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Impeachment mostra quem são os verdadeiros ‘canalhas’ da política, diz Caiado

Senador afirmou que com afastamento definitivo de Dilma haverá a maior “assepsia na política na vista no país”

Durante encaminhamento de votação na etapa final do impeachment, o líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou que o processo que se encerra hoje tem a função de revelar quem são os verdadeiros “canalhas” da política. Dilma Rousseff foi cassada no início desta tarde (31/8) por 61 votos a 20. Na visão do senador, os “canalhas” são aqueles que mentiram para o povo, foram irresponsáveis com o orçamento e deixaram o país numa situação caótica. O parlamentar ainda afirmou que a partir de hoje o povo se sentirá aliviado e com a esperança de que haverá a recuperação do país com o fim do modelo populista implantado pelo PT.

“Deste processo tiramos algumas lições. A primeira é que um presidente da República tem que respeitar o orçamento. Não tratá-lo como peça de ficção, não avançar sobre o dinheiro público para fazer populismo, demagogia e irresponsabilidade que levou a situação caótica do país. O populismo que foi implantado e muito bem defendido pela presidente e seu antecessor, Lula, que levou o país a esse processo de desemprego, de inflação, de convivência com uma sociedade enganada pelo maior estelionato eleitoral já visto”, opinou.

“É o momento de deixarmos claro quem são os verdadeiros canalhas da política. Os verdadeiros canalhas são os que assaltaram a Petrobras; que usaram verba pública para suas eleições estaduais, municipais e federal; que tiraram dinheiro do atendimento à saúde; que deixaram 12 milhões de desempregados, que levaram, indiscutivelmente, o país a uma situação econômica-social caótica, que levou o país a perda de credibilidade internacional. Este é o momento de praticarmos a maior assepsia já vista na política brasileira, de tirar todo tecido contaminado da política, de tirar esse modelo que naufragou e da oportunidade de esperança ao povo que quer o dinheiro destinado, não aos países bolivarianos, mas à saúde, educação, segurança, infraestrutura. Esse é grande novo desafio. Por isso, meu voto é sim ao impeachment!”, concluiu Caiado em seu encaminhamento.

Notas Taquigráficas

O Senador Ronaldo Caiado com a palavra.

O SR. RONALDO CAIADO (Bloco Social Democrata/DEM – GO. Para encaminhar. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Parlamentares, o Brasil neste momento volta os olhos para esta sessão em que o Senado Federal está vestido aqui das prerrogativas de poder julgar os crimes praticados pela Presidente afastada Dilma Rousseff.
Deste processo tiramos algumas lições. A primeira delas é que um Presidente da República tem que respeitar o orçamento, não tratá-lo como peça de ficção, não avançar no dinheiro público para fazer o populismo, a demagogia e a irresponsabilidade que levou exatamente o País a esta situação caótica em que se encontra.
O populismo bolivariano, levantado e muito bem defendido pela Presidente afastada Dilma Rousseff e seu antecessor Lula, levou o Brasil a este processo hoje de milhões de desempregados, de inflação, de convívio com aquilo em que a sociedade hoje se viu enganada, iludida, porque foi exatamente assim a campanha eleitoral de 2014, em que o maior processo de estelionato eleitoral foi implantado.

Sr. Presidente, é momento de nós deixarmos claro a esta sessão, que é histórica, sim, e de definirmos corretamente aqui quais são os verdadeiros canalhas da política brasileira. Canalhas são aqueles que assaltaram a Petrobras. Canalhas são aqueles que enriqueceram ilicitamente com dinheiro público. Canalhas são aqueles que usaram verba pública para poder fazer as suas eleições municipais, estaduais e nacional. Canalhas são aqueles que tiraram o dinheiro para que o cidadão não tivesse um atendimento digno à saúde. Canalhas são aqueles que deixaram 12 milhões de brasileiros desempregados. Canalhas são aqueles que indiscutivelmente levaram o Brasil a uma situação crítica do ponto econômico e social, econômico e de credibilidade internacional.

Hoje nós estamos vivendo aqui um novo momento. Um momento, sim, de poder praticar a maior assepsia já vista na política brasileira, assepsia na expressão da palavra, assepsia para tirar todo o tecido contaminado da política nacional. Tirar esse modelo que naufragou o Brasil e dar oportunidade para a esperança do povo brasileiro, para o ressurgimento da boa política, para o ressurgimento da esperança do cidadão, que quer ver o dinheiro público destinado não aos países bolivarianos, não ao Foro de São Paulo, mas o dinheiro brasileiro sendo depositado na conta da saúde, da educação, da segurança pública e indiscutivelmente da infraestrutura.
Sr. Presidente, é esse o nosso grande desafio. Esse fato desse populismo irresponsável hoje chegará ao fim. E eu tenho certeza absoluta: amanhã, ou ao final da tarde de hoje, o povo brasileiro já vai respirar alegre, aliviado, sentindo aquilo que está atravessado na garganta de todos os que foram às ruas, que mobilizaram o País…

(Soa a campainha.)

O SR. RONALDO CAIADO (Bloco Social Democrata/DEM – GO) – … neste momento de cidadania, que é dizer em alto e bom som: todo político, a partir de agora, tem que ter responsabilidade com aquilo a que se compromete na campanha eleitoral. Não é justo não assumir as suas responsabilidades e querer responsabilizar políticas internacionais ou desmandos praticados aqui, abafados numa nova maquiagem, que é a de enganar a população brasileira.
Eu encerro, Sr. Presidente, dizendo a V. Exª que tenho a tranquilidade de representar aqui hoje milhões de brasileiros que foram às ruas. Este processo é a finalização de uma ação que não foi iniciada pelo Parlamento. Foi iniciada por quase 90% da população, que disse em alto e bom som: “Fim do PT. Fim do petismo. Fim da corrupção, neste momento, que levou o País a esse total disparate, a essa situação…
(Interrupção do som.)

O SR. RONALDO CAIADO (Bloco Social Democrata/DEM – GO. Fora do microfone.) – …de impossibilidade de poder viver, trabalhar e manter sua família.
Muito obrigado.

E o voto é “sim”, Presidente, “sim”, pela aprovação do impeachment e pelo afastamento definitivo com a inabilitação para poder exercer cargos públicos.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Lewandowski) – Agradeço a V. Exª, Senador Caiado.

Eu comunico que os cinco minutos do tempo previsto agora para o encaminhamento favorável ou desfavorável ao quesito serão divididos entre os eminentes Senadores…
(Intervenções fora do microfone.)