo como tentativa de evitar erradicação. Quem sofre na pele são os produtores. Ninguém vai trabalhar para manter animal contaminado em sua propriedade. Queremos uma política pública séria que dê segurança na detecção do problema”, argumentou Caiado.