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“PT trabalha pela ingovernabilidade”, diz Caiado

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira (22/04) em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da rádio 107.3, que a presidente Dilma Rousseff e o PT adiam o quanto podem o do processo de impeachment no Senado pois trabalham pela ingovernabilidade do País.

“O intuito é deixar que Brasil se arraste. Estão jogando pela ingovernabilidade para deixar o País no caos para quem vem a assumir”, denunciou. Para o senador, é preciso que a matéria avance o mais rápido possível para que a crise tenha fim. “O Brasil tem de ser refundado. Na mão do PT ele acabou, foi extremamente nocivo ao Brasil. Conseguiram desmontá-lo dentro de uma linha demagógica e acharam que poderiam permanecer no poder”, lamentou.

Pela manhã o senador também falou à rádio 730 e mais uma vez criticou a condução do rito pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Segundo o democrata, a situação exige dedicação integral à matéria. “O momento é de ficar 24 horas em Brasília, superando sábado e domingo e dando uma resposta rápida à sociedade. O afastamento da presidente é mais que necessário, é urgente”, disse.

De acordo com o parlamentar, infelizmente Renan Calheiros optou por descumprir o rito correto do impeachment na Casa em favor de uma chicana do PT. “Houve um adiamento do processo, diferente do que determina a lei. No momento em que se faz a leitura no Congresso a comissão já deve ser apreciada, votada e assim serem iniciados os trabalhos. Mas o PT não indicou os nomes para adiar. Infelizmente essas ações avançam quando o presidente não segue o regimento. O Renan está fazendo mais o jogo do PT do que aquilo que é lei”, disse.

Sobre o fato de o PT ter contestado a indicação de Antonio Anastasia (PSDB) para a relatoria dentro da Comissão Especial de Impeachment, o parlamentar disse que isso não muda o encaminhamento dado pelo bloco da oposição. “É regra na Casa que a maior bancada indica presidente e a segunda maior o relator. Coube ao bloco de oposição indicar o relator e, com Anastasia, temos tudo para avançarmos as votações, Temos maioria – 15 votos – que estão favoráveis a Anastasia. Não será necessária a indicação de novo nome”, esclareceu.