Foto: Hegon Corrêa

“Paciente deseja ser tratado como cidadão, não como número”, afirma Caiado durante balanço de seis meses da Saúde

Acompanhado de Gracinha Caiado e do vice Lincoln Tejota, governador conferiu os dados apresentados pelo secretário Ismael Alexandrino (SES). Para Caiado, regionalização é o desafio mais urgente. “Saúde em Goiás sempre existiu no outdoor, mas não chegava à casa das pessoas”

Por trás de cada número, vidas salvas e famílias impactadas positivamente. Essa foi a mensagem que ficou após o balanço de seis meses de governo da Secretaria de Estado da Saúde (SES), apresentado nesta quinta-feira (11/7), no Hospital Estadual Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi (HGG), pelo secretário Ismael Alexandrino ao governador Ronaldo Caiado, que acompanhou a apresentação ao lado da presidente de honra da OVG, Gracinha Caiado, e do vice-governador Lincoln Tejota. “Saúde em Goiás sempre existiu no outdoor, mas não chegava à casa das pessoas. Ao disputar o governo, o meu grande compromisso foi justamente voltar a atenção para esta área e a humanização do tratamento. Não podemos abrir mão dela. Afinal, são 44 anos como médico cirurgião, e se hoje chego ao Governo do Estado, não posso deixar de ter uma política inteligente. Sei que o paciente deseja ser tratado como cidadão, e não como número”, afirmou Caiado.

Os dados apresentados traduzem aquilo que a população já pode sentir: em seis meses, o Governo de Goiás está totalmente adimplente com os repasses municipais – totalizando quase R$ 72 milhões já entregues às Prefeituras – e regularizou os repasses ordinários das Organizações Sociais (OSs), que somam R$ 674,3 milhões de janeiro a julho. Isso sem perder de vista o uso racional dos recursos – a pasta projeta uma economia anual de R$ 5,3 milhões a partir das revisões de contratos de limpeza, vigilância, locações, frota de veículos, combustíveis, materiais administrativos, bem como demais despesas.

É um cenário bem diferente do encontrado no início da gestão, quando a situação herdade era de total colapso na Saúde, resultado de 13 meses sem repasses de verbas para os municípios e de R$ 215 milhões em atraso no repasse ordinário das OSs que administram os hospitais da rede estadual.

Caiado congratulou o secretário e sua equipe pelos avanços notórios. E ressaltou os próximos desafios. “Não podemos dizer que o Estado está bem, se nós temos mais de 50 mil pessoas na fila de espera para serem operadas. Não podemos dizer que a nossa gestão está boa, se nós temos um paciente tendo que andar 750 quilômetros para ter um leito de UTI”, avaliou. E contou uma história que o emocionou e que, diz, demonstra a urgência da regionalização da assistência à saúde. “Quando andei pelo Nordeste goiano, conheci um senhor já com aparência abatida e cansada. Ele andava dia sim, dia não, 450 quilômetros para fazer uma hemodiálise, saindo de sua cidade para chegar até Formosa. O que ele disse ficou marcado na minha vida: ‘a hemodiálise não tira só a sujeira do meu sangue, arranca um pedaço da minha alma’”, recordou.

Oferecer uma saúde pública digna aos cidadãos é um compromisso que ficou evidente já nas primeiras horas do mandato, quando o governador, recém-empossado, visitou o Hospital Materno Infantil na noite de 1º de janeiro a fim de evitar o fechamento da unidade. De pronto, Caiado disponibilizou dois veículos de luxo, antes usados por ex-governadores, para que fossem a leilão com a renda revertida para o hospital. O valor arrecadado permitiu que fossem realizados, entre outros reparos, a adequação da cozinha, escadas e rampas, manutenção do sistema de alarme de incêndio e das instalações elétricas. “Isso tudo custou R$ 303.256,17, pagos com o dinheiro do leilão. Muitos criticaram o leilão à época, mas valeu a pena, governador”, destacou o secretário Ismael Alexandrino. Também foram abertos 10 leitos de UTI e 45 de enfermaria no Hugol para pacientes do Materno Infantil, o que permitiu o incremento de 300 internações em dois meses, desafogando o hospital.

Ismael Alexandrino frisou que os gestores governamentais nunca devem perder a compreensão de que atrás de cada número existem vidas e famílias. “Cada uma que a gente consegue impactar positivamente, mudando a sua realidade, fará valer a pena ter ficado horas sem dormir, ter sido secretário de Saúde do Estado de Goiás”, asseverou. O vice-governador Lincoln Tejota recapitulou que a regionalização da saúde é umas das principais metas da gestão desde e campanha e que os esforços estão sendo somados para atingir esse objetivo. “O nosso compromisso em levar saúde de qualidade para os goianos de todas as regiões vai ser cumprido e os dados apresentados hoje mostram que estamos no caminho certo. O governador, eu e o secretário de Saúde, Ismael Alexandrino, estamos empenhados em transformar a Saúde de Goiás.”

Participaram também os secretários Anderson Máximo (Casa Civil), Rafael Rahif (Esporte e Lazer), Edival Lourenço (Cultura), Antônio Carlos Neto (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), tenente-coronel Luiz Carlos de Alencar (Casa Militar), Valéria Torres (Comunicação); os presidentes Marcos Roberto Silva (Detran), Rivael Aguiar (Goiás Fomento), Sílvio Fernandes (Ipasgo), Pedro Leonardo Rezende (Emater), Denes Pereira (Iquego); o diretor-geral da de Administração Penitenciária (DGAP), coronel Wellington de Urzêda Mota (diretoria geral); e o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, Odair José Soares; Venerando Lemes de Jesus (Conselho Estadual de Saúde), Bráulio Ludovico (Serviço de Transplantes Renais do HGG), além pacientes, servidores do hospital e membros do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech).

Muitas novidades estão previstas para os próximos meses. Até dezembro, está prevista a entrega de quatro policlínicas, localizadas em Goianésia, Quirinópolis, Santa Terezinha e Posse, possibilitando regionalizar o atendimento ao cidadão, que terá acesso a serviços hospitalares e a atendimento ambulatorial especializado de forma mais próxima. Também será feita a reativação do Hospital Filantrópico São Pedro de Alcântara, na cidade de Goiás, por meio de convênio, e retomadas as obras do Hospital Regional de Uruaçu e Águas Lindas de Goiás, além da ampla reforma do Hemocentro de Goiás (Hemogo).

Transplante de rins
O HGG celebrou também, nesta manhã, a renovação da autorização para a realização de transplantes de rins pelo Ministério da Saúde. A unidade tem um histórico de 280 destes procedimentos realizados em pouco mais de dois anos. A portaria 750 do Ministério, de 11 de junho, possibilitará a consolidação do HGG como a principal referência no transplante de rins em Goiás, que atualmente ocupa a 10ª posição no ranking nacional em número de procedimentos, segundo Registro Brasileiro de Transplantes (RBT).

O paciente Jair Araújo Serrano subiu ao púlpito e comoveu a todos com sua jornada. Ele, que fez hemodiálise durante sete anos, tempo em que chegou a ser encaminhado para a cirurgia por duas vezes, foi finalmente operado no dia 6 de fevereiro. “Já estou com cinco meses, minha cirurgia foi muito bem sucedida. Minha vida está mudando completamente. A cada dia, me sinto feliz e mais tranquilo, não sinto nem dor de cabeça. Agradeço a Deus todo dia por essa oportunidade. Quem precisa de transplante não tem que se entregar, tem que correr atrás da sua vida porque a hemodiálise não é fácil.”