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Reforma da Previdência tem que cortar excessos que pesam no orçamento do país, diz Caiado em entrevista à Globo News

Governador defendeu que a PEC integra um pacote emergencial de medidas que fará o Brasil progredir. Mário Conti elogiou perfil político do goiano, a quem chamou de apaziguador

Apontado pelo jornalista Mário Sérgio Conti como político chave no cenário nacional, por ser ouvido pelo presidente Jair Bolsonaro e respeitado pelos parlamentares, o governador Ronaldo Caiado defendeu na noite desta quinta-feira (4/4) que a reforma da Previdência é fundamental para a recuperação financeira – e que ela deve cortar os excessos que pesam no orçamento do Brasil. Em entrevista ao programa Diálogos, da Globo News, Caiado afirmou que “é hora de imbuir na tese de defender a reforma da Previdência”.

Conti chamou Caiado de “apaziguador”, destacando a importante articulação que o governador goiano fez entre Bolsonaro e o Congresso Nacional em face dos atritos causados pela reforma da Previdência. Caiado opinou que o presidente já fez a sua parte, de encaminhar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para análise, e que agora está comprovando sua disposição em dialogar. “Hoje mesmo ele [Bolsonaro] já recebeu vários presidentes de partidos. O diálogo foi o mais amplo e aberto possível.”

Sobre a tramitação da PEC no Congresso, o governador usou sua experiência de 24 anos naquela Casa para esclarecer que o texto da reforma não é intocável. “A proposta vai sofrer alterações, há parlamentares com conhecimento profundo da matéria. Nessa hora é fundamental ter articulação política e responsabilidade”, complementou ao citar o protagonismo do Democratas, que detém as presidências da Câmara dos Deputados (Rodrigo Maia) e do Senado (Davi Alcolumbre).

Foco
Caiado disse que o mais importante neste momento é que a classe política esteja focada nos anseios do cidadão, que pede pessoas com envergadura moral e conhecimento sobre os assuntos discutidos em âmbito nacional. “E esse é um lado que a sociedade está atenta”, frisou. Para ele, a reforma da Previdência precisa acabar com privilégios. Como exemplo, citou aposentadorias estratosféricas. “Tem aposentadoria em Goiás que ultrapassa R$ 100 mil.”

Questionado sobre a eficácia da PEC da Previdência, o governador goiano avaliou que ela faz parte de um pacote de medidas que devem ser adotadas no Brasil. Para se notar o progresso, argumentou, é preciso analisar o contexto completo. “Você teve a [reforma] Trabalhista, associada com a da Previdência, Tributária, e Política, que muitas vezes defendi como sendo a primeira. Então, essa é uma sequência lógica, tem que analisar o processo da sua inteireza para que tenha o resultado final.”