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Goiás será motor do Brasil, diz Caiado em debate da TBC

Uma gestão transparente, responsável com as finanças públicas e com tolerância zero à corrupção. Estes são os pilares apresentados pelo candidato ao governo Ronaldo Caiado (Democratas) durante o segundo debate entre os governadoriáveis, desta vez promovido pela Televisão Brasil Central (TBC) na noite de terça-feira (28 de agosto). No debate, o parlamentar questionou as prioridades do atual governo, que privilegia interesses de uma minoria e trata o estado como patrimônio pessoal. Caiado afirmou que, se eleito, irá devolver Goiás aos goianos.

Como exemplo do mau uso do dinheiro público que precisa ser combatido, Ronaldo Caiado citou a aplicação de R$ 65 milhões para asfaltamento de uma rodovia que passa pela fazenda do atual governador. “Essa é prioridade do seu governo? Sabe quantos quilômetros um cidadão de Campos Belos precisa andar para ter uma UTI? 700 quilômetros. Para fazer uma hemodiálise? 400 quilômetros, dia sim dia não. Eu vou desprivatizar Goiás. Vou devolver Goiás para o povo, podem ter certeza”, afirmou.

No debate, o senador ainda detalhou como pretende adotar um conjunto de medidas e normas para acabar com a corrupção e com desperdício de recursos (compliance público).

“Nossa gestão será totalmente transparente. O ponto principal é o compliance público. É algo inovador e Goiás será o primeiro Estado a mostrar como é a total transparência das contas e a preocupação com a boa gestão. O governo deverá prestar contas ao cidadão. E, ao mesmo tempo, precisamos ter Tolerância Zero à corrupção, fechar essa torneira”, lembrou.

A fala foi logo depois de ser questionado sobre medidas que pretende tomar para conter o déficit público e alcançar o equilíbrio fiscal. Ronaldo Caiado lembrou que o quadro financeiro de Goiás é caótico. “Goiás foi rebaixado no ranking nacional de capacidade de pagamento. O Estado não tem as condições de ter o aval da União e nem do Tesouro Nacional para poder contrair qualquer tipo de empréstimo. A sua dívida consolidada já é de mais de R$ 21 bilhões”, lembrou.

Sobre política de geração de emprego, Ronaldo Caiado afirmou que combater a corrupção é também o primeiro passo para investir em Goiás. “No momento em que combatermos a corrupção, o dinheiro voltará a ser aplicado onde precisa. Goiás é um estado rico, capaz, que supera as dificuldades. Vamos fazer com que o dinheiro seja aplicado principalmente na geração de empregos, na qualificação dos jovens, na segurança à população”, disse.

Ronaldo Caiado também destacou que pretende melhorar a política de incentivos para poder levar o desenvolvimento às várias regiões de Goiás. “Várias regiões de Goiás não tem nada, o Nordeste goiano é uma calamidade, é o caos, é algo desumano. Vamos levar a industrialização para o Nordeste, para o Norte do Estado de Goiás, direcionar os incentivos fiscais e não deixar apenas nas mãos de poucos. É desta maneira que vamos gerar emprego. Os incentivos serão direcionados sim e vamos fazer com que Goiás seja referência no cenário nacional e motor do Brasil”, explicou.

No debate, Ronaldo Caiado teve também oportunidade de reforçar que condena o aumento de impostos. “Condeno todos estes aumentos. Até porque no meu plano de governo é bem claro. Você pode olhar linha a linha e vai ver que, em momento algum, se fala em aumento de carga tributária. O que nós precisamos é aliviar o bolso do goiano. Ninguém suporta mais. Hoje, qualquer cidadão que vem a Goiânia, inevitavelmente, é multado”, lamentou.

Como exemplo, Ronaldo Caiado citou o caso do Detran. “O mais grave é que não sossegam, eles querem arrancar mais. Agora mesmo fomos informados que o Detran está colocando um tal de pátio único em licitação de R$ 1 bilhão. Você tem hoje, em média, 30 mil carros presos em Goiás, motos, caminhões e carros. R$ 50 por dia, R$ 1,5 milhão por dia de faturamento. No final de um ano, R$ 550 milhões. Em dois anos ele paga. Ele vai ter o pátio mais 18 anos para poder ganhar isso”, contou.

Outro tema abordado foi o da saúde, em questionamento feito pelo senador Ronaldo Caiado. “O cidadão hoje vive a realidade da ambulancioterapia. Ele não sabe mais a quem recorrer e o que fazer. Precisamos mudar isso. Vamos instalar hospitais regionais e levar médicos especialistas para o interior. Vamos acabar com essa lista de espera de mais de 10 anos por cirurgias eletivas. Vamos proporcionar uma medicina de qualidade para os goianos. Essa é a nossa meta, podem ter certeza”, afirmou.