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Após ameaças do PT, Caiado pede ao Ministério da Justiça proteção às manifestações do dia 13

O líder do Democratas, Ronaldo Caiado (GO), solicitou nesta terça-feira (8/3), ao Ministério da Justiça proteção policial aos manifestantes que irão às ruas no próximo domingo, dia 13 de março. No documento, o senador argumenta que declarações de integrantes do governo e da base aliada e do próprio presidente do Partido dos Trabalhadores conclamam a militância do PT para um enfrentamento contra movimentos legitimamente constituídos. Caiado alerta para o risco de atos de violência e depredação de patrimônio público e privado.

“É inadmissível que um evento marcado há 90 dias e previamente divulgado sofra agora ameaças de lideranças do partido, como do presidente do PT, do líder José Guimarães e de afiliados do partido que por meio de pronunciamentos e das redes sociais dizem que estão dispostos a um enfrentamento. É constrangedora a conivência do governo com posturas semelhantes a essa”, disse Caiado.

O líder afirmou que é seu dever alertar sobre a gravidade dessas declarações e do Ministério da Justiça adotar todas as providências para coibir qualquer ameaça a garantia do direito constitucional de manifestação pacífica. “Por que encaminhamos esse ofício? Qual nossa preocupação? A visita da presidente Dilma a um cidadão que está sendo investigado e a saída dela na varanda do apartamento é um atestado de apoio a isto tudo que foi conclamado pelo Lula e por outros integrantes do PT. Estamos exigindo que o Ministério da Justiça tenha uma decisão firme e garanta apoios às manifestações com a presença da Polícia Federal como também requisitando forças nos estados para que possamos ter a tranquilidade no dia 13 de estarmos ali com nossas famílias e podermos manifestar a preocupação que temos com o momento que o país vive”, destacou.
O ofício encaminhado relata declarações do presidente do PT, Rui Falcão, que conclamou a militância para ir a ruas, chamamento feito logo após os últimos desdobramentos da Operação Lava Jato, quando o ex-presidente Lula foi levado a depor. Já um parlamentar da base aliada, em tom ameaçador falou em “sangue nos olhos”, “ódio” e em transformar as ruas do país numa “Venezuela”, entre outros exemplos mencionados no documento.

Obstrução
Caiado também anunciou que as oposições decidiram obstruir a sessão do Congresso Nacional e demais votações no parlamento até que seja instalada a comissão que vai analisar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. “O sentimento da oposição é de achar uma solução para a crise instalada e a solução tem que ser política. Não dá mais para ficarmos aqui discutindo assuntos menores, diante de um momento tão grave na política nacional. Vamos entrar em processo de obstrução para buscarmos uma tramitação mais célere na instalação na Câmara da comissão que vai avaliar e julgar admissibilidade do impeachment e fazer com que essa matéria chegue ao Senado. Acredito que até o mês de junho, antes do recesso de julho já poderemos sinalizar para o Brasil uma saída desse quadro que realmente fica mais preocupante pelo despreparo, inércia, falta de credibilidade do atual governo, falta de apoio político e popular que mostra que a presidente já não governa o país. Tanto é que Lula já demitiu três ministros da confiança de Dilma: Aloizio Mercadante, Joaquim Levy e José Eduardo Cardozo”, pontuou.