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“Não entrei para governar e me curvar a bandido e a corruptos”, assegura Caiado

Em entrevista ao programa “Fala Goiás em Rede”, governador comentou que, em termos de Segurança Pública, o Estado foi totalmente dilapidado e a criminalidade tomou conta do Entorno de Brasília. Caiado também fez críticas ao “Goiás na Frente”, da gestão anterior, ao qual taxou de “estelionato eleitoral”

Entorno do Distrito Federal, Goiás na Frente, UEG e dificuldades econômicas que estão sendo enfrentadas e superadas pelo Governo de Goiás, foram temas da entrevista concedida pelo governador Ronaldo Caiado ao programa Fala Goiás em Rede, transmitido em rede por 40 emissoras de rádio por meio da Agência Brasil Central (ABC), nesta sexta-feira (17/05). “Uma coisa que sei é ter compromisso com a Segurança do meu Estado. Não entrei para governar para me curvar a bandido e a corruptos. Vou fazer com que Goiás tenha o comando da Segurança Pública no Entorno de Brasília. Podem ter certeza que a minha polícia vai chegar lá”, assegurou.

Caiado relatou que aproveitou a solenidade de lançamento do ‘Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta’, para expressar sua preocupação com o Entorno ao ministro Sérgio Moro, a quem solicitou especial atenção à região. No entanto, o governador frisou que é fundamental a participação da população para reversão do quadro. “O que peço às pessoas é que nos ajudem, nos informem. Vamos mandar pra lá estruturas especializadas na área de informação. Não é possível termos um estado de joelhos para a bandidagem durante tantos anos. Goiás foi totalmente dilapidado, corrompido, assaltado. A criminalidade tomou conta do Estado. Foram 20 anos com o governo convivendo com essa prática”, lamentou.

Sobre a UEG, o governador explicou que a gestão da Universidade é autônoma, conforme determina a Constituição Federal e, portanto, não cabe ao Governo do Estado decidir sobre o fechamento de unidades no interior, e nem sobre a suspensão de qualquer curso ministrado pela instituição de ensino superior. Ele reafirmou que não existe nenhuma ação do governo para fechar curso algum da UEG. “Até porque não tenho esse poder, pois o curso deve cumprir o que determina o Ministério da Educação”, ressaltou. Ele lembrou que a Universidade é patrimônio de seus professores e alunos, e que a instituição “tem total autonomia de gestão”.

Ronaldo Caiado não poupou críticas ao programa Goiás na Frente, da gestão anterior. “Aquilo se chama estelionato eleitoral, é o nome certo. É um crime que foi praticado. Quase um bilhão que foi gasto e, no entanto, as obras estão por acabar. Foi usado apenas em um período eleitoral. Para um projeto ser iniciado, o Estado tem que ter responsabilidade e deixar uma projeção orçamentária para que a obra seja concluída. Você não pode simplesmente planejar um ‘Goiás pra Frente’ que tenha dinheiro só até o mês de outubro, quando encerrava as eleições”, relatou Caiado, que reiterou que a quantidade de obras do governo anterior paralisadas, hoje, no Estado chega a mais de 400. O novo governo também detectou que, dos 21 mil quilômetros de estradas no Estado de Goiás, no mínimo 5 mil estavam intransitáveis.

O governador destacou o lançamento do prêmio “Goiás Mais Transparente”, que vai estimular os portais da transparência de todos os órgãos do Poder Executivo a fornecerem ao cidadão respostas mais satisfatórias. O objetivo é estimular a transparência ativa, premiando as melhores iniciativas com a medalha de ouro, prata e bronze. “Isto é para exigir cada vez mais das nossas secretarias, entidades da administração direta e indireta, que respondam ao cidadão que deseja saber como está sendo usado o dinheiro dele; como costumamos dizer, é injeção na veia”, comparou.

Com mais esta participação no “Fala Goiás em Rede”, Caiado reforça seu compromisso de manter canal direto com a população e prestar esclarecimentos sobre todos os fatos que ganham repercussão e dizem respeito diretamente ao Estado de Goiás. “Quero deixar claro que esse programa é importantíssimo para mim, para que o governo possa esclarecer sempre a verdade. Temos hoje, principalmente, aqueles políticos que foram 100% ‘desmamados’ e que hoje tentam distorcer a verdade. Esses são os verdadeiros opositores do Estado de Goiás: os corruptos, o narcotráfico e políticos que queriam continuar com esse mesmo grau de corrupção”, afirmou.