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“Não vamos fazer governo de outdoor. Quero levar o crescimento às regiões mais carentes”, diz Caiado em entrevista à RBC

O governador respondeu às perguntas de 30 jornalistas de emissoras do interior em entrevista que marcou o encerramento das comemorações dos 69 anos de funcionamento da Rádio Brasil Central AM e dos 46 anos da RBC FM

“Nós não vamos fazer governo de outdoor. Vamos fazer governo na prática, real, concreto. Somos pessoas da prática e do trabalho”, declarou o governador Ronaldo Caiado durante entrevista concedida, nesta sexta-feira (29/3), aos radialistas Josiel Meneses e Delesmano no programa “Fala Goiás em Rede”, da Rádio Brasil Central (RBC). O governador respondeu a perguntas de 30 radialistas do interior do Estado e falou sobre as principais ações do governo nos 90 dias de mandato, que serão completados nesta sábado (30/3)

Caiado destacou as ações do governo em relação ao meio ambiente e reforçou seu compromisso com a recuperação dos mananciais e cabeceiras dos rios do Estado. “Essa é uma ligação muito forte da minha família. Leolídio Caiado [ecologista e criador da Secretaria Estadual do Meio Ambiente] foi o homem que mais se preocupou com o Rio Araguaia e que mais escreveu a esse respeito. E nós vamos fazer com que o Rio Araguaia seja orgulho dos goianos”, salientou.

Além dos rios, a preocupação ambiental se estende às barragens presente no Estado. Segundo o governador, essas barragens nunca haviam sido catalogadas pelas gestões anteriores. Dessa forma, uma força tarefa da Secretaria do Meio Ambiente junto ao governo federal promoveu a identificação e catalogação de todas as barragens em território goiano. “Determinei essa força tarefa para que esses locais sejam acompanhados e não coloquem em risco a população.”

O governador enfatizou o incessante trabalho realizado pela equipe de governo com vistas à ampliação dos investimentos no Estado. “Avançamos em mais de 20 mil processos que estavam parados para que as pessoas possam investir no Estado de Goiás respeitando as regras do Meio Ambiente e do Código Florestal Brasileiro”.

De acordo com Caiado, o foco do governo não está apenas nas grandes empresas, mas também nas de pequeno e médio. Recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) serão destinados para esse fim. “Nós vamos dar prioridade exatamente para o pequeno e médio empresário, seja ele do campo ou da cidade, produtor ou microempresário. Quero fazer o crescimento chegar às regiões mais carentes do Estado, dando ao cidadão a oportunidade de desenvolver a sua própria atividade”, garantiu o governador.

Foco no interior do Estado
Na área da Saúde, o governador destacou a implementação da primeira Policlínica no interior, que será na cidade de Posse, no Nordeste goiano. O projeto está sendo desenvolvido a partir de uma parceria firmada entre o Hospital do Câncer de Barretos e o Governo de Goiás. “Ali nós teremos as carretas para atender a Região Nordeste, tendo como base a cidade de Posse. Usaremos também hospitais regionais na região para fazer cirurgias de menor complexidade, e somente os casos mais graves deslocaremos para Goiânia”, observou.

Caiado pretende dinamizar a Educação em sintonia com os municípios. “Não tem educação do Estado e educação do município. Vamos trabalhar em entendimento com os prefeitos para que haja maior vinculação entre o Ensino Fundamental e o Ensino Médio.” Ressaltou que está em dia com o repasse de recursos para a Universidade Estadual de Goiás (UEG), pagando regularmente aquilo que está constitucionalmente determinado. “Agora, cabe ao governador se resguardar na condição de respeitar a autonomia universitária. Eu tenho que receber deles as demandas e quais são as modificações que eles desejam implantar”.

O governador salientou ainda que a Segurança Pública também tem apresentado ótimos resultados. “O cidadão hoje sente a presença da polícia”, afirmou. Essa presença será reforçada nos próximos dias nas áreas rurais do Estado, por meio de um convênio com a Federação de Agricultura. “São várias caminhonetes, todas ligadas online, com GPS podendo detectar de onde vem a chamada em cada propriedade rural”, concluiu.