Caiado diz que segunda votação foi ‘acordão’ entre PT e PMDB e vai recorrer ao STF

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), repudiou a forma com a qual a votação do impeachment foi fatiada e afirmou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

Por aceitação do presidente da sessão Ricardo Lewandowski, o julgamento da presidente Dilma Rousseff foi separado em duas votações. Ela foi cassada por 61 a 20 votos, mas não teve sua inabilitação política validada em uma votação que não atingiu dois terços do plenário (42 a 36 a favor).

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Caiado diz que segunda votação foi acordão entre PT e PMDB e vai recorrer ao STF

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), repudiou a forma com a qual a votação do impeachment foi fatiada e afirmou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

Por aceitação do presidente da sessão Ricardo Lewandowski, o julgamento da presidente Dilma Rousseff foi separado em duas votações. Ela foi cassada por 61 a 20 votos, mas não teve sua inabilitação política validada em uma votação que não atingiu dois terços do plenário (42 a 36 a favor).

“Eu, com a prerrogativa de senador, recorrerei ao STF baseado no que está muito claro no Artigo 85 da Constituição. Nossa carta magna não dá esta margem de interpretação ao Senado Federal. Não se pode fatiar aquilo que a Constituição e o Supremo determinaram anteriormente. Para se mudar a Constituição é preciso de uma emenda constitucional que tem todo um rito especial. Não é por destaque de um artigo”, acusou.

Acordão
Caiado acusou o PMDB e o PT de terem realizado um acordão para salvar Dilma da inabilitação política por 8 anos. “Ficou claro que esta segunda votação foi um grande acordão entre o PT e o PMDB. Esta manobra representa o que existe de mais espúrio e negativo na política. Tenho a certeza de que, como se diz no interior, a sociedade está neste momento com ‘a pulga atrás da orelha'”, concluiu.

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Impeachment mostra quem são os verdadeiros ‘canalhas’ da política, diz Caiado

Senador afirmou que com afastamento definitivo de Dilma haverá a maior “assepsia na política na vista no país”

Durante encaminhamento de votação na etapa final do impeachment, o líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou que o processo que se encerra hoje tem a função de revelar quem são os verdadeiros “canalhas” da política. Dilma Rousseff foi cassada no início desta tarde (31/8) por 61 votos a 20. Na visão do senador, os “canalhas” são aqueles que mentiram para o povo, foram irresponsáveis com o orçamento e deixaram o país numa situação caótica. O parlamentar ainda afirmou que a partir de hoje o povo se sentirá aliviado e com a esperança de que haverá a recuperação do país com o fim do modelo populista implantado pelo PT.

“Deste processo tiramos algumas lições. A primeira é que um presidente da República tem que respeitar o orçamento. Não tratá-lo como peça de ficção, não avançar sobre o dinheiro público para fazer populismo, demagogia e irresponsabilidade que levou a situação caótica do país. O populismo que foi implantado e muito bem defendido pela presidente e seu antecessor, Lula, que levou o país a esse processo de desemprego, de inflação, de convivência com uma sociedade enganada pelo maior estelionato eleitoral já visto”, opinou.

“É o momento de deixarmos claro quem são os verdadeiros canalhas da política. Os verdadeiros canalhas são os que assaltaram a Petrobras; que usaram verba pública para suas eleições estaduais, municipais e federal; que tiraram dinheiro do atendimento à saúde; que deixaram 12 milhões de desempregados, que levaram, indiscutivelmente, o país a uma situação econômica-social caótica, que levou o país a perda de credibilidade internacional. Este é o momento de praticarmos a maior assepsia já vista na política brasileira, de tirar todo tecido contaminado da política, de tirar esse modelo que naufragou e da oportunidade de esperança ao povo que quer o dinheiro destinado, não aos países bolivarianos, mas à saúde, educação, segurança, infraestrutura. Esse é grande novo desafio. Por isso, meu voto é sim ao impeachment!”, concluiu Caiado em seu encaminhamento.

Notas Taquigráficas

O Senador Ronaldo Caiado com a palavra.

