folha

Caiado na Folha: Governo Dilma prepara o golpe

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, afirmou em artigo deste sábado (26/03) na Folha de S. Paulo que o governo do PT tem questionado o trabalho isento das instituições democráticas e promovido um clima hostil entre os brasileiros com o propósito de evitar o processo de impeachment, rito declarado legal pelos principais nomes da Justiça no Brasil.

“Promovem essa suposta insurgência com um único propósito: decretar Estado de Defesa, buscando apoio militar. É irônico: Dilma quer buscar nos quartéis a sua própria salvação. O governo já estaria consultando o Ministério da Defesa. Assim, seriam restritos direitos a reuniões, sigilos de correspondência e de comunicação. ”, denunciou o senador.

Na concepção do parlamentar, Dilma afronta o interesse púbico ao tratar o Palácio do Planalto como uma espécie de subsede do PT. “Enquanto a OAB Nacional apoiava a saída democrática da presidente, houve uma inacreditável reunião esta semana da presidente com juristas chapa-branca. Uma afronta ao interesse público. O Palácio foi profanado, povo e instituições – Congresso e Judiciário, Imprensa – insultados, a Constituição pisoteada.. A presidente transformou o Planalto em palanque, o bem público em sede partidária”, criticou.

Posturas como essa teriam como finalidade escapar do processo de impeachment que avança no Congresso com grande apoio da população. Para ele, o slogan governista “Não vai ter golpe” é um mantra contra as instiuições democráticas. “Tudo o que um governo caótico deseja: fugir das graves denúncias e restringir a liberdade de seus cidadãos. Esse é o verdadeiro golpe que Dilma, Lula e o PT tanto falam”, resumiu.

Leia o artigo na íntegra.

—————————-
Dilma prepara o golpe

O governo do PT, no desespero dos sucessivos flagrantes a que a operação Lava Jato o submete, busca desafiar as evidências, a Polícia Federal, o Poder Judiciário e os brasileiros. Para isso, não economiza no uso de mentiras contra as instituições democráticas. “Não vai ter golpe!” se tornou slogan de Dilma, Lula e do reduzidíssimo número de apoiadores desse desgoverno tomado pela corrupção em todos os seus níveis.

Os governistas golpeiam o estado democrático de direito e a inteligência dos brasileiros. Não à toa, sempre quando questionados sobre as denúncias e provas de corrupção, respondem com essa frase de (d)efeito mais gasta que a imagem deles nesses últimos 14 anos. É como o gatuno que, ao bater a carteira alheia, grita “pega ladrão!”, manobra que não resiste ao mais banal dos exames.

O que é um golpe, senão a ruptura da ordem constitucional? Portanto, a Constituição não pode regulá-lo e a ele só se refere para estabelecer punições. A Constituição prevê o impeachment (artigos 51, 52 e 85), nos casos dos crimes de responsabilidade. Não bastasse, o Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição, regulou o seu rito. E ministros já deram declarações sobre a legalidade do impeachment e da Operação Lava Jato, a exemplo de Dias Toffoli e Carmén Lúcia, em sintonia com Carlos Veloso e Carlos Ayres Britto, dois ex-presidentes do STF. Sérgio Moro age com rigor constitucional; suas decisões, submetidas aos tribunais superiores, têm sido confirmadas na quase totalidade (96%).

Opor-se ao impeachment, e não aos argumentos que o embasam, é o que se chama contradição em termos – tese que se auto-desmente; chicana jurídica, artifícios processuais para impedir que se faça justiça. Mas há bem mais. Enquanto a OAB Nacional apoiava a saída democrática da presidente, houve uma inacreditável reunião esta semana da presidente com juristas chapa-branca. Uma afronta ao interesse público. O Palácio foi profanado, povo e instituições – Congresso e Judiciário, Imprensa – insultados, a Constituição pisoteada. A presidente transformou o Planalto em palanque, o bem público em sede partidária. Um governo é eleito por uma parte do eleitorado para governar o todo – e o que faz tem de corresponder ao interesse de todos. Não é, obviamente, o caso, como demonstram pesquisas e manifestações de rua.

A presidente não se contentou em restringir tais delitos ao âmbito do país. Convocou 40 embaixadores para difundir ao mundo a calúnia do golpe. Os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Nicolas Maduro, fazendo eco a Dilma, prometeram agir caso ela seja deposta.

Não ficou claro o que pretendem: invadir o Brasil? Simultaneamente, os tais “movimentos sociais” – e é indispensável mencioná-los entre aspas, pois são braços partidários, providos com dinheiro público – decidem reverberar, na sua linguagem carnívora, os destemperos palacianos. Guilherme Boulos, do MTST, fazendo coro a João Pedro Stédile, do MST, promete “incendiar o país”. O mantra da guerra civil, estimulado por Lula, é repetido pela militância Brasil afora.

Promovem essa suposta insurgência com um único propósito: decretar Estado de Defesa, buscando apoio militar. É irônico: Dilma quer buscar nos quartéis a sua própria salvação. O governo já estaria consultando o Ministério da Defesa. Assim, seriam restritos direitos a reuniões, sigilos de correspondência e de comunicação. Tudo o que um governo caótico deseja: fugir das graves denúncias e restringir a liberdade de seus cidadãos. Esse é o verdadeiro golpe que Dilma, Lula e o PT tanto falam.