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Se eleito, o goiano saberá onde se gasta cada centavo do dinheiro público, garantiu Caiado em debate

Durante debate promovido pela rádio CBN e jornal O Popular hoje (20/09), o candidato ao governo Ronaldo Caiado assegurou que, se sair vitorioso das eleições deste ano, o goiano saberá onde será gasto cada centavo do dinheiro público. Ao discutir o tema com os demais governadoriáveis, Caiado estabeleceu um pacto com a população de dar transparência ao gerenciamento dos recursos arrecadados que serão administrados tendo os funcionários públicos como grandes aliados. O senador ainda afirmou que o atendimento às demandas mais urgentes do povo em saúde, educação e segurança poderão ser atendidas a partir do combate à corrupção e o equilíbrio fiscal, sem necessidade de aumento da carga tributária. Assumir a responsabilidade pelo Entorno do DF, recuperar a Saneago, envolvida em vários escândalos de desvios de recursos, e as propostas para segurança pública também estiveram em pauta.

“Nós vamos instalar um compliance público, com total transparência, mostrando de que maneira se gasta cada centavo, mostrando que o dinheiro público vai poder multiplicar porque ele será corretamente usado para garantir saúde e educação. O compromisso é buscar a neutralidade, não teremos aumento da carga tributária. O que nós precisamos é de uma política fiscal capaz de mostrar um equilíbrio entre o que arrecada e o que gasta. Não podemos a toda hora ficar enfiando a mão no bolso do cidadão”, disse o candidato da coligação A Mudança é Agora sobre como será seu modelo de gestão.

Saneamento

O senador anapolino reafirmou que irá manter o controle da Saneago com o estado de Goiás para recuperar a empresa envolvida com corrupção e garantir um melhor abastecimento de água e mais acesso ao tratamento de esgoto. Ele lembrou que 70% das cidades que já têm abastecimento de água tratada não dispõem de saneamento básico instalado.

“Primeiro é reafirmar a importância da Saneago, o respeito que tenho pelo corpo técnico da entidade. A Saneago vai continuar a ser uma empresa estatal e nós teremos lá uma direção que composta por pessoas qualificadas e conhecedoras da área. Vamos buscar empréstimos e poderemos implantar uma política no sentido de garantir (abastecimento) de água neste período da seca, onde atualmente mais de 50% das cidades correm o risco de não terem o seu abastecimento”, garantiu.

Segurança pública

Em relação a segurança pública, o governadoriável enfatizou o investimento na inteligência das polícias como forma de combate efetivo ao narcotráfico e destacou a valorização dos policiais como uma das prioridades.

“Objetivamente: vamos construir três penitenciárias de segurança máxima. Segundo lugar, montar um núcleo de combate à corrupção e ao narcotráfico, buscando pessoas da Polícia Federal, da Receita Federal, da Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás, da Polícia Militar e da Polícia Civil, para que haja ação e a presença do Estado em cada uma dessas regiões onde nós sabemos que a criminalidade está se expandido. Outro ponto: resgatarmos os salários dos policiais. Será uma iniciativa que tomarei no primeiro dia de governo, encaminhando à Assembleia Legislativa a extinção da Terceira Categoria e a regularização e uniformização dos salários dos policiais militares. Abrir concurso e também recuperar o número débil de policiais militares”, enumerou.

Entorno

Ao comentar uma perguntar sobre políticas para o Entorno, o senador fez questão de mostrar que em um possível governo, irá assumir efetivamente a responsabilidade pela região.

“Vamos acabar com essa tese de nem Goiás, nem Brasília. Vai ser Goiás. Pode ter certeza. Nós vamos ter uma política, primeiro, para poder dar àqueles jovens a oportunidade de emprego. Isso é fundamental, uma educação de qualidade, principalmente, as crianças que fazem parte de famílias de alto risco, onde os pais são drogados e as crianças são vulneráveis ao vício. Nós temos hoje um dos maiores contingentes de jovens, entre 15 anos e 17 anos de idade, dependentes do crack. Pode ver que a taxa de homicídios é maior exatamente nessa faixa etária, devido a presença da droga. Nós temos que fazer um combate austero e firme e nós o faremos”, firmou o compromisso.

Doações de campanha

O senador foi questionado sobre sua posição em relação à fundos eleitorais e doações de campanha. Caiado relembrou que foi autor de projeto de lei que barrava a transferência de recursos do orçamento para fundo de campanha.

“Sou o autor de um projeto de lei que mostra que o financiamento de uma campanha eleitoral deve ser feito por iniciativa das pessoas que apoiam o próprio candidato. Em relação ao fundo de eleições, votei contrário por um motivo só: quando você passa verba de emendas para fundo, você está tirando da saúde. No momento em que fui voto vendido, prevaleceu essa forma de financiamento das campanhas eleitorais. Mas a minha posição e o meu debate foi que, aquilo que se paga hoje em forma de tempo de rádio e televisão, seria transferido para o fundo e não atingiria em nada a saúde e nem a educação”, esclareceu.