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Caiado pede a médicos em formação maior participação na política

A valorização da saúde e da profissão de médico no Brasil passa pela necessidade de os estudantes e profissionais se envolverem mais ativamente nas decisões políticas. Esta foi a mensagem deixada pelo senador Ronaldo Caiado (Democratas ) a mais de 500 estudantes de Medicina que participaram em Goiânia da abertura do 2º Congresso Goiano de Escolas Médicas (Cesmed) e 1º Congresso Goiano de Estudantes de Medicina (Cgmed).

Ao lado do deputado federal Henrique Mandetta (Democratas), do presidente do Conselho Federal de Medicina (CRF), Carlos Vital, e do ex-presidente do Cremego, Salomão Rodrigues, o senador falou aos estudantes dos desafios que enfrentarão ao ingressarem na profissão.

“A saúde no Brasil tem sido vítima de constantes agressões, com uma rede sucateada, falta de leitos médicos e campanhas difamatórias. Fico feliz de ver que estudantes como os de hoje estão se abrindo para discutir política em seus congressos para mudar sua realidade no futuro e não ficar à mercê de decisões políticas ideológicas”, explicou.

Para o parlamentar, a única via de mudanças profundas na área da saúde é a maior participação da classe no Congresso Nacional. “O que faltava na Medicina eram médicos exercitando a cidadania e se conscientizando da necessidade de eleger seus representantes. Vamos definir a política a partir de agora”, convidou.

O médico Salomão Rodrigues elencou as diversas agressões sofridas pela classe nos últimos anos, como mudanças no Ato Médico, os programas Mais Médicos e Mais Especialistas e a abertura indiscriminada de escolas de Medicina. “Só vejo um caminho para mudar esse quadro: participação política”, decretou.

Ao remontar as bases filosóficas da Medicina e o seu histórico, o deputado Mandetta também ressaltou a importância do engajamento da classe. “Antes ninguém se atentava para esta necessidade. Nunca participamos no período da redemocratização de qualquer atividade que não fosse classista. O resultado é esse que vimos nos últimos anos”, afirmou.

Segundo ele, o momento agora deve ser diferente. “Vamos jogar o jogo da democracia participativa. Espero que daqui novos líderes surjam”, emendou.