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População provocou o desdobramento do impeachment, diz Caiado

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, afirmou nesta segunda-feira (18/04) que todo o processo que culminou com a votação do impeachment na Câmara dos Deputados, no último domingo (17/04), surgiu primeiramente do anseio das ruas por mudanças. Ao comparar o atual momento com o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, hoje senador, o democrata disse que a diferença é enorme.

“Em 1992 o movimento foi muito mais da classe política. Agora foi ao contrário. O que fez chegar a essa situação foi uma ação popular, um movimento de rua que cresceu pelo País todo. A classe política só entrou no processo depois de mais de um ano que a população se insurgiu contra esse desgoverno. É um total exercício de cidadania”, elogiou.

O senador informou que o objetivo agora é dar o máximo de celeridade ao rito no Senado para evitar o aprofundamento da crise no Brasil. “O clima é de muita responsabilidade e, ao mesmo tempo, de fazermos um acordo de procedimentos para darmos celeridade. Vivemos um momento grave da política de total ausência do governo. O Senando não pode ficar procrastinando”, disse, informando que hoje mesmo irá se reunir, junto com outros líderes, com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), para definir a data de votação da matéria.

Ronaldo Caiado defende que o rito não se alongue por mais de 10 dias. “Não podemos deixar o processo avançar e nos desgastar ainda mais. Essa é a posição do Democratas. O processo de Dilma será analisado pelo mérito, com todas prerrogativas”, disse. “O Senado não tem como revogar o que a Câmara fez. A Câmara fala em nome do povo”, destacou ainda.