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Caiado questiona repasse do BNDES a empresa que entrou em recuperação logo após aporte

O líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), questionou uma operação do BNDES que liberou R$ 250 milhões a uma empresa 18 dias antes de ela entrar em recuperação judicial.

Em sessão da CPI do BNDES realizada nesta quarta-feira (23/08), Caiado focou no caso do Grupo Independência, que, após entrar em recuperação judicial mesmo com o aporte do banco, acabou comprado pela JBS através de recursos do próprio BNDES.

“A situação aparente dessa transação é que houve duplicidade na ajuda à JBS. A primeira no saneamento do Grupo Independência. A segunda, quando do aporte de recursos para a aquisição do grupo sob a alegação de que o BNDES-Par estaria simplesmente protegendo o seu investimento. Até que ponto interesses políticos eram determinantes para acelerar prazos de análise dessas operações?”, questionou Caiado.

Em resposta, os representantes do tribunal alegaram a falta de análise criteriosa de documentos das empresas envolvidas, o que teria levado o banco ao mau negócio. Também citaram limitações ao TCU no controle e fiscalização sobre essas operações.

Delação
O senador Ronaldo Caiado também tratou do tema da delação dos irmãos Batistas, principais acionistas do grupo JBS. Ele questionou os representantes se eles poderiam afirmar que houve omissão em todos os atos ilícitos informados ao Ministério Público. “Há indícios de que houve alguma omissão no acordo celebrado? Os fatos narrados pelo delator contemplam todos aqueles que estão sendo apurados pelo TCU”, questionou.

Os convidados afirmaram desconhecer atos que não houvessem sido tratados. A próxima sessão da CPI do BNDES está marcada para a próxima semana, ainda sem data definida.