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“Corte em benefícios sociais é consequência das pedaladas”, diz Caiado

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), relacionou o crime de responsabilidade fiscal da presidente com os cortes que acontecem em benefícios sociais. Em seu discurso na sessão que vai marcar o afastamento de Dilma Rousseff, nesta quarta-feira (11/05), Caiado usou gráficos com dados oficiais do Banco Central para ressaltar a gravidade da fraude fiscal cometida.

“A presidente fingiu usar o mesmo dinheiro para pagar duas contas. Tudo feito entre 2014 e 2015 quando era preciso vender a ilusão ao povo brasileiro que tudo estava bem para reeleger a presidente e perpetuar o projeto de poder do PT com o rombo aumentando. Não adianta governistas tentarem subestimar o crime, pois houve consequências diretas na vida de todos”, acusou Caiado.

O democrata citou o arrocho que o governo foi obrigado a fazer nos últimos anos. “Como são capazes de alardear que o próximo governo vai tirar direitos trabalhistas quando foram eles que colocaram 11,1 milhões nas ruas? Como podem falar em cortes em benefícios sociais quando foram eles que já cortaram até 87% nos repasses aos mais carentes?”, questionou.

O democrata listou na tribuna uma série de programas sociais que sofreram cortes substanciais em 2016, como o corte em 87% em dinheiro destinado para creches; a redução de 74% no montante para saneamento e o de até 74% no Minha Casa, Minha Vida.

Cidadania
Ronaldo Caiado também ressaltou a participação cívica no desenvolvimento de mobilizações que resultaram no processo de impeachment. Para ele, a população inaugurou uma nova forma de participação popular na política se utilizando de ferramentas digitais para se organizar e para se comunicar diretamente com seus representados.

“O impeachment é fruto do novo modelo de exercício de cidadania com interlocução direta pelas redes sociais. A população provocou e exigiu que o Congresso agisse através de seguidas mobilizações que bateram recordes que vão entrar para a história. A população foi às ruas para dizer em alto e bom som que o Brasil não vai virar uma Venezuela, onde o país só funciona duas vezes na semana. Estamos interrompendo esse processo”, afirmou Caiado.

Caiado também repudiou o uso político que a presidente tem feito do Palácio do Planalto, ao permitir a invasão de membros de CUT, MST e UNE que ocupam o salão nobre do Executivo com faixas e bandeiras e palavras de ordem contra as instituições democráticas.

STF
Sobre a recente decisão de Teori Zavascki que negou liminar da AGU para suspender processo de impeachment, Ronaldo Caiado interpretou como um “cala-boca” final ao governo. “Foi o ‘cala-boca’ definitivo. Decisão diz claramente ao advogado-geral da União: ‘basta!’ O STF foi provocado por várias vezes pelo governo e a resposta foi sempre a mesma resguardando a autonomia do Congresso”, concluiu.