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Mercadante deve ter tratamento isonômico a Delcídio em escândalo do Petrolão, diz Caiado

Senador comentou revelação de que o ministro Aloizio Mercadante teria oferecido benefícios para o ex-líder do governo ficar em silêncio

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou nesta terça-feira (15/3) que o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, deve receber o mesmo tratamento concedido pela justiça ao senador Delcídio do Amaral. Caiado se refere a revelação publicada hoje pela revista Veja de que Mercadante ofereceu benefícios ao ex-líder do governo pelo seu silêncio sobre a participação de integrantes da alta cúpula do governo no escândalo de corrupção da Petrobras. As informações foram divulgadas logo após a notícia da homologação da delação premiada de Delcídio do Amaral.

“Pau que dá em Chico dá em Francisco. O mesmo argumento utilizado pela justiça para prender o senador Delcídio do Amaral deve ser usado para o caso do ministro Aloizio Mercadante. A matéria mostrou que Mercadante ofereceu benefícios para o senador Delcício não demolir o governo com as informações que tinha conhecimento. Não sou do Judiciário, o que defendo é a isonomia de tratamento para ambos”, disse o parlamentar. O senador Delcídio foi preso após ser flagrado prometendo recursos e meios de fuga para o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, que assinou acordo de delação premiada no esquema do Petrolão.

O líder democrata acredita que agora com a homologação da delação do senador Delcídio, haverá ainda mais consistência o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Indiscutivelmente, esse depoimento será apensado ao processo de impeachment. É uma prova clara da corrupção com a participação da alta cúpula do governo. Temos argumentos mais que suficientes para dar celeridade ao impeachment. Isso é uma zona necrosada no organismo. A única solução é amputar. Onde mexe nesse governo encontra corrupção”, pontuou.

Lula ministro
Sobre a nomeação do ex-presidente Lula como ministro de Dilma Rousseff, Caiado destacou que o objetivo do governo não será atingido. “O governo quer dar um tapa na cara de seis milhões de brasileiros que foram às ruas e pediram a saída do PT do poder. O que querem com o ex-presidente como ministro é escondê-lo da operação Lava-Jato. Lula não vai integrar o governo para servir o país. Mas se engana o governo de que levando o processo de Lula para o STF, o Supremo vai encobrir seus crimes”, opinou