O SR. RONALDO CAIADO (Bloco Social Democrata/DEM – GO. Para encaminhar. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Parlamentares, o Brasil neste momento volta os olhos para esta sessão em que o Senado Federal está vestido aqui das prerrogativas de poder julgar os crimes praticados pela Presidente afastada Dilma Rousseff.
Deste processo tiramos algumas lições. A primeira delas é que um Presidente da República tem que respeitar o orçamento, não tratá-lo como peça de ficção, não avançar no dinheiro público para fazer o populismo, a demagogia e a irresponsabilidade que levou exatamente o País a esta situação caótica em que se encontra.
O populismo bolivariano, levantado e muito bem defendido pela Presidente afastada Dilma Rousseff e seu antecessor Lula, levou o Brasil a este processo hoje de milhões de desempregados, de inflação, de convívio com aquilo em que a sociedade hoje se viu enganada, iludida, porque foi exatamente assim a campanha eleitoral de 2014, em que o maior processo de estelionato eleitoral foi implantado.

Sr. Presidente, é momento de nós deixarmos claro a esta sessão, que é histórica, sim, e de definirmos corretamente aqui quais são os verdadeiros canalhas da política brasileira. Canalhas são aqueles que assaltaram a Petrobras. Canalhas são aqueles que enriqueceram ilicitamente com dinheiro público. Canalhas são aqueles que usaram verba pública para poder fazer as suas eleições municipais, estaduais e nacional. Canalhas são aqueles que tiraram o dinheiro para que o cidadão não tivesse um atendimento digno à saúde. Canalhas são aqueles que deixaram 12 milhões de brasileiros desempregados. Canalhas são aqueles que indiscutivelmente levaram o Brasil a uma situação crítica do ponto econômico e social, econômico e de credibilidade internacional.

Hoje nós estamos vivendo aqui um novo momento. Um momento, sim, de poder praticar a maior assepsia já vista na política brasileira, assepsia na expressão da palavra, assepsia para tirar todo o tecido contaminado da política nacional. Tirar esse modelo que naufragou o Brasil e dar oportunidade para a esperança do povo brasileiro, para o ressurgimento da boa política, para o ressurgimento da esperança do cidadão, que quer ver o dinheiro público destinado não aos países bolivarianos, não ao Foro de São Paulo, mas o dinheiro brasileiro sendo depositado na conta da saúde, da educação, da segurança pública e indiscutivelmente da infraestrutura.
Sr. Presidente, é esse o nosso grande desafio. Esse fato desse populismo irresponsável hoje chegará ao fim. E eu tenho certeza absoluta: amanhã, ou ao final da tarde de hoje, o povo brasileiro já vai respirar alegre, aliviado, sentindo aquilo que está atravessado na garganta de todos os que foram às ruas, que mobilizaram o País…

(Soa a campainha.)

O SR. RONALDO CAIADO (Bloco Social Democrata/DEM – GO) – … neste momento de cidadania, que é dizer em alto e bom som: todo político, a partir de agora, tem que ter responsabilidade com aquilo a que se compromete na campanha eleitoral. Não é justo não assumir as suas responsabilidades e querer responsabilizar políticas internacionais ou desmandos praticados aqui, abafados numa nova maquiagem, que é a de enganar a população brasileira.
Eu encerro, Sr. Presidente, dizendo a V. Exª que tenho a tranquilidade de representar aqui hoje milhões de brasileiros que foram às ruas. Este processo é a finalização de uma ação que não foi iniciada pelo Parlamento. Foi iniciada por quase 90% da população, que disse em alto e bom som: “Fim do PT. Fim do petismo. Fim da corrupção, neste momento, que levou o País a esse total disparate, a essa situação…
(Interrupção do som.)

O SR. RONALDO CAIADO (Bloco Social Democrata/DEM – GO. Fora do microfone.) – …de impossibilidade de poder viver, trabalhar e manter sua família.
Muito obrigado.

E o voto é “sim”, Presidente, “sim”, pela aprovação do impeachment e pelo afastamento definitivo com a inabilitação para poder exercer cargos públicos.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Lewandowski) – Agradeço a V. Exª, Senador Caiado.

