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“STF precisa rever decisão de fechar a Sama”, diz Caiado

Em visita a Minaçu, governador, presidente do Senado e parlamentares defendem reabertura da empresa e retomada de empregos no município

As ruas de Minaçu, no norte goiano, amanheceram, neste sábado (27), repletas de faixas com as seguintes frases: “Queremos nossos empregos de volta” e “Somos todos Sama”. A cidade, que nasceu junto com a empresa que explora a mina de amianto, sofre com a decisão judicial, tomada pelo Supremo Tribuna Federal (STF), que interrompeu os trabalhos da Sama e inviabilizou a economia da cidade, afetando o sustento de milhares de famílias que residem no município. Para reverter essa situação, o governador Ronaldo Caiado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, senadores e deputados visitaram a cidade para ver de perto os reflexos que a decisão do STF provocou em Minaçu.

Alcolumbre destacou que o plenário do Senado aprovou requerimento de autoria do senador goiano Vanderlan Cardoso, do senador Luís do Carmo e outros senadores, para que o Senado pudesse compor uma comissão externa para ir a Minaçu, visitar a Sama, e ver de perto a situação do município. Segundo ele, “a visita do Senado foi importante para verificar as instalações da mineradora, que gera riqueza, paga imposto e gera emprego, e levar o sentimento da população às autoridades do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República. O que o povo brasileiro quer é emprego, é ter oportunidade”.

O presidente do Senado elogiou o trabalho desenvolvido pelo governador, Ronaldo Caiado, a quem chamou de “entusiasta do desenvolvimento” e destacou ainda que “o Senado da República vai voltar com o sentimento da população de Minaçu, defendendo a retomada da Sama, defendendo a soberania nacional”.

O governador Ronaldo Caiado explicou que sua posição é de total apoio ao funcionamento da Sama e ressaltou que o amianto crisotila, extraído pela empresa, é o único reconhecido mundialmente capaz de ser explorado e utilizado na produção de fibrocimento, sem causar nenhuma consequência ou sequela à população.

“Quero deixar claro, em primeiro lugar, que uma decisão de tamanha importância como esta não pode ser contaminada por imposições multinacionais. O Supremo Tribunal Federal tem que rever esta decisão. Os Estados Unidos tiveram a humildade de rever sua posição e já autorizam o uso de fibrocimento. Por que aqui esta ação no sentido de dilapidar, inviabilizar uma cidade? Não é apenas uma vila que se fecha neste momento, é uma cidade que vai desaparecer”, ressaltou o governador.

Caiado agradeceu o empenho dos senadores, deputados federais e estaduais e fez um agradecimento especial ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e disse que “seu gesto vai contribuir muito para podermos, juntos, manter viva nossa Minaçu”.

Autor do requerimento no Senado, que criou a comissão externa para visitar Minaçu, o senador Vanderlan Cardoso destacou que a visita é importante para conferir, in loco, a quantidade de empregos extintos numa cidade que tem quase 40 mil habitantes. “Estamos aqui com o governador para buscarmos uma solução, juntos, com os trabalhadores, a classe política do município, do Estado de Goiás, da Assembleia, Câmara e Senado Federal. Com certeza que essa posição do STF será revista”, afirmou Vanderlan.