Foto: Octacilio Queiroz

Clóvis de Barros fala de moral e ética aplicadas ao alcance da excelência no serviço público pelo Governo de Goiás

Palestra faz parte do programa de Compliance Público e, como destacou o governador Ronaldo Caiado, foi um mergulho em temas fundamentais para o tripé: respeito ao Estado, valorização do funcionalismo estadual e qualificação dos serviços prestados ao cidadão

Mais de 1,2 mil servidores estaduais participaram nesta segunda-feira (29/7) da palestra “Ética e Serviço Público”, ministrada pelo cientista político, professor e jornalista Clóvis de Barros Filho, no auditório do Centro de Convenções de Goiânia. Presente ao evento, o governador Ronaldo Caiado exaltou a oportunidade dada aos servidores de mergulhar em uma aula sobre ética e moral para aplicar todo o aprendizado no desempenho de suas funções, no servir ao cidadão. A ação é promovida pelo Programa de Compliance Público do Poder Executivo Estadual, e contou com a participação de secretários e da primeira-dama e presidente de honra da OVG, Gracinha Caiado.

Responsável pelo convite ao jornalista para a palestra em Goiás, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Adriano da Rocha Lima, declarou que a iniciativa só foi possível, e atraiu os servidores públicos, graças à postura do governador Ronaldo Caiado. “É preciso ter um líder com legitimidade para haver engajamento. Com o histórico do nosso governador no meio político, do plano legislativo ao governo, com toda a sua trajetória e história de integridade, Ronaldo Caiado é o líder adequado para conduzir essa grande política baseada na ética e no atendimento à sociedade”, enfatizou.

Caiado elogiou o currículo e o conhecimento de Clóvis, a quem chamou de referência internacional, e também reforçou seu objetivo com o programa instalado no início de sua gestão. Nesta primeira etapa, o Compliance já foi implementado em 21 órgãos e secretarias. “Tenho certeza de que, ao final de quatro anos, nós vamos ter um servidor público mais valorizado, um Estado respeitado e o cidadão sabendo que o que foi pago em forma de imposto foi corretamente aplicado na qualidade dos serviços e no combate às desigualdades regionais.”

Por sua vez, Clóvis classificou o Compliance Público como uma iniciativa pioneira, inovadora e muito bem-vinda. “Graças a esse tipo de programa, podemos calibrar valores, princípios e normas de maneira a tornar o serviço público cada vez mais eficiente na hora de servir o público”, argumentou. Nesta terça-feira (30), o professor volta a ter contato com servidores goianos, desta vez para um workshop voltado a cargos de direção. Em pauta, ética, moral, valores e eficácia.

Palestra
Em tom bem-humorado e repleto de exemplos descontraídos, o professor Clóvis apresentou nesta tarde, no Teatro Rio Vermelho, uma aula de história para explicar a diferença entre moral e ética, bem como as suas origens e conceitos. Não se trata de sinônimos. Moral e ética, observou, são duas extremidades de uma mesma gangorra.

Sobre a ética, o palestrante a classificou como a palavra mais antiga do vocabulário e que, segundo Aristóteles, é “a régua que mede o sucesso da vida” – uma definição que, ressaltou, não condiz com a atualidade. “De 30 anos pra cá a palavra ética entra em conversas de todo dia. Invade os meios de comunicação, integra os discursos corporativos, faz parte da proposta de candidatura dos governos”, explicou.

Tal protagonismo, disse, fez com que a palavra moral saísse de cena. Mas para Clóvis, é preciso torcer que ela não desapareça, pois “é uma reflexão íntima sobre a própria conduta ou comportamento. Uma questão de consciência”. Tal princípio está ligado à tomada de decisões das pessoas, ou seja, “mesmo quando não tem ninguém observando, ainda tem você capaz de discernir entre o certo e errado”.

Para ele, a ética é formada pelo tripé: valores, princípios e normas. “É uma questão de liberdade e escolha. Mas não é consciência de um, é um trabalho de todos. Todos a serviço da melhor convivência possível. Faz parte da ética a identificação do tipo de sociedade que queremos pra nós”, resumiu ao traçar trajetórias históricas para ilustrar a mudança de percepção em torno da palavra com o passar dos séculos.

O palestrante falou ainda da aplicação da ética no âmbito do serviço público, onde as ações devem sempre levar em conta o benefício do maior número de pessoas possível. “A ética é um convite à inteligência, e não um exercício de tirania”, observou. E concluiu: “Se a ética é a busca da consciência mais justa, talvez sempre tenha sido e continue sendo um grande medidor da nossa felicidade no sucesso da vida.”