Eu comunico que os cinco minutos do tempo previsto agora para o encaminhamento favorável ou desfavorável ao quesito serão divididos entre os eminentes Senadores…
(Intervenções fora do microfone.)

Caiado encaminha voto favorável ao impeachment

Ao encaminhar voto favorável ao impeachment, o líder do Democratas Senador Ronaldo Caiado (GO), disse que o PT, acredita que tem o dom de poder interpretar os fatos a seu modo. Acusam todos que não comungam com eles, e o mais grave: criminaliza todos os setores, inclusive a imprensa.

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Caiado: “Estamos interrompendo o maior desastre político-administrativo do país”

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), encaminhou seu voto favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff e criticou a postura que a ré apresentou em depoimento ao Senado.

Ao fazer seu discurso final pela sessão que vai marcar o afastamento definitivo da presidente, nesta terça-feira (30/08), Caiado apontou a inversão de valores que senadores contrários ao impeachment estão tentando promover em plenário.

“O PT acredita que tem o dom de interpretar perfeitamente os fatos e passa a acusar todos que não comungam com eles. Estamos assistindo aqui a uma inversão completa de valores. É no mínimo uma quebra protocolar. A própria Dilma, em vez de vir aqui tentar se defender, quis se vestir de juíza dos juízes”, acusou Caiado.

O senador voltou a falar do desastre político e econômico que o governo do PT trouxe ao país e comentou como este episódio da história nacional será lembrado pelo fim de um modelo que fracassou.

“Como a história vai julgar este momento? Vai julgar os fatos. Que nós interrompemos o maior desastre político-administrativo do país. Que estávamos caminhando para virar uma Venezuela. Que por 13 anos eles levaram o Brasil a se tornar refém dessas corporações que foram cada vez mais sugando e corrompendo as estruturas do Estado”, afirmou.

Estelionato eleitoral
Ronaldo Caiado também lembrou que o crime de responsabilidade a qual a presidente Dilma Rousseff está sendo acusada fez parte do estelionato eleitoral que fez o PT esconder a crise de seus eleitores.

“Vimos aqui a ré dizer: ‘sou vítima do sistema. Do Obama. Do banco central americano. Do governo chinês. Da queda das commodities’. Não, Dilma. O Brasil que é vítima de seu estelionato eleitoral. Venderam um céu de brigadeiro sem inflação e emprego pleno e quando o candidato de oposição a interpelava, dizia que era pessimismo. Que as contas estavam em dia. A credibilidade hoje é tanta que, quando todos sentiram que ela não conseguiu convencer ninguém, a bolsa subiu e o dólar caiu”, comparou.

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Caiado questiona Dilma sobre mentiras da campanha: “Não se trata de estelionato eleitoral?”

O líder do Democratas no Senado Federal Ronaldo Caiado (GO) usou o interrogatório à presidente afastada Dilma Rousseff para questioná-la sobre a ocultação da crise econômica durante sua campanha de reeleição. Em sessão desta segunda-feira (29/08), Caiado tomou como base as mentiras proferidas em campanha para levantar a tese de “estelionato eleitoral” em comparação às alegações de Dilma de que o impeachment se trata de uma “ação indevida”.

“Vossa Excelência diz que a situação do país tem a ver com a crise internacional, mas por acaso esta crise só apareceu no dia 25 de outubro de 2014? Só depois do segundo turno? Não havia qualquer informação pelo governo? Se Vossa Excelência trata o impeachment como ação indevida, não seria a omissão à crise durante sua campanha um estelionato eleitoral? Se os eleitores soubessem de tudo isso, votariam na senhora?”, questionou.

Caiado também ressaltou o atropelo republicano que fez Dilma ignorar uma prerrogativa do Congresso ao editar decretos de crédito suplementar antes da aprovação do PLN 5 pelo parlamento.

BANCOS PÚBLICOS
Ronaldo Caiado trouxe um fato novo ao processo de impeachment: enquanto Dilma Rousseff deu calote nos bancos públicos que deveriam ser ressarcidos semestralmente, o governo seguiu pagando bancos privados mensalmente, o que corrobora a tese de uso dessas instituições para omitir a situação fiscal do governo.

“Só Banco do Brasil, Fundo de Amparo ao Trabalhador, BNDES e Caixa não foram pagos semestralmente. Todos os bancos privados foram pagos mensalmente com equalização das taxas de juros. Por que preferenciar os privados em detrimento dos bancos públicos?”, indagou.

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Caiado: “Esperamos que a presidente afastada respeite a liturgia do cargo”

O líder do Democratas no Senado Federal Ronaldo Caiado (GO) afirmou em coletiva neste domingo (28/08) que a oposição vai interrogar a presidente afastada Dilma Rousseff em respeito às regras e ao decoro institucional.

Após reunião de senadores pró-impeachment, Caiado falou para a imprensa que o Brasil todo espera uma sessão onde o respeito à liturgia do cargo de presidente afastada seja respeitada e que Dilma também não repita o comportamento que seus defensores têm adotado em plenário.

“Estamos nos preparando para fazer um interrogatório técnico, em tom respeitoso, com perguntas fundamentadas que explicitem os motivos da cassação de seu mandato e os crimes imputados a ela. Agora, é preciso também exigir que a presidente afastada respeite a liturgia de seu cargo. Ela não pode repetir o exemplo que alguns senadores de sua base têm apresentado nesta sessão”, afirmou Caiado.

Caiado ressaltou a importância de que o interrogatório com a ré no processo de impeachment não evolua para um episódio que cause constrangimento à presidente, ao Senado Federal e aos milhões de brasileiros que foram às ruas pedir pelo seu afastamento. Ele lembrou que por diversas vezes durante as sessões houve provocações por parte da defesa no intuito de sabotar o julgamento definitivo.

“Posso garantir que o tom da oposição será respeitoso. Agora, é muito importante também saber como seremos tratados. Estamos aqui com 81 senadores que, não só representam as 27 unidades unidades federativas da nação, mas também os 200 milhões de brasileiros. No interior de Goiás costuma-se dizer o ditado: ‘o risco que corre o pau, corre o machado’. Toda ação gera uma reação”, comparou.

Convidados
Ronaldo Caiado também comentou sobre a comitiva que deve acompanhar a presidente afastada Dilma Rousseff, que inclui o ex-presidente indiciado Lula, ex-ministros e até artistas ligados ao PT. “Será um momento em que teremos de um lado a elite política que participou e se beneficiou de todos esses escândalos de governo do PT e do outro representantes de milhões de brasileiros foram às ruas por seguidas vezes pedir um novo Brasil”, concluiu.

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Parecer do Ministério Público não absolve Dilma de crime de responsabilidade, diz Caiado

Informante da defesa da presidente afastada admite que uma pessoa que não praticou crime comum pode ter cometido crime de responsabilidade

O último depoente do julgamento do impeachment deste sábado (27/8), Ricardo Lodi, admitiu que é possível uma pessoa cometer de responsabilidade mesmo sem praticar crime comum. A declaração de Lodi ocorreu após questionamento de Caiado para esclarecer a forma errônea como senadores petistas têm usado parecer do Ministério Público para afirmar que Dilma Rousseff teria sido absolvida. O parlamentar explicou que se tratam de instâncias diferentes que julgam crime comum e crime de responsabilidade com punições diferentes.

“O informante da defesa reconheceu que é possível cometer crime de responsabilidade sem configurar crime comum. Quis deixar claro que senadores petistas tentam confundir a população ao usar parecer do Ministério Público sobre as pedaladas fiscais. O Ministério Público apura crime comum. Quem julga crime de responsabilidade somos nós senadores”, explicou.

“O fato de Dilma não ter cometido crime comum, na visão da Procuradoria-Geral da República, não contamina o julgamento do impeachment. Crime de responsabilidade e crime comum são tratados de formas diferentes com consequências diferentes. E as provas que temos neste julgamento do impeachment é que ocorreu crime de responsabilidade pela presidente afastada”, concluiu.

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