Foto: Lucas Diener

73 presos em 3 dias: governo avança no combate à violência contra a mulher em Goiás

“Não admitiremos que essas pessoas se sintam impunes”, diz Caiado, ao apresentar dados da Operação Marias que mobilizou centenas de policiais e envolveu todas as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher e as delegacias regionais de Goiás

Um Estado cada vez mais seguro para as goianas. Esse é o compromisso assumido pelo governador Ronaldo Caiado ao lançar o Pacto Goiano pelo Fim da Violência contra Mulher – Todos Por Ela, na semana passada. De lá pra cá, ações contundentes têm apresentado resultados positivos. Na manhã dessa quarta-feira, 27/11, a Secretaria de Segurança Pública apresentou mais 73 novas prisões de agressores de mulheres, efetuadas em menos de três dias, como resultado da Operação Marias. Esses números se juntam ao resultado da Operação Violare, que prendeu 151 homens que cometeram crimes sexuais, no último mês de agosto.

Pioneira no Estado, a Operação Marias começou na última segunda-feira, 25, e será encerrada nesta quarta-feira. O número de prisões ainda deve aumentar. São 514 policiais mobilizados e 292 viaturas em uma força-tarefa envolvendo todas as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam) e as delegacias regionais de Goiás.

“Na primeira operação, a Violare, 151. Na operação de hoje, mais 73. Isso mostra a capacidade produtiva da nossa Polícia”, disse o governador Ronaldo Caiado. Ele faz uma alerta para que as mulheres denunciem os agressores, que informem a polícia sobre a violência sofrida pelo seu companheiro ou quem quer que seja. “Ao denunciarem quem a violentou, elas estão protegendo não só a elas, mas toda a sua estrutura familiar”, disse Caiado.

Secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda explica que tanto a Operação Marias quanto a Operação Violare têm um único sentido: diminuir ou acabar com a impunidade dos agressores a mulheres vulneráveis em Goiás. “Nós já tivemos um resultado pós-Violare muito bom em termos de redução da violência sexual. Esperamos ter esse mesmo resultado agora, em relação aos feminicídios ou às agressões de qualquer forma”, disse Miranda.

A delegada Paula Meotti, titular da Deam, fala que os presos de hoje são suspeitos de homicídio, agressão física, ameaça e crimes contra a honra. “A esmagadora maioria desses mandados de prisão são homens que já haviam praticado crimes anteriormente, contra as mesmas parceiras – ou até mesmo contra outras parceiras – e que foram presos preventivamente”, conta Meotti. Agora que foram recolhidos, eles ficam à disposição o Poder Judiciário.

Apoio às vítimas
Além de prender suspeitos e condenados por crimes contra mulheres, o governador Ronaldo Caiado fala das ações em possibilitar que as vítimas sejam capazes de dar o passo seguinte, desenvolvidas pela presidente do Grupo Técnico Social de Goiás, a primeira-dama Gracinha Caiado, e pela secretária de Desenvolvimento Social, Lúcia Vânia. “Temos que buscar uma condição de dar a elas uma continuidade de vida que não seja retornar para a casa do agressor ou, muitas vezes, ficar naquele ambiente que realmente ela não se sente segura”, disse Caiado.

Estas ações fazem parte do Pacto Goiano Pelo Fim da Violência contra a Mulher, com destaque para a criação do aplicativo “Goiás Seguro”, que facilita o acionamento da Polícia Militar pelo celular diante de um caso de violência; e a Sala Lilás, inaugurada na última segunda-feira, 25/11. Localizado na Superintendência de Polícia Técnico-Científica, o local exclusivo é para o atendimento de mulheres vítimas de violência.

Ainda no Pacto, foi determinado que todas as autoridades da Segurança Pública em Goiás – policiais civis e militares, agentes penitenciários e bombeiros – agora possuem a prerrogativa de algemar agressores e levá-los à delegacia mais próxima. No serviço público, nenhum cidadão envolvido em agressão à mulher será nomeado no Estado e o servidor público que cometer esse tipo de crime será exonerado.

A apresentação dos números da Operação Marias contou também com a presença do delegado geral da Polícia Civil, Odair José; da diretora geral da OVG, Adryanna Caiado, presidente da Codego, Marcos Cabral; do diretor da Escola Superior da Polícia Civil, Eraldo Augusto; da diretora de execução de Política para Mulheres da Secretaria Municipal da Mulher, Ludmila Daher, além de delegados, agentes, escrivães, imprensa e público em geral.