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Caiado pede mobilização do setor produtivo de Goiás a favor do impeachment

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, fez um apelo nesta quarta-feira (06/04) a cerca de 500 líderes do comércio, agricultura e indústria em Goiás para que mais uma vez assumam um papel de protagonismo e se mobilizem para estar presente na votação do processo de impeachment, em Brasília, no dia 17 de abril. A fala foi durante encontro promovido em Goiânia pela SGPA e o Fórum do Agronegócio Goiano.

“O oceano de gente em Brasília vai fazer a diferença. O Congresso não contraria suas bases, ninguém quer praticar suicídio político. É hora de pressionar governadores e parlamentares a assumirem um posicionamento”, disse.

O parlamentar elogiou a iniciativa da SGPA e do Fórum Do Agronegócio Goiano em se reunir para discutir as medidas que podem ser tomadas em prol do impeachment. “O setor mostra garra e determinação. Temos de entender que o momento é delicado e o governo vai até as últimas consequências para se manter no poder. Exemplos não faltam. Fomos ameaçados dentro do próprio Palácio do Planalto, com o apoio da presidente. Vimos que eles não aceitam as regras constituídas”, citou.

Segundo ele a única resposta que o Congresso pode dar é o impeachment. “Não se deixem enganar: é a única resposta que o Congresso pode dar, não temos prerrogativa para convocarmos eleições. Temos de pressionar parlamentares e governadores para que mostrem seu posicionamento, pois são necessários muito votos. E o setor rural, que sempre foi determinante em todas as eleições, precisa sensibilizá-los”, pediu.

No encontro o senador recebeu apoio efusivo dos líderes por sua postura no Congresso. José Evaristo, da Fecomércio, destacou a liderança de Ronaldo Caiado. “Líder não só da agricultura, mas do setor produtivo. Parabéns por sua voz ativa e coerente. Temos orgulho de ter um senador assim”, discursou.

Alinhado com o pensamento do democrata, o presidente da SGPA, Hugo Goldfeld denunciou o que para ele é o verdadeiro golpe. “O golpe é a ausência de infraestrutura, a insegurança jurídica, a corrupção para comprar apoio político”, destacou.