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Prisão em Goiás não será mais quartel general de facção, garante Caiado

No terceiro programa “Caiado ao Vivo”, o senador goiano detalhou suas propostas para a segurança pública unindo inteligência, valorização da polícia, melhor atendimento à mulher vítima de violência e ampliação do atuação do batalhão escolar

As propostas para a segurança pública de Goiás foram o destaque da terceira edição do programa “Caiado ao Vivo”, transmitido na noite desta quarta-feira (29 de agosto) pelo Facebook. O candidato ao governo pela coligação A Mudança é Agora, Ronaldo Caiado (Democratas), detalhou os itens do seu plano de governo para a área incluindo equiparação salarial da polícia militar; construção de três novas penitenciárias de segurança máxima; ampliação da atuação do Batalhão Escolar; concurso público para aumentar efetivo da polícia; e integração de informações das polícias militar, civil e federal e da Receita Federal para combater facções criminosas.

A ênfase no tema da segurança pública foi resultado de uma enquete feita pelo Facebook em que os seguidores de Ronaldo Caiado pediram para saber mais sobre as proposições do candidato para o setor que tanto aflige os goianos.

Ainda durante este “Caiado ao Vivo”, o senador respondeu perguntas sobre a regionalização da saúde; ações para educação e meio ambiente; investimento em pesquisa e inovação e parcerias com igrejas e outras entidades da sociedade civil para recuperação de dependentes químicos.

Sobre saúde, entre outras propostas, o parlamentar contou que, se eleito, irá construir 17 policlínicas para atender as 17 regiões do estado como parte de seu programa de regionalização da área. Ronaldo Caiado também afirmou que vai apoiar a qualificação de jovens e criação de startups para atender as demandas específicas de empresas.

O candidato fez questão de agradecer todo apoio que tem recebido em suas andanças pelo Estado em carreatas. Segundo ele, a cada lugar que passa o sentimento de mudança fica mais explícito. “Temos o apoio do povo, que é o mais importante nesse momento”.

Além disso, o senador pede a população que tenha crença de que há uma alternativa para que Goiás seja uma referência nacional de boa gestão e qualidade de vida do seu povo. “Existe uma saída. Não é porque houve o desmando do Estado, o uso incorreto do poder, que as pessoas tem que pensar que todos são iguais. Acho que é preciso analisar o passado de cada um. Nos dê esse aval, essa carta de confiança, para mostrarmos que Goiás vai ser diferente. Nosso objetivo é único: é foco no cidadão, na pessoa”, assegurou.

Veja os principais trechos:

SEGURANÇA

“Vamos extinguir a tese de que existe terceira classe na Polícia Militar do Estado de Goiás. Vamos igualar salários. Vamos também construir três novas penitenciárias de segurança máxima e acabar com essa história de penitenciária ser quartel general de facção. Vamos criar um núcleo de combate ao narcotráfico e à corrupção. Neste grupo, vamos buscar apoios da Receita Federal, da Polícia Federal, da Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás, Polícia Militar e Polícia Civil. Será uma estrutura muito bem montada, todas elas (as áreas) podendo convergir sobre as informações”.

“Temos que fazer também uma ampliação do número de delegacias que atendam as mulheres que são violentadas e criar uma polícia especializada para que Goiás não ostente mais esse rótulo extremamente negativo do terceiro maior índice de feminicídios do País”.

“Atualmente 165 municípios em Goiás não têm delegado, 23 municípios não têm a presença do policial. Esse é o quadro atual. Não podemos deixar que Goiás seja entregue à criminalidade. Vamos devolver Goiás aos goianos”.

Meio ambiente

O Roger enviou uma sugestão e pediu apoio do senador para criação de uma ONG que construirá viveiros para plantio de mudas em parcerias com escolas, prefeituras. Essas mudas serão utilizadas para recuperar as nascentes de rios, preocupação do candidato que dedicou espaço no seu plano de governo para o tema.

“Vou apoiar essa parceria e incentivar a cultura de preservação junto aos jovens e crianças. Até porque as pessoas estão vendo a escassez de água a todo momento. O Senar vai nos apoiar atuando também junto aos sindicatos para que possamos recuperar essas áreas mais comprometidas, as nascentes, áreas de erosão. Esse trabalho precisa ser disseminado pelos 246 municípios.”

Organizações sociais

“A OS é um instrumento que se usa em muitos lugares. O que precisamos é aprimorar a maneira de controlar resultados com gastos e ter eficiência. O modelo que foi instalado em Goiás é impossível de ser mantido porque faz muito mais viabilizar caixa dois (de campanha) do que prestar serviços na saúde. O que temos que fazer é rever contratos, buscar eficiência e resultado para o cidadão. Fiquem tranquilos, teremos espaços para todas que querem trabalhar em Goiás. É o que sempre observo: uma coisa é você combater o carrapato, que é o que nós vamos combater. Mas ninguém está aqui para matar a vaca, pelo contrário, vamos recuperá-la”.

Educação

Outra pergunta respondida por Caiado diz respeito à política do Estado para os professores, feita por Nedilsa Ferreira.

“Vamos recuperar a autoestima dos professores. Não há eficiência se não tiver remuneração digna, melhor perspectiva de salário. Se não se puder fazer um curso, melhorar qualificação e ter a garantia de que será recompensada por isso. Agora, em contrapartida, vamos querer melhorar o IDEB, ter melhor resultado na alfabetização das nossas crianças. Valorização é fundamental. Nosso governo só vai ter sucesso porque estaremos de mão dadas com os servidores públicos. Sou um homem que trabalha em equipe. Vocês são fundamentais para o sucesso do nosso governo. Vai valer a pena ser professor no nosso governo”.

Regionalização da saúde

“Essa é uma das metas do nosso plano de governo. Vamos regionalizar a saúde no estado de Goiás. É inadmissível não ter hospitais nas regiões do estado para fazer atendimento qualificado com especialistas para atender os casos mais graves. Vamos construir 17 policlínicas. Por que 17 policlínicas? Porque a saúde no estado é dividida em 17 regiões. Vamos construir uma em cada uma dessas regiões, vamos fazer apoiamento para que os especialistas possam diagnosticar, identificar o tipo da doença e fazer triagem para encaminhar para o tratamento ambulatorial ou hospitalar. Vamos ter o hospital de referência para poder atender os casos mais graves, dar condição de salvamento daquelas pessoas que estejam numa situação de acidente, AVC, infarto, qualquer complicação que eles tenham”.

Inovação

“O goiano é empreendedor. O que precisamos é desenvolver áreas de tecnologia e inovação. Precisamos formar técnicos, tecnólogos e pessoas capazes de desenvolver startups para atender a demanda de cada empresa, de cada região. Veja em Rio Verde, o cidadão precisava ter o controle de almoxarifado, apostou num grupo de estudantes e eles desenvolveram uma plataforma para isso. O importante é dar apoio a esta vertente que é dominante no mundo. Vamos trabalhar para os goianos se destacarem no domínio do conhecimento. Este é o ponto relevante”.

Parceria com igrejas e entidades de sociedade civil

Em outra pergunta, o Anderson pediu o posicionamento de Ronaldo Caiado sobre a parcerias com as igrejas para as recuperação de dependentes químicos.

“O Estado sozinho não dá conta. Ninguém tem mostrado mais competência para fazer isso que as igrejas. Uma coisa é fazer o atendimento das pessoas que são dependentes da droga. Outra coisa é dar uma recuperação a essas pessoas. É fundamental que tenhamos o apoio de tantas estruturas que são montadas em Goiás. Há também muitas entidades que são desenvolvidas nas cidades por iniciativa própria para acolher essas pessoas, dar esperança, reincluí-las na sociedade, ter a perspectiva de vencer na vida. Não só é o tratamento dentro do hospital; é o dia após. Quem é que tem mais competência para fazer isso? São aqueles que já estão cuidando de todas essas pessoas no estado de Goiás, que são dependentes do álcool, da droga, que foram envolvidos com criminalidade e é isso que vou buscar com a maior tranquilidade. O estado tem que saber dividir tarefas. O estado tem que ser a mão alavancadora ou de apoio a esses setores